Michael Nagle/NYT
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Rafting

Não existe local melhor no país para o rafting que o Pacuare. Vinte e oito quilômetros rio abaixo representam nada menos que quatro horas de emoção. O ponto de partida é a cidade de Turrialba, a 53 quilômetros de San José. De estrutura simples, mas organizada, a localidade tem as mesmas características de Bonito, em Mato Grosso do Sul. A diferença é que a cidade brasileira é muito mais movimentada.

Daniel Brito, O Estado de S.Paulo

09 Junho 2009 | 02h29

Entre a residência de um velho agricultor e uma loja de artigos veterinários existe uma pequena agência que vende os pacotes para rafting. O preço médio é de US$ 80 (R$ 160). Dependendo da insistência do turista e da boa vontade do agente de turismo, dá para baixar para US$ 60 (R$ 120). A época boa para descer as corredeiras está começando agora.

O passeio começa às 8 horas, quando uma van passa de hotel em hotel buscando os aventureiros. Depois de o grupo estar completo, o guia dá as primeiras orientações e ensina os comandos. É preciso ter disciplina para prestar atenção nas explicações, porque a paisagem até o leito do rio é impressionante. O Vulcão Turrialba, inativo há mais de um século, acompanha os turistas até metros antes de entrarem na água.

 

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Em cada bote cabem seis pessoas e um guia, que fica na ponta de trás, de onde comanda o leme e indica o tipo certo de remada para cada corredeira. No Rio Pacuare, as corredeiras vão do nível 1 ao 4. Na Costa Rica, só experts podem se arriscar em águas de dificuldade 5 e 6. Nesse caso, as práticas ocorrem apenas no Rio Reventazón, berço do esporte no país, há 40 anos, perto dali.

Um segundo guia acompanha o bote em um caiaque. Ele fica à frente, verificando a condição das corredeiras, e mostra qual é o melhor ponto para encarar a água. Não estranhe se os remadores que estão na frente do bote gritarem nervosamente nas corredeiras iniciais, as mais fracas. Quem se senta ali tem a impressão que vai afundar no primeiro contato com a arrebentação.

Mas meia hora é suficiente para todos entrarem no clima. Pedras gigantescas, formadas pela lava do Turrialba, delimitam o percurso e acrescentam emoção à descida. Não é necessário remar quatro horas seguidas. Em vários trechos, o rio empurra o barco - e o guia resolve dar uma trégua, pois sabe que os turistas também estão ali para curtir o visual.

Pássaros amarelos e pretos cantam da copa das árvores centenárias. Pequenos macacos fazem algazarra nos galhos. Crianças indígenas acenam das margens. Há, ainda, três lugares para nadar.

E lá vem mais uma corredeira. A cada obstáculo vencido, os remos são erguidos e todos gritam: "Pura vida!" É o slogan do país. O fim do percurso fica bem perto do Caribe. Lá uma van aguarda turistas inebriados e exaustos.

PIT STOP

Depois de três horas de descida, uma parada providencial para o almoço. O barco é retirado da água e os guias preparam uma refeição especial, com tacos de frango, pasta de feijão, tomate, cebola e pimentão picados. Na sobremesa, rodelas de abacaxi e as mais macias bananas do Pacuare.

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