André Balestra/Divulgação
André Balestra/Divulgação

Rota litorânea

Praias desertas, outras badaladas. Cantos românticos e tradição açoriana. Em uma semana pela costa de Santa Catarina, descobrimos atrações para os mais variados perfis

Fabiana Caso / FLORIANÓPOLIS, Especial para O Estado de S. Paulo,

19 Abril 2011 | 07h00

De dunas a lagoas, de rios ao mar transparente. Santa Catarina tem bossa para agradar aos mais distintos perfis. A bordo de seu relevo afortunado propõe aventuras, caminhos, temas. Que conferimos de perto ao longo de sete dias, em um percurso de quase 200 quilômetros pelo litoral do Estado, entre Balneário Camboriú e Praia do Rosa, em Imbituba.

 

Bem devagar, para observar todo espetáculo geográfico - áreas preservadas, praias convidativas, verde exuberante. Sem deixar de lado, é claro, a rica cultura local. No decorrer de 4 mil anos, povos indígenas, açorianos, alemães, italianos e tantos outros adotaram a costa catarinense como lar. E teceram uma história que se reflete hoje em sítios arqueológicos, sotaques, boa gastronomia e tradições populares.

 

Você pode optar por descer a costa catarinense de carro, fazendo paradas ao longo do percurso. Ou desbravar tudo a partir de Florianópolis, que parece desafiar o conceito de capital. A ideia de densas aglomerações urbanas cai por terra, ou melhor, pelas bordas das dunas. A cidade é tingida com o verde da mata atlântica, que se espalha pelos morros bem desenhados e reflete na água do mar.

 

* VIAGEM A CONVITE DA SECRETARIA DE ESTADO TURISMO, CULTURA E ESPORTE DE SANTA CATARINA

 

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1. A melhor infraestrutura

 

 

Qual o segredo do balneário que só nesta temporada recebeu mais de 2 milhões de visitantes? A resposta é um conjunto de atrativos que agrada tanto a jovens que buscam agito quanto aos turistas que querem descanso. Balneário Camboriú tem praias badaladas, outras desertas, gente bonita desfilando pela orla, uma vasta lista de casas noturnas, pousadinhas tranquilas e muita, muita natureza. Continue lendo...

 

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2. Refúgio de águas calmas

 

 

O mar verde justifica o nome da próxima parada: Costa Esmeralda. Ao todo, 30 praias se espalham por 20 quilômetros entre os municípios de Porto Belo, Bombinhas e Itapema. Comece o reconhecimento pegando a íngreme estrada de acesso à praia da Tainha e vá até o Mirante Eco 360º (R$ 2). Sensacional, a vista faz jus ao nome: de um lado, avistam-se as praias de Mariscal, a mais extensa, Canto Grande até Quatro Ilhas; de outro, está a baía de Zimbros. A imagem é a de uma enorme lagoa plácida e sem ondas - a pintura se completa com casinhas coloridas, numa vista de tirar o fôlego. Continue lendo...

 

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3. Lendas e muito verde

 

 

 

Reserve um dia para relaxar na Ilha de Porto Belo (ilhadeportobelo.com.br), um dos pontos mais cobiçados da Costa Esmeralda. A partir das 8 horas, saem barcos do trapiche dos Pescadores, em Porto Belo, rumo ao local. Depois de sete minutos de travessia, aporta-se na ilha que há 15 anos virou um empreendimento de lazer. Na prática, isso significa diversão para todo gosto: há tirolesa, seis trilhas aquáticas para fazer flutuação ao redor da ilha, aluguel de caiaques e esqui aquático. Duas praias pequenas compõem o cenário. Com sorte, você até poderá avistar lontras passeando pelas imediações. Continue lendo...

 

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4. Chegada à capital

 

 

Para desbravar a capital, Florianópolis - ou simplesmente Floripa -, não basta apenas um dia. O melhor é organizar seu itinerário para não perder o que há de melhor por lá. Uma sugestão é começar pelo norte da ilha, onde se concentram as aglomerações imobiliárias, mas sem perder o sabor pitoresco das paisagens.

Como as pequenas dunas que separam a Praia dos Ingleses da do Santinho. Nessa última, a natureza faz convites variados: ao longo das areias claras e duras, costões bem recortados, morros cobertos de mata atlântica. Continue lendo...

 

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5. Delícias ao sul

 

 

Mais preservado e rústico, o sul da ilha merece ser desbravado com calma. No caminho, você vai observar como a paisagem se transforma: de um lado, o mar; de outro, pastos, vilas de pescadores e uma natureza verdadeiramente exuberante. Com três quilômetros e meio, a praia do Campeche é uma das mais extensas. Era lá que costumava pousar o avião do escritor e aviador Antoine de Saint-Exupéry, conhecido na região como Zé Perri. Funcionário do correio aéreo, ele fazia escala na capital catarinense durante suas idas à Argentina por volta dos anos 1930. Sua obra mais famosa, O Pequeno Príncipe, parece flanar por toda parte: dá nome à avenida principal e a uma pousada. Continue lendo...

 

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6. Cartões-postais

 

 

Deixe um dia livre para percorrer os cartões-postais clássicos de Florianópolis. Você pode começar se perdendo pela paisagem de dunas da Joaquina. Tire fotos, observe o mar revolto e, se tiver disposição, encare uma descida na prancha de sandboard, que você aluga ali mesmo (R$ 20, uma hora). Continue lendo...

 

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7. Clima de exclusividade

 

 

Depois de explorar todos os ângulos de Floripa, que tal aproveitar os encantos de uma ilha particular, mas aberta ao público? Siga para Palhoça, ao sul da cidade, para chegar à Ponta do Papagaio. De carro, a partir da capital, o percurso não leva mais de meia hora. Uma vez na Praia do Sonho, basta pegar o barco e fazer a travessia de sete minutos até a ilha, onde fica o refúgio ecológico. Continue lendo...

 

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