Marina Della Valle
Necrópole de Naqsh-e-Rustam guarda quatro túmulos de reis escavados nas montanhas, datados de 550-330 a.C. Marina Della Valle

Necrópole de Naqsh-e-Rustam guarda quatro túmulos de reis escavados nas montanhas, datados de 550-330 a.C.

Marina Della Valle

Receptividade, segurança e muita história: um roteiro por Irã e Líbano

Tensões políticas ficam para trás em uma viagem por esses dois países. No entanto, há regras que precisam ser cumpridas - especialmente no caso das mulheres

Marina Della Valle , Especial para o Estado

Atualizado

Necrópole de Naqsh-e-Rustam guarda quatro túmulos de reis escavados nas montanhas, datados de 550-330 a.C.

Marina Della Valle

Separados pelo Iraque e pela Síria, Irã e Líbano têm muito em comum além da localização em uma parte do mundo hoje conhecida por conflitos. Locais de florescimento de civilizações milenares, oferecem um passeio pela longa história da região, com sítios arqueológicos, igrejas e mesquitas de tirar o fôlego e dois dos povos mais acolhedores do planeta.

Viajar pelos dois países, no entanto, pode combinar experiências radicalmente diferentes, especialmente quando a viajante é mulher, como eu. O Líbano não difere muito de um país ocidental nesse quesito – é preciso observar as regras básicas de qualquer visita a um local estrangeiro, como evitar ruas desertas ou escuras e não usar roupas muito decotadas em templos religiosos.

Mas no Irã, uma teocracia islâmica, as leis são baseadas na religião e governam vários aspectos da vida do cidadão, incluindo dieta e roupas, e os turistas devem respeitá-las. Bebidas alcoólicas e carne de porco são proibidas. Homens e mulheres não se tocam, as demonstrações públicas de afeto entre casais são evitadas e o transporte público tem espaços separados para homens e mulheres. 

Cabelos cobertos

E há, claro, a questão da modéstia. Por lei, mulheres precisam cobrir a cabeça com um lenço e o corpo com roupas largas, até os pulsos e tornozelos. Na prática, isso significa o chador – aquela veste que cobre o corpo até os pés, quase sempre negra – ou um casaco largo, de mangas longas, descendo abaixo dos quadris, e saia ou calças compridas, além do indefectível hijab, lenço que deve cobrir os cabelos e a área do pescoço.

Essas regras andam sendo desafiadas por algumas jovens, com casos de prisão – em 20 de fevereiro, transeuntes atacaram a polícia moral que tentava prender uma moça em Teerã.

Dentro dessas limitações, as iranianas ligadas em moda usam a criatividade, com lenços coloridos, calças justas e casacos estilo parka ou estruturados. Nas cidades mais modernas, o hijab é usado mais para trás, mostrando um pouco dos cabelos. E as iranianas não economizam na maquiagem. 

Uma mulher até consegue viajar sozinha de modo independente no Irã – crimes contra estrangeiras são raros –, mas, sem amigos locais e uma boa compreensão de uma cultura tão diferente, é uma tarefa complicada. As restrições à internet e o fato de que pouquíssimos estabelecimentos trabalham com cartões de crédito complica a reserva de hotéis.

O mais fácil e seguro é comprar um pacote fechado ou tomar parte de uma excursão em grupo, com um guia para cuidar da burocracia e orientar sobre as diferenças culturais. 

No Líbano, onde é possível alcançar os principais pontos turísticos em poucas horas de estrada de Beirute, alugar um carro inicialmente pode parecer uma boa ideia, mas é melhor pensar duas vezes. O trânsito é caótico nos dois países, mas a topografia montanhosa e acidentada que tanto embeleza o Líbano traz estadas com curvas impossíveis à beira de precipícios vertiginosos.

ANTES DE IR

Leis religiosas  

Respeite as regras de vestimenta e não consuma álcool – ser turista não o exime de culpa caso seja flagrado quebrando as leis. Preste atenção aos locais para homens e mulheres no transporte público, incluindo pontos de ônibus.

