Divulgação
Divulgação

Quito, uma joia restaurada

Encravada nos Andes, a capital merece mais que uma olhada apressada. Heranças indígena e jesuítica, centro repaginado e a hospitalidade do povo são um convite a ficar

Diego Zanchetta,

18 Outubro 2011 | 00h00

QUITO - O colorido tipicamente indígena e os morros nevados do Vulcão Pichincha já fazem de Quito um lugar único na América Latina. Mas a joia da cidade, localizada a 2.800 metros de altitude, é o seu repaginado centro histórico. A restauração que uniu comerciantes, proprietários de imóveis e autoridades, num investimento de R$ 600 milhões, virou referência internacional.

 

O conjunto arquitetônico, tombado pela Unesco como Patrimônio da Humanidade e considerado o mais inalterado das capitais latino-americanas, remete ora à Andaluzia espanhola, ora à influência barroca dos jesuítas que chegaram aos Andes no início do século 16.

 

As vistas são panorâmicas por onde quer que você caminhe. Os Andes, as 40 igrejas coloniais que cercam a cidade, os bairros encravados nas montanhas, a hospitalidade do povo, o exotismo da culinária, tudo combina para deixar o turista enternecido.

 

A capital de 2 milhões de habitantes vale bem mais que uma escala para Galápagos. A moeda local é o dólar, tamanha a influência americana na cidade, a 4 horas de voo de Miami. E tudo é incrivelmente barato. Qualquer menu em restaurante de hotel cinco-estrelas nunca ultrapassa os US$ 25. Andar 40 quilômetros em um táxi sai por US$ 10. O passeio de três horas dentro de um parque, com direito a teleférico para chegar a 4.800 metros de altitude, custa módicos US$ 3.

 

Deslumbre. O barroco e o gótico estão presentes numa arquitetura religiosa de adornos deslumbrantes. Domingo, quando o trânsito de carros fica proibido no centro, é o melhor dia para explorar a região. O templo da Companhia de Jesus (US$ 2 a entrada), de 1605, resistiu a dois terremotos e reabriu restaurado em 2006. Praças com piso de paralelepípedo e o Palácio Presidencial são pontos imperdíveis de visitas no centro histórico.

 

Dá até uma ponta de inveja ver como o centro de Quito está preservado. Com lojas, comércio, museus e igrejas recuperadas, o bairro histórico recebeu novos moradores. A Prefeitura incentiva, por exemplo, que donos de sobrados deixem vasos com flores nas janelas, o que denota a influência secular da Andaluzia na cidade.

 

 

Ervas e sementes incas temperam os pratos locais

 

Em qualquer restaurante de Quito, o ceviche equatoriano, com lula, lagosta e camarão, é entrada obrigatória. A partir daí, as opções são muitas - sempre deliciosas e surpreendentes.

 

Milho, abacate, frutos do mar e carne de cuy (porquinho da índia) são preparados com ervas e sementes que remetem à herança inca. Um bom endereço para provar tais combinações é o Theatrum, restaurante do Teatro Nacional Sucre , um dos melhores e mais lindos da cidade. Ali são servidas especialidades como o polvo grelhado com azeitonas e feijão fava ou grelhado, acompanhado de alho crocante e vinagrete de pesto, além de um ensopado de frutos do mar no suco de coco. O menu sai por US$ 38.

 

O mero, peixe local, é outra boa opção, sempre fresco. No histórico San Agustín (Guayaquil, N5-59), uma sorveteria aberta no fim do século 19, no centro histórico, é servido empanado e em versões exóticas com manga e gengibre. O menu custa US$ 19 e inclui uma viagem no tempo. Aos 140 anos, o restaurante preserva a mesma arquitetura e parte do mobiliário original.

 

Saiba mais

Aéreo: SP-Quito-SP, desde R$ 1.277,96 na Copa; US$ 727 (R$ 1.284,79) na Taca; e R$ 1.286,86 na Avianca. Quito-Galápagos-Quito desde US$ 310 (R$ 547) na Tame

Cruzeiros: sete dias, desde US$ 4.800. Santa Cruz, Isabela II e La Pinta são as principais embarcações. Na Metropolitan Touring (11-5082-5008)

Pacotes: confira as opções no blog do Viagem

Mais conteúdo sobre:
Galápagos

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.