Roteiro de praias e ilhas pelo Rio Negro

O gigantesco arquipélago de Anavilhanas está nesse caminho

Camila Anauate, O Estado de S.Paulo

04 Novembro 2008 | 02h47

A melhor maneira de descobrir as maravilhas do Rio Negro, no Amazonas, é a bordo de um barco. Seja nos grandes e luxuosos como o Iberostar ou em pequenas embarcações, o turista deve estar preparado para se surpreender. Arquipélagos com centenas de ilhas - e praias - recortam a paisagem. Parques nacionais abrem as portas às suas margens. Jacarés, piranhas e botos cor-de-rosa saltam aos olhos muito antes de as águas escuras encontrarem as barrentas do Solimões para formar o Rio Amazonas. O trecho que vai da foz do Rio Negro, em Manaus, até Novo Airão, cerca de cem quilômetros adiante, é o mais explorado pelos turistas. Também, pudera. O Rio Negro se abre como uma baía e atinge a impressionante largura de 25 quilômetros. Nessa imensidão se encontra um dos maiores arquipélagos fluviais do mundo: Anavilhanas, com 400 ilhas cobertas de floresta virgem. Anavilhanas é o programa mais básico e concorrido do Rio Negro. No período da seca, o labirinto natural revela inúmeras praias de areia branca. Além de esticar-se ao sol, o visitante não pode deixar de fazer trekking pelas ilhas e de se jogar com bóias no rio. Na cheia, a dica é navegar por entre as maiores árvores da floresta de igapós.O Parque Nacional do Jaú - que protege a área da Floresta Amazônica declarada Patrimônio Natural da Humanidade em 2000 - também está no caminho. O acesso fluvial fica entre Novo Airão e Barcelos, quando o Negro encontra o Rio Jaú. Ali, a natureza foi pouco alterada pelo homem. Por outro lado, ainda falta estrutura turística.Os principais passeios são feitos em embarcações ou por trilhas pela selva. Banhos de cachoeira nos Rios Carabinani e Jaú e caminhadas nos igarapés são as pedidas. O mundo animal é rico e abriga espécies ameaçadas, como jacaretingas, jacarés-açus e onças. Na entrada do parque, um sítio arqueológico guarda diversos petróglifos, antigas inscrições em pedras. Pouco antes de alcançar Barcelos, o Rio Negro é novamente interrompido por outro arquipélago. Desta vez, o Mariuá. Além de aproveitar as praias que se formam na estiagem, vale participar da pescaria esportiva, a principal atividade econômica da região, que tem no tucunaré a sua estrela. A partir de Santa Isabel do Rio Negro, as margens se estreitam, a correnteza ganha força e pedras invadem o leito. Sinal de que o Planalto das Guianas se aproxima. Na próxima parada, em São Gabriel da Cachoeira, a porta de entrada para o Parque Nacional do Pico da Neblina, o ponto mais alto do Brasil. As condições de navegação pioram. Fim da jornada de 725 quilômetros pelo Rio Negro.AMAZONASO encontro com o Solimões dá origem ao Rio Amazonas (leia mais ao lado). Começa aqui a expedição pelo maior rio do mundo. Navios de luxo, como o Amazon Dream (www.amazon-dream.com), fazem passeios que mostram fauna, flora e cultura locais.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.