Resorts em Pernambuco: escolha o seu

Ricardo Freire, turista.profissional@grupoestado.com.br,

09 Dezembro 2010 | 10h00

 

Quando o assunto é resort, Pernambuco só perde para a Bahia em número de alternativas. A maioria se localiza em Porto de Galinhas, mais especificamente em Muro Alto, uma praia 9 quilômetros ao norte do centrinho. À diferença dos resorts do litoral baiano, o sistema all-inclusive ainda não é predominante em Pernambuco. Os motivos?

 

Os resorts pernambucanos não costumam ter megaestruturas, e a oferta de passeios é bastante variada, o que faz muitos hóspedes passarem manhãs e tardes fora do hotel. O Turista Profissional hospedou-se em quase todos recentemente e ajuda você a escolher o seu. Compare preços nos sites das grandes operadoras, em especialistas e também nos sites dos hotéis.

 

Vila Galé do Cabo, o maior. Aberto em meados da década de 1990 como Blue Tree Park, o hotel mudou de bandeira duas vezes antes de passar à rede portuguesa Vila Galé. Foi o primeiro grande resort do Estado - e continua o maior, tanto em área quanto em infra. Fica no finalzinho da península do Cabo de Santo Agostinho, numa praia de águas mansas que não é passagem para lugar nenhum, e por isso dá a sensação de ser privativa. O sistema all-inclusive foi introduzido no verão passado e está funcionando muito bem (no fim da manhã, fique esperto para o camarãozinho frito que aparece no bufê da piscina). Há um segundo restaurante, o Inevitável, que serve sushi e comida italiana com reserva. Os apartamentos são enormes; a maioria já foi modernizada (os que continuam no padrão antigo são chamados standard). O spa tem uma cabana de massagens bastante charmosa e uma piscininha que serve de refúgio a quem quer evitar a agitação da piscina principal. Os refrigerantes são Coca-Cola; o chope é Sol, mas há cervejas Brahma em lata. A vodca usada na caipirosca é Orloff; entre os uísques incluídos está o Red Label.

 

 

 

 

Nannai, o mais luxuoso (foto acima). Quando inaugurou, em 2001, tinha 45 apartamentos e 14 bangalôs polinésios com piscina privativa. Os bangalôs fizeram tanto sucesso que hoje são em maior número: 49 (dois deles, dúplex). Se o Nannai fosse uma companhia aérea, seus aviões teriam mais assentos na primeira classe do que na econômica. A hotelaria evoluiu muito desde a inauguração: o Nannai não fica nada a dever a hotéis (ainda) mais exclusivos. Mesmo o bufê do jantar é elegante - servido em tachos de cobre e com muitas estações de comida preparada na hora (sushi, grelhados, pizza em forno a gás). O almoço não está incluído nas diárias, mas pode ser cabulado sem problemas: no fim da manhã, garçons passam com petiscos de cortesia (caldinhos, barquetes) e, no meio da tarde, é servido um chá (à moda pernambucana, com tapioqueiro a postos). Tem espreguiçadeiras e cabanas debruçadas no melhor trecho da praia de Muro Alto. 

 

Summerville, o mais animado. Primeiro resort a se instalar em Muro Alto, em 2000, o Summerville inventou moda. Para compensar a frente estreita de praia, sua piscina foi desenhada em formato de rio, serpenteando da frente aos fundos do terreno - um formato copiado por muitos (o último da fila é o novo Breezes de Búzios). A piscina é dividida em várias zonas: para atividades, esportes, crianças (com toboágua) e descanso. A parte da frente é a mais animada. O clubinho das crianças fica nos fundos e tem entre as atrações uma horta orgânica onde elas brincam de plantar. Há ainda um pequeno spa, operado em parceria com o Kurotel de Gramado, com cabines de massagem à beira-mar. A praia em frente tem pedras; o hotel mantém uma estação de praia durante a maré baixa em frente ao Nannai, cinco minutos de caminhada para a esquerda.

