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Roteiro inspirado em quadrinhos

Os autores Milo Manara e Hervés Bourhis indicam museus, lojas e livrarias na Europa que dedicam seus acervos e prateleiras aos traços e histórias

Fabiana Caso/ESPECIAL PARA O ESTADO,

11 Dezembro 2010 | 10h00

   

 

 

Os quadrinhos fazem sucesso em qualquer lugar do globo - só na França, por exemplo, 500 novos títulos são lançados a cada semana. E, em muitos casos, retratam metrópoles com seus desenhos e personagens - basta pensar na Buenos Aires de Mafalda ou na Bruxelas de Tintin. Não é à toa, pois, que museus, galerias de arte, livrarias e festivais dedicados a eles atraem turistas ao redor do mundo.

A pedido do Viagem, dois cartunistas de renome elegeram seus locais preferidos para ver quadrinhos.

 

Um deles é o italiano Milo Manara, que mora em Verona e veio recentemente a São Paulo para inaugurar sua exposição na Oficina Cultural Oswald de Andrade, em cartaz até dia 11. O francês Hervés Bourhis também esteve na capital paulista para promover seu segundo livro, O Pequeno Livro dos Beatles, que será lançado na semana que vem pela editora Conrad.

 

Os dois artistas indicaram lugares principalmente na França e na Bélgica, países que têm tradição no gênero. E não hesitaram ao escolher o melhor centro cultural e artístico de todos: Cité Internationale de la Bande Dessinée et de l’image, em Angoulême, a 120 quilômetros de Bordeaux, no sudoeste francês. Fácil entender: o espaço é o maior do mundo dedicado à nona arte - sim, os quadrinhos fazem parte do Olimpo da arte.

 

 

Trata-se de uma cidade de cinco mil metros quadrados, que parece ter sido tirada das páginas dos gibis. As placas de rua, por exemplo, têm formato de balão, fazendo referência às falas dos personagens. A Cité reúne livraria, cinema, biblioteca, centro multimídia e salas de exposições temporárias. Do outro lado do Rio de la Charente, em uma antiga vinícola, fica o museu que abriga a coleção permanente. São cerca de oito mil pranchas de desenhos originais.

 

Tudo ali conta a história dos quadrinhos. Desde o início, no século 19, passando pela tradição franco-belga, americana e até latina. A entrada custa 4 (R$ 8).

 

Quem estiver por lá em janeiro terá a sorte de poder participar do Festival International de la bande dessinée d’Angoulême, que ocorre entre os dias 27 e 30 de janeiro. "É um compromisso obrigatório", avisa Bourhis. Durante o evento, criado em 1974, os adeptos têm a chance de conhecer os melhores livros do ano, de ver performances e participar de debates.

 

Foi na edição de 2005 desse festival que surgiu a ideia de promover shows diferentes, chamados concerts de dessins. Enquanto os autores trabalham no palco, desenhando ao som de uma banda que toca ao vivo, a plateia acompanha cada movimento, cada traço, a partir de um telão.

 

O ingresso para os quatro dias de festival custa 30 (R$ 67) - só para maiores de 18 anos.

Passeio. Na rota dos quadrinhos, a Bélgica é outro destino indispensável. E o Centre Belge de la Bande Dessinée, a atração mais importante. O centro faz um passeio completo pela história dessa arte. Destaque para as obras de pioneiros como Hergé, criador do personagem Tintin, e Jean Roba, pai de Boule e Bill. Até o fim do ano, a visita guiada custa 50 (R$ 111). A partir de janeiro, serão 65 (R$ 145).

 

 

 

Lojas e galerias

 

Brüsel

A livraria no centro histórico de Bruxelas tem uma coleção incomparável. Nas estantes, quadrinhos de todas as épocas. Nas paredes, várias telas.

 

Les Super Héros

Referência em Paris, tem experts como vendedores e acervo impecável. Por lá, autores criam imagens especiais para os clientes.

 

La Mauvaise Reputation

A loja-galeria em Bordeaux reúne o melhor do gênero e expõe obras de novos artistas.

 

 

Festival de personagens em cenários especiais

Napoli Comicon

Quer uma boa desculpa para visitar a fremente Napoli? Aposte neste festival internacional de quadrinhos - ou fumetto, em italiano. Recomendado por Milo Manara, o evento agita a cidade com uma série de lançamentos de livros, projeções de filmes e exposições de artistas aclamados como Moebius, Tanino Liberatore, Joe Quesada e vários outros. A sede principal? Nada menos que o centenário castelo de Sant’Elmo. Prepare-se para encarar uma multidão: o festival costuma atrair cerca de 150 mil pessoas. Mas, para quem gosta, vale a pena entrar na fila e conferir esses traços. Em 2011, a 13ª edição do festival será realizada entre os dias 29 de abril e 1º de maio. 

 

Festival de Erlangen

Em meio à antiga cidade alemã da região da Baviera, dominada pelo clima universitário da Erlangen-Nuremberga (ou Friedrich-Alexander-Universität), ocorre a cada dois anos o mais importante evento do mundo dos quadrinhos no país. São sempre quatro dias, no mês de junho. O festival promove exposições e congressos. O objetivo? Que os quadrinhos não sejam vistos apenas como uma forma de mídia de massa, mas também como arte. Para tanto, eles comercializam do mainstream à vanguarda, trazendo um bom espelho do que ocorre pelo mundo. Outra dica de Manara, que já esteve por lá e aprovou o resultado.

 

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