  

Internet

Facebook e Twitter são bloqueados no Irã, mas não o Instagram, nem o WhatsApp. 

Na mala  

Mulheres devem levar vestidos largos e compridos, cardigãs longos, parcas e batas de mangas compridas. Manter o lenço na cabeça é um desafio – os de algodão tendem a escorregar menos, e grampos e broches são bons aliados. A rigidez do código de vestuário varia de acordo com a cidade – em Teerã e Isfahan, mais modernas, espere encontrar mangas mais curtas e visuais mais modernos, enquanto em Qom, mais religiosa, a imensa maioria das mulheres usa o chador negro.

Como ir

Emirates, TurkishLufthansa voam de São Paulo para Teerã e para Beirute, com escala.

 

Moeda

No Irã, troque seus euros por rials. Poucos lugares aceitam cartões de crédito. 

 

Quando ir

Durante o Ramadã, os muçulmanos jejuam do nascer ao pôr do sol e não é permitido comer em público. Prefira ir de dezembro a abril, quando as temperaturas são mais amenas.

 

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Teerã e Beirute: Duas capitais, dois retratos

Maiores e mais modernas cidades de seus países, Beirute e Teerã são duas prévias do que o turista pode esperar de sua viagem pelo Líbano e pelo Irã

Marina Della Valle, Especial para o Estado

23 de abril de 2019 | 03h50

Teerã

Em Teerã, a imagem política mais conhecida no Ocidente talvez seja o mural da Estátua da Liberdade com um crânio no lugar do rosto. A pintura está no muro da antiga embaixada dos Estados Unidos, hoje um museu da espionagem, com antigos escritórios e corredores repletos de imagens contra os EUA e Israel.

A cidade, aliás, é coberta por painéis – celebrando os mortos na guerra Irã-Iraque, considerados mártires, outros de cunho religioso, outros somente inspiradores. O rosto severo do aiatolá Khomeini e o semblante um pouco mais suave do atual líder supremo do Irã, Ali Khamenei, são onipresentes. 

Também testemunha da revolução que mudou o rumo do Irã, o palácio do último xá, Reza Pahlavi, é um dos pontos turísticos da cidade, um prédio de estilo ocidental que preserva as roupas do casal real e adesivos de desenhos animados nos banheiros dos filhos, dentro de um complexo de palácios e jardins, o Niavaran.

Mais exótico é o antigo palácio usado pela dinastia Qajar, o Golestan. Suas várias estruturas mostram o refinamento da arte abstrata dos azulejos e o uso extensivo de espelhos que marca outros monumentos e mesquitas.

O mausoléu de Khomeini, monumento em escala gigantesca, impressiona pelo tamanho. O mausoléu de Emamzadeh Saleh e o mercado coberto de Tajrish, lado a lado, rendem um passeio interessante, assim como o sempre lotado Grande Bazar e a mesquita do Xá, também vizinhos – mas deixe para comprar em Esfahan, onde há mais variedade e preços menores.

As torres Azadi, em forma de Y invertido, e Milad, com 435 metros, guardam belas vistas da cidade. Mas é a Ponte Tabiat, espécie de jardim suspenso cheio de esculturas, que mostra o lado verde da capital iraniana. Grátis.

Beirute

Arranha-céus de arquitetura arrojada dividem o horizonte com edifícios esburacados por balas e bombas, e um monumento na avenida à beira-mar marca o local do assassinato do ex-premiê Rafik Hariri, em um atentado à bomba que deixou outros 21 mortos em 2005.

A beleza cenográfica de Beirute se descortina em um passeio à igreja de Nossa Senhora do Líbano, em Harissa, Grande Beirute, onde uma estátua da santa de 8,5 metros abre os braços para o mar. Dali, é possível descer de teleférico para a baía de Jounieh. 

Beirute se presta a caminhadas, e a praça Nijmeh, no centro histórico, é um bom lugar para isso – a partir do relógio, um dos marcos da cidade, um passeio leva à mesquita Al Omari (mulheres precisam vestir chador para entrar), a ruínas de banhos romanos e à Catedral Ortodoxa Grega, em ruas ladeadas por grandes prédios do governo.