 

Marulhos, o mais equipado. É meio flat, meio hotel, combinação que está se tornando frequente em Porto de Galinhas. Na abertura, em 2005, operava sob a bandeira Mercure, mas um ano depois se tornou independente. Seu diferencial são os apartamentos equipados com cozinha, incluindo fogão elétrico. O parque aquático ocupa o miolo do terreno; a borda da frente é toda de vidro. Mesmo sendo meio flat, oferece recreação infantil. Vende diárias com café ou meia pensão. A praia em frente tem pedras - o melhor é caminhar para a esquerda e sentar em frente ao Nannai.

 

Beach Class, o mais confortável. A exemplo do Marulhos, funciona como hotel e flat; e como o Summerville, tem piscina em formato de rio. Seus apartamentos, porém, são os mais confortáveis da região: todos têm sala independente do quarto, ótimo para quem viaja com criança. As suítes têm uma pequena cozinha (com micro-ondas). A piscina é a maior de Porto, com trechos mais estreitos ladeados de vegetação. No lazer, um diferencial é a sala para pré-adolescentes, com jogos eletrônicos. O jantar do bufê (incluído na meia pensão) pode ser trocado, mediante reserva, pelo menu do chef do restaurante Nação Pernambuco, de culinária nouvelle nordestina. Optando pelo bufê, experimente a pizza feita em forno a lenha. A praia em frente tem pedras; para entrar na água, vá ao canto esquerdo, em frente ao Nannai.

 

Enotel, o mais novo. Único resort da rede portuguesa no Brasil, é o que tem o maior número de apartamentos no Estado: 350 (contra 300 do Vila Galé). Ao abrir, em 2006, ostentava a decoração mais moderna entre os resorts de praia brasileiros; quatro anos mais tarde, seu lobby continua intrigante. Trouxe o sistema all-inclusive para Pernambuco, mas continua fazendo ajustes: recentemente, desfez uma fugaz parceria com o gigante espanhol Riu e reduziu de quatro para dois os restaurantes à la carte. Tem duas grandes piscinas - uma no interior do complexo, bem sossegada, e outra animada, na beira da praia (onde foram instalados algumas cabanas à la Nannai). A praia (do Cupe) é linda de ver, mas perigosa para entrar, por causa do repuxo. Fica a 3 quilômetros da vila.

 

Serrambi, na praia mais calma. Fica na primeira praia depois de Porto de Galinhas, do outro lado do Rio Maracaípe. De carro são 14 quilômetros por uma estrada que vai por dentro. É um dos hotéis mais antigos da região, do início dos anos 1990. Depois passou uma década arrendado à rede italiana Ventaclub, que operava no sistema all-inclusive. Ao voltar a ser administrado pelos donos, trocou o tudo incluído pela meia pensão. O terreno é pequeno e as acomodações são básicas, mas renovadas. O destaque aqui é a praia, calmíssima, perfeita para crianças. Nos seus melhores dias, a cor da água é caribenha. Pelas condições da praia, tem também a melhor estrutura de esportes náuticos do pedaço.

 

Considere também. Além dos resorts, Porto de Galinhas tem hotéis de médio porte com boa estrutura para ir com crianças. Um deles fica à beira-mar em Muro Alto, numa situação de praia melhor que todos os outros resorts da área (com exceção do Nannai): é o Marupiara Suites. Outros dois estão no mais perfeito trecho da costa, o Pontal do Cupe: falo do Pontal do Ocaporã  e da Pousada Tabapitanga, onde o mar é uma piscina na maré baixa e um belo tanque na maré alta. Os outros se localizam no trecho bravo da Praia do Cupe. Por ali, você encontra o Village Porto de Galinhas, o decano da praia (instalou-se em 1988), o Dorisol Porto de Galinhas (outro misto de flat e hotel), o Solar Porto de Galinhas (associado à rede Best Western) e o Hotel Armação, usado para convenções.

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