Rota dos vinhos de altura eleva o nome de Cafayate

Clima quente, visuais incríveis, povo hospitaleiro e uma boa taça de vinho traduzem o espírito de Cafayate. Situada na região central dos Vales Calchaquíes, na província de Salta, a cidade de 15 mil habitantes ficou famosa por seus rótulos de altura, especialmente o branco feito com a uva torrontés - de origem incerta, mas considerada autóctone.

CAFAYATE, O Estado de S.Paulo

09 Abril 2013 | 02h12

Localizada a 190 quilômetros da cidade de Salta e a 1.700 metros acima do nível do mar, Cafayate representa apenas 2% da produção vinícola do país - Mendoza é responsável por engarrafar 80% do vinho argentino. Apesar do volume pequeno, o local se tornou um importante polo na produção da bebida, de azeitonas e de azeite de oliva. Isso tem atraído muitos turistas dispostos a percorrer a Rota do Vinho.

O trajeto inclui tanto fincas pequenas e familiares quanto propriedades enormes, com moderna infraestrutura de produção. Um bom exemplo é a Bodega Etchart. Fundada em 1850 e comprada pela gigante Pernord Ricard em 1996, a Etchart tem uma produção anual em torno de 9 milhões de garrafas e recebe, em média, 40 mil turistas por ano.

Outras vinícolas que merecem a visita são a Bodega El Esteco, com 400 hectares de vinhedos, e a Finca Las Nubes, comandada pelo enólogo José Luis Mounier e sua mulher, Mercedes. Além de fazer visitas guiadas, provar e comprar os vinhos, também é possível agendar almoços, participar de cursos e até da festa da vindima, em março.

A história da vitivinicultura de Cafayate está no Museu da Vinha e do Vinho, onde a bebida é retratada desde o cultivo da primeira videira até as características das uvas e o terroir da região.

O clima desértico, com dias quentes e noites frias, favorece o cultivo da emblemática uva da região, a torrontés. É justamente a variação térmica que faz com que as uvas concentrem mais açúcar, sabor e aroma.

No copo, o resultado é um vinho branco leve, frutado e floral, com pouca acidez, para ser bebido fresco, acompanhando as empanadas e queijos da região.

Vale o excesso. Cafayate também reserva uma boa surpresa para quem não resiste a um docinho: a casa de alfajores artesanais Calchaquitos fica numa travessa da praça central. Frescos e bem recheados, foram os melhores alfajores com doce de leite provados durante a viagem. Os cones que levam o mesmo recheio também valem o excesso.

Para acompanhar os vinhos, porém, os moradores recomendam os queijos de cabra. Os melhores são fabricados na fazenda Cabras de Cafayate (cabrasdecafayate.todowebsalta.com.ar). Antes da ordenha, as cabras são preparadas por 40 minutos, ouvem música clássica para relaxar e são alimentadas com casca de uva, milho e sementes de alfarroba.

Depois dos passeios, em meio ao clima interiorano e tranquilo da cidade, o melhor convite para relaxar é se hospedar ou agendar um tratamento no spa do Hotel Patios de Cafayate (patiosdecafayate.com), que oferece massagens e banhos de vinho na hidromassagem com vista para os vinhedos, com direito a uma taça da bebida, claro. / L.N.

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