Restaurada, 'Vênus' ganha sala maior

nomeJoia da arte grega, a Vênus de Milo voltou a ser exibida no Museu do Louvre, em Paris, depois de um processo de restauração que durou cinco meses. A escultura retornou à sala de 200 metros quadrados onde ficou exposta entre 1848 e 1934, três vezes maior que seu endereço até novembro do ano passado.

AFP, O Estado de S.Paulo

13 Julho 2010 | 02h31

O museu reorganizou toda a ala de arte grega clássica, onde estão as obras criadas entre os anos 450 a 30 a.C., para acomodar a hóspede. O objetivo foi proporcionar melhores condições aos 8,5 milhões de visitantes anuais do Louvre (número recorde, atingido em 2009).

Uma das estrelas da casa, ao lado da Monalisa, a Vênus foi encontrada por um camponês em 1820 em Milo, nas Ilhas Cíclades. A famosa estátua desprovida de braços data de 120 a.C.. Foi comprada pela França em 1821, quando a Grécia estava sob o domínio otomano.

Segundo Jean-Luc Martinez, diretor do Departamento de Antiguidades Gregas, Etruscas e Romanas do Louvre, a estrutura da Vênus foi checada em uma gamagrafia (que utiliza raios gama) antes de a escultura ser movida. Em seu último deslocamento, em 1964, para uma viagem ao Japão, os dois blocos principais da escultura se moveram. A estátua é considerada frágil, por causa do longo tempo em que ficou exposta em áreas externas.

O Louvre planeja para 2012 a restauração da também famosa Vitória de Samotrácia.

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