Andando um pouco mais chega-se à estátua dos mártires e à mesquita Mohamad al Amin (ou Mesquita Azul). Mais perto da Al Omari fica o mercado. Ao lado do hipódromo fica o Museu Nacional, imperdível para quem se interessa pela história do Líbano.

Mas o melhor local para caminhar é pela costa. Descendo da praça Nijmeh, é possível chegar ao monumento em homenagem a Hariri, um dos pedaços mais charmosos e agitados da via – aproveite para esticar em algum café ou restaurante. Na área de Raouche, as formações rochosas no mar que são um dos cartões-postais da cidade convidam a um momento de contemplação

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Sítios arqueológicos: resquícios de um passado milenar

Mais de 7 mil anos de história, guerras e reviravoltas se acumulam em sítios arqueológicos no Irã e no Líbano

Marina Della Valle, Especial para o Estado

23 de abril de 2019 | 03h50

Com evidências de civilização que remontam a mais de 7 mil anos, o Líbano já foi terra de fenícios (1500 a 300 a.C), parte do Império Romano, conquistado pelos árabes muçulmanos, parte do Império Otomano. No Irã, as evidências de povos elamitas datam de 4.000 a.C, depois unificados por volta do século 7.º a.C – o que levou ao Império Acmênida, formado por Ciro, o Grande. Depois de ser conquistado por Alexandre, o Grande, os persas se reorganizaram no Império Parta. Depois veio o Império Sassânida, conquistado por árabes muçulmanos no século 7º d.C. 

Esse passado repleto de detalhes e reviravoltas se reflete na ampla oferta de sítios arqueológicos nos países. Entre Baalbeck, no Líbano, e Pasárgada, no Irã, a grandiosidade de civilizações antigas surge diante de seus olhos. 

Fenícios, romanos e castelos

A apenas 42 km de Beirute, Biblos (ou Jbeil) é uma das cidades mais antigas do mundo. Foi ocupada inicialmente entre os anos 8800 e 7000 a.C. e continuamente habitada desde 5000 a.C. O sítio arqueológico preserva marcas dos tempos dos fenícios, além de construções romanas e das cruzadas. Durante a Idade Média, a cidade fez parte do Reino de Jerusalém – há um castelo dessa época. 

Sídon também está a cerca de 50 km da capital libanesa. Trata-se de uma das principais cidades fenícias, hoje a terceira maior do Líbano – segundo a Bíblia, ela teria sido visitada por Jesus. O Castelo do Mar, construído no século 12, fica de frente para o Mediterrâneo e é um de seus principais atrativos. Outro é o Khan al-Franj, na área dos mercados, uma antiga hospedaria do século 17 muito bem preservada. Não é o caso, infelizmente, do templo de Eshmoun, cujas ruínas estão sem manutenção. 

Ao lado está Tiro, famosamente cercada por Alexandre, o Grande em 332 a.C., com sítios arqueológicos impressionantes, mas pouco conservados. Al-Bass, o maior, é dividido em três áreas, com estradas bizantina e romana, hipódromo, túmulos, banhos. Há vários mosaicos, e colunas ainda em pé sugerem a forma original da estrutura. O de Al-Mina abriga a única arena retangular conhecida. 

Mas nada se compara a Baalbek, no vale do Bekaa (Heliópolis para os romanos). Antes de entrar no complexo principal do sítio histórico, a 100 km de Beirute, o viajante dá de cara com as ruínas do templo de Vênus, com colunas ainda formando um semicírculo. 

 Uma escadaria leva a uma espécie de antecâmara da grande corte principal do templo de Júpiter, demolido por Teodósio no século 4º para a construção de uma basílica, hoje também inexistente. Dali de cima – uma plataforma de 7 metros –, a beleza do templo de Baco, com suas colunas de quase 20 metros e entalhamentos preservados, é uma visão inesquecível.

