Rios e o antigo presídio

Durante 100 anos, a pacata vila de Dois Rios abrigou o Instituto Penal Cândido Mendes, ou simplesmente Presídio da Ilha Grande, um dos mais famosos do País, para onde seguiam os criminosos mais perigosos e presos políticos como Graciliano Ramos e Fernando Gabeira.

O Estado de S.Paulo

26 Março 2013 | 02h12

Nas casas do entorno ainda vivem ex-funcionários e até um ex-presidiário. Todos gostam de bater papo e contar histórias. Nas ruínas do presídio - a maior parte das alas foi implodida em 1994 - funciona um competente minimuseu, que tem entrada gratuita, fotos e objetos usados pelos prisioneiros, como uniformes e facas improvisadas.

A 50 metros da porta do museu começam os motivos para esquecer qualquer história triste. Além de 1,3 quilômetro de areia plana e boa para caminhar, os dois rios que dão nome ao lugar, um em cada extremidade da praia, rendem fotos lindas e mergulho delicioso.

Chegar até lá exige esforço. São 8,5 quilômetros de caminhada desde a Vila do Abraão, por uma estrada de terra, a única da ilha, por onde passam poucos carros da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, que ali mantém um câmpus. O percurso tem muita subida e leva de duas a três horas. Pode ser feito sem guia, mas é fundamental calcular bem o tempo para não voltar no escuro. Afinal, é proibido pernoitar ou acampar.

Como alternativa, as lanchas que fazem o passeio de volta à ilha param em Dois Rios.

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