Quem resiste às calorias de um bolinho?

Em suas duas unidades, o restaurante Adonis (baradonis.com.br) tem perfil tão informal que um dos campeões de pedidos do cardápio, o bacalhau à Filgueiras (R$ 112,70, para duas a três pessoas), foi batizado em homenagem a um cliente. Um desses tipos sem-cerimônias que chegam pedindo para mudar uma coisinha ali, outra aqui e, quando o cozinheiro se dá conta, tem nova receita em mãos.

O Estado de S.Paulo

03 Abril 2012 | 03h08

O "causo" acima, tão descontraído quanto a cidade onde ocorreu, ilustra bem a relação do Rio com o peixe. A forte herança portuguesa fez da cidade a maior comedora de bacalhau do País. Com idêntico destaque para receitas simples e elaboradas, gourmets e botequeiras - alguém aí pensou em bolinho de bacalhau?

Qualquer bar no Rio serve a delícia calórica (o preço da porção varia de R$ 20 a R$ 35, em média), que parece ter nascido para acompanhar o chope. O do tradicional Bracarense (Rua José Linhares, 85), no Leblon, e o do Nova Capela (Rua Mem de Sá, 96), na Lapa, são clássicos.

Aos sábados, transforme o bolinho em café da manhã: é preciso chegar antes do meio-dia para conseguir uma mesa no Cantinho das Concertinas, bar que fica dentro do Cadeg, o Centro de Abastecimento do Estado da Guanabara (cadeg.com.br). Com música de sanfonas ao vivo, a festa avança pela tarde.

Recife. A capital pernambucana também tem um evidente caso de amor com o bacalhau. Para preparos bem portugueses, o Recanto Lusitano (recantolusitano.com.br) e o Tasca (Rua Dom José Lopes, 165) são endereços certeiros.

Mas campeões de pedidos, mesmo, são os bolinhos - é no bairro da Encruzilhada, dentro do mercado homônimo, que você encontra o boteco O Bragantino e os melhores bolinhos de bacalhau da cidade, segundo os recifenses. "É muito bom mesmo", atesta o chef César Santos.

Proprietário do restaurante Oficina do Sabor (oficinadosabor.com; pratos desde R$ 34), na vizinha Olinda, o chef serve seus próprios preparos com bacalhau: o das graças, enfarinhado e frito, é a estrela do cardápio em datas especiais. Como a Páscoa, claro.

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