Persépolis e Pasárgada

Diferentemente dos sítios libaneses, Persépolis e Pasárgada estão a quase 1.000 km de Teerã. Persépolis é a joia arqueológica dos iranianos, residência de verão dos reis acmênidas, cujas ruínas mais antigas datam de 515 a.C – prepare-se para caminhar bastante sob o sol. Atrás do complexo, cavados na montanha, estão os túmulos de Artaxerxes II e III. 

O portão de Xerxes é a imagem mais conhecida de Persépolis. Ali repousam o quatro grandes esculturas de “lamassus”, criaturas híbridas com cabeça de homem e corpo de touro ou leão alado. 

As ruínas dos diferentes palácios preservam colunas e portais, além de desenhos em relevo de dignatários trazendo oferendas aos reis persas. Há ainda figuras de Faravar, um dos símbolos mais conhecidos do zoroastrismo, religião nativa da região antes da chegada dos muçulmanos, ligado ao nacionalismo iraniano. Talvez por isso seja um dos poucos símbolos religiosos não muçulmanos à vista em camisetas e suvenires. 

A cerca de 12 km de Persépolis, a necrópole de Naqsh-e Rustam guarda quatro túmulos de reis acmênidas (550-330 a.C), escavados na montanha. Têm forma de cruz, com o túmulo no centro e relevos com cenas de reis sassânidas. Um deles está identificado como o de Dario I. Os outros são atribuídos a Dário II, Xerxes I e Artaxerxes I. 

Em frente fica uma estrutura chamada de Cubo de Zoroastro, cuja função é desconhecida. Já o túmulo de Ciro, o Grande, é a única estrutura digna de nota em Pasárgada, tão famosa no Brasil por causa do poema de Manuel Bandeira.

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Irã: dinâmica e atrações fora da capital

Enquanto Isfahan é mais moderna, Qom é considerada sagrada e bastante conservadora. Já Shiraz serve de base para explorar importantes sítios históricos no país

Marina Della Valle, O Estado de S. Paulo

23 de abril de 2019 | 03h50

Isfahan

Não deixe Isfahan de fora de seu roteiro pelo Irã. Antiquíssima – o povoamento de forma mais organizada data dos elamitas (2700 a 1600 a.C.), mas a ocupação humana começou no Paleolítico –, foi capital da Pérsia por duas vezes e floresceu especialmente no período safávida (séculos 16 e 17). Além da profusão de exemplos da arquitetura persa, Isfahan oferece a oportunidade de passear com calma pelo mercado e jardins que cercam o Rio Zayandeh, atravessando suas pontes históricas. 

O epicentro é a Praça Naqsh-e Jahan, ladeada por arcadas que abrigam um mercado coberto e pelas mesquitas do Xá (Masjed-e Shah) – do Imã Khomeini, e a Loftollah, ambas do século 17 –, além do palácio Ali Qapu. São grandes estruturas que demandam um tempo para serem apreciadas como merecem. Depois, aproveite para comprar artesanato nas lojas do mercado, sente-se em um dos bancos da praça e espere pelo pôr do sol, quando a praça se ilumina.

A noite também é uma boa hora para visitar as pontes históricas de Ishafan, em especial a Khaju, que se ilumina enquanto os locais aproveitam os jardins às margens do rio – como o calor é grande, as lojas ficam fechadas até as 15h. Depois, reabrem para os iranianos curtirem o frescor noturno, antes ou depois de piqueniques. 

A catedral Vank, armênia, quebra a sequência de arte islâmica com representações da vida e morte de Cristo. Ao lado, há um museu sobre a religião e história armênia. A mesquita de Jameh é a maior do Irã e demanda um certo tempo – faz parte de um complexo de 20 mil metros quadrados, com estruturas que remontam ao século 8º ao 17. Na prática, é uma aula intensiva de arquitetura persa. O palácio Chehel Souton vale a visita apenas pelo jardim.

