Anelise Zanoni/Travelterapia
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Roteiro em Belo Horizonte vai de Niemeyer a mercado

Conjunto de prédios da Pampulha e delícias como doce de leite garantem mineirices na capital

Anelise Zanoni, especial para o Estado

25 de janeiro de 2020 | 06h55

Um roteiro clássico de quem vai ao Instituto Inhotim geralmente inclui uma visita a Belo Horizonte. A capital mineira tem como cenário uma coleção de prédios antigos e obras assinadas por Oscar Niemeyer, o que faz do trajeto uma viagem pela história da cidade.

Os primeiros prédios erguidos no início da carreira do famoso arquiteto habitam alguns endereços da capital mineira. Nos anos 1940, ele foi convidado por Juscelino Kubitschek, presidente à época e seu amigo pessoal, a desenvolver uma nobre área na cidade, onde fica hoje o Conjunto Arquitetônico da Pampulha, declarado Patrimônio Mundial pela Unesco.

Na região destacam-se o Museu de Arte, a Casa de Baile e a Casa Kubitschek. Depois de permanecer fechada por dois anos para reforma, a Igreja São Francisco de Assis foi reaberta em outubro do ano passado.

No circuito cultural da Praça da Liberdade também é possível ver uma das obras de Niemeyer: o prédio que leva o nome do arquiteto e que já foi endereço de Tancredo Neves. A praça conta com oito prédios públicos transformados em espaços interativos.

Mercado de mineirices

O Mercado Público de Belo Horizonte tem um grande diferencial: com certeza, tem os melhores produtos tradicionais mineiros, como queijos, cafés e doces de leite. Dentro do prédio que ocupa uma quadra inteira, a regra é caminhar sem pressa, degustar produtos e definir onde serão feitas as compras. Entre os queijos tradicionais estão o fresco mineiro e o da serra da canastra.

Também encontramos variedades de bancas com castanhas, amêndoas e pistaches, objetos feito em barro, canequinhas esmaltadas e cachaças típicas que podem servir de presente para os amigos.

Ao contrário de alguns mercados como o de São Paulo ou de Porto Alegre, que têm muitas opções de restaurantes e lanchinhos, em Belo Horizonte a variedade é menor – claro que você pode experimentar produtos nas bancas, mas não será suficiente para matar a fome no horário de almoço.

Uma opção gastronômica concorrida é o Casa Cheia. Ao chegarmos à porta do lugar, entendemos o significado do seu nome. Tradicional pela culinária, o restaurante tem fila durante boa parte do dia. O sucesso está no cardápio farto, com iguarias como o mexidoido chapado (R$ 36,90), feito com arroz, tirinhas de carne, linguiça, legumes e bacon, e as almôndegas de carne de sol (R$ 34,90).

Onde se hospedar em BH

Um roteiro prático pela capital mineira exige hospedagem em localização privilegiada. O bairro Savassi pode ser interessante para quem deseja aliar programação cultural com boas opções gastronômicas e noturnas.

Vizinho do shopping Pátio Savassi, o Radisson Blu fica no coração do bairro. A decoração moderna aposta no contraste. Ao lado da recepção, há uma sala com uma grande estante de fundo vermelho que abriga objetos e quadros. Em frente ao elevador, pedras preciosas catalogadas ficam dispostas numa caixa de vidro grudada em um paredão. Poltronas redondas que parecem jabuticabas pretas servem de descanso.

Outro destaque é o restaurante Pátio Olegário. Durante o dia serve café da manhã com produtos típicos mineiro. Pão de queijo, cocada, goiabada e doce de leite são variados e famosos por lá. Depois do desjejum, o lugar se transforma em uma famosa pizzaria e restaurante – as redondas que saem do forno já receberam uma quantidade de prêmios na cidade.

Pertinho do Radisson Blu está o Ibis BH Savassi, uma opção mais econômica. Entre as comodidades do Holliday In estão piscina ao ar livre e academia – de lá partem os ônibus diretos para o Inhotim. Para quem quer luxo pertinho do circuito da Liberdade, o Fasano Belo Horizonte tem spa com piscina, sauna, academia e o restaurante Gero.

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