Shiraz

Outros belos exemplos de jardins históricos persas ficam em Shiraz, cidade-base para explorar as ruínas de Persépolis. O Jardim Eram, que remonta ao século 18, e o da casa Qavam, ou Naranjestan, do século 19, propriedade com decoração opulenta, são para serem contemplados sem pressa. Shiraz é também terra natal do poeta Hafez, que viveu no século 14, um dos mais admirados pelos iranianos. Seu túmulo de mármore decorado fica em uma estrutura aberta em meio a jardins. 

O mausoléu de Emir Ali entorpece o visitante: o interior da mesquita é coberto por espelhos, que refletem a luz dos grandes lustres de cristal. Mas o jogo de luz mais interessante fica na mesquita Nasir al-Mulk, do século 19 – o colorido dos vidros das janelas invade o chão e as paredes de acordo com a incidência do sol. 

Qom

Já a cidade de Qom mostra a face mais religiosa e conservadora do Irã – aqui as mulheres vestem o chador preto, e os véus são puxados para a testa. É considerada a segunda cidade mais sagrada do país (atrás de Mashad) e abriga o mausoléu de Fatimah, irmã do imã Reza, descendente de Maomé e um dos 12 imãs considerados sagrados pelos xiitas.

Ponto de peregrinação, costuma estar lotada. A cúpula dourada é vista de longe, e os pátios interiores levam a dois grandes pórticos, um decorado em ouro e outro com espelhos. Aqui, como em outras mesquitas e alguns mausoléus, as mulheres precisam vestir um chador, fornecido na entrada – algo para prender o tecido debaixo do queixo, como uma presilha ou grampo, facilita muito a visita, liberando uma das mãos. 

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Nos arredores de Beirute, a natureza dá as cartas com maestria

A topografia rochosa, de vales, montanhas e cavernas, é responsável por muito da beleza cênica do Líbano

Marina Della Valle, Especial para o Estado

23 de abril de 2019 | 03h50

Pelas montanhas

Uma das atrações turísticas mais populares do Líbano são as grutas de Jeita, a 18 km de Beirute. Trata-se de um complexo com duas grutas conectadas, uma sobre a outra. O turista sobe de teleférico até a caverna mais alta, que pode ser visitada a pé. Na Câmara Branca fica a estalactite mais longa do planeta, com 8,2 metros. A caverna abaixo dela esconde um rio de águas claras, e é explorada em um bote.

A visita à vila de Deir el Qmar e ao palácio Beiteddine também vêm acompanhadas de um passeio por vales e picos. A cidadezinha foi capital do Emirado Monte Líbano, subdivisão do Império Otomano, entre os séculos 16 e 18. A melhor maneira de explorá-la é caminhando por suas ruelas tortas – comece na praça principal. Já o palácio de Beiteddine, construído no século 19, é um exemplo da arquitetura na era otomana e abriga mosaicos e um hamman (banho). 

Cedros e ícones

Poucas coisas são mais ligadas ao Líbano que seus belos cedros, o poeta Khalil Gibran (1883-1931) e os cristãos maronitas, que fazem parte da Igreja Católica Siríaca e são uma forte presença na região de Monte Líbano. Um passeio pelo Vale Kadisha reúne os três. 

Em Bcharre, o museu Gibran fica em um mosteiro construído junto a uma caverna na rocha e comprado pelo poeta em 1926 – o museu, no entanto, só começou a funcionar em 1975. Ali estão um grande número de manuscritos, pinturas e desenhos de Gibran. 

Historicamente um local de refúgio de cristãos, incluindo eremitas, o Vale Kadisha combina uma paisagem dramática com mosteiros construídos em parte em grutas e cavernas nas encostas das montanhas. O mosteiro de Qozhaya, dedicado a Santo Antão, abriga um museu, uma igreja escavada na rocha e uma caverna considerada milagrosa, especialmente para pessoas com problemas mentais, que eram acorrentadas ali – as correntes ainda estão à mostra.

A excursão termina com uma visita ao bosque Cedros de Deus, um dos últimos remanescentes das florestas que cobriam a região. É considerado Patrimônio Mundial pela Unesco. A rua em frente é cheia de barracas de suvenires feitos da madeira dos cedros. O passeio é delimitado por cordas que formam as rotas pelas quais os turistas devem seguir

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