GOVERNO DE MAINZ/DZT
GOVERNO DE MAINZ/DZT

Maria Fernanda Rodrigues, Frankfurt

20 Março 2018 | 05h00

Muito antes de Frankfurt se tornar um dos principais hubs da Europa, com voos conectando cidades do mundo inteiro, um jovem Goethe começou a ensaiar seus pensamentos por aquelas ruas, ainda sem os arranha-céus envidraçados enfileirados no skyline da cidade. 

Em 1749, a Frankfurt em que nasceu Johann Wolfgang von Goethe, o principal escritor da Alemanha, era bem diferente. Muito do que havia ali naquela época desapareceu durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), mas as restaurações ajudaram a recriar um pouco do que havia de belo antes dos bombardeios. Caso da Römerberg, a praça onde está a prefeitura, e da casa onde Goethe, seu filho mais ilustre, viveu. 

E é no discreto imóvel da Rua Grosser Hirschgrabe – hoje, um museu – que começamos este roteiro literário-filosófico por Frankfurt e arredores, na companhia de seus moradores mais ilustres: Goethe em Frankfurt; Gutenberg em Mainz; Irmãos Grimm em Hanau; e na Heidelberg que encantou Goethe e Victor Hugo. São passeios que podem ser feitos em um dia, ou mesmo em uma tarde livre.

Além da conexão

Boa parte dos mais de 64 milhões de passageiros que desembarcam no aeroporto de Frankfurt, o mais movimentado da Alemanha, está só de passagem: 59%, segundo pesquisa da empresa que administra o aeroporto, estão em conexão.  Mas, para quem tem alguns dias a mais, há muito o que explorar na cidade e em seus arredores. A Lufthansa, inclusive, lançou neste ano o stopover (parada) gratuita na cidade para voos que saem do Brasil. Ou seja: dá para descansar, fazer um dos bate-voltas listados nesta reportagem e continuar para seu destino final. 

Sede financeira da Alemanha, Frankfurt recebe feiras temáticas mundialmente famosas, como a do livro e o Salão do Automóvel. É repleta de museus para todos os gostos. Tem zoológico e jardim botânico para passeios em família. Tem um bom comércio, muito schnitzel, salsicha, cerveja e sidra. E muita história.

As marcas da Segunda Guerra estão impressas na população, nos sinais das calçadas que dizem que ali, naquele lugar, morava uma família judia exterminada por Hitler, nas heranças do conflito. Em setembro do ano passado, por exemplo, uma grande bomba britânica foi encontrada na cidade e desarmada. Ao todo, 60 mil moradores tiveram de evacuar seus bairros. Mas, por fim, deu tudo certo. 

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Foi também nas ruas de Frankfurt que Anne Frank, nascida na cidade em 12 de junho de 1929, passou uma infância feliz antes de sua família se mudar para Amsterdã e ser dizimada pelos nazistas.

De Anne Frank restam dois endereços onde ela morou antes de se mudar para a Holanda: o número 307 da Rua Marbachweg, onde a família viveu até 1931, e no 24 da Ganghoferstrasse. 

A autora do famoso diário, um dos principais testemunhos da escalada ao terror promovida por Hitler, se mudaria para Amsterdã mais tarde, em 1934. O pai de Anne, Otto, acreditava que ali as filhas poderiam crescer sem ter problemas por serem judias. 

SAIBA MAIS

Aéreo: de São Paulo, Latam (a partir de R$ 3.467,64; latam.com/pt-br)e Lufthansa (R$ 3.782,28; lufhansa.com) têm voos diretos a Frankfurt

Trem: a rede de trens na Alemanha é bastante eficiente. Em Frankfurt, é possível sair de trem já do aeroporto para outras cidades próximas. Veja em raileurope.com.br e rmv.de 

Site: germany.travel 

*A REPÓRTER VIAJOU COM O APOIO DO CENTRO DE TURISMO ALEMÃO (DZT).

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Maria Fernanda Rodrigues, O Estado de S.Paulo

20 Março 2018 | 04h55

Autor da obra-prima da literatura Fausto, Johann Wolfgang von Goethe nasceu e viveu na casa localziada na Grosser Hirschgraben até os 16 anos, quando se mudou para Leipzig para estudar (contra sua vontade) Direito. As lembranças dessa época estão na autobiografia De minha vida: verdade e poesia, lançada recentemente pela Editora Unesp como parte da Série Goethe

Goethe voltou a Frankfurt para visitar a família esporadicamente até 1795, quando a casa foi vendida. Construído em 1600, o imóvel já havia sido totalmente remodelado em 1755, perdendo seus traços medievais. Mas, em 22 de maio de 1944, o forte bombardeio que arrasou Frankfurt também botou a casa abaixo. Anos mais tarde, ela foi reconstruída tal qual o pai do escritor a idealizou. 

Muita gente morou ali depois disso, mas, desde 1954, ela abriga um museu dedicado ao escritor e a seu tempo. É um passeio por uma típica casa burguesa alemã, com móveis e quadros da época, para dar o clima – embora a casa tenha sido destruída nos bombardeios, o museu garante que boa parte dos objetos é mesmo original e estariam armazenados em um local seguro durante a guerra. 

A casa tem três andares, por onde caminhamos entre os cômodos que acolheu aquela proeminente família. É no terceiro que vemos a escrivaninha usada pelo então jovem aspirante a escritor e o famoso teatro de marionetes que encantava o menino e repercutiria em sua obra. No segundo, estão os quartos da mãe e da irmã de Goethe, e a sala onde acredita-se que ele teria nascido.

Ao lado da casa fica o museu dedicado a contar a história do tempo em que o escritor viveu e sua relação com a arte e os artistas de sua época. Vemos obras de artistas alemães da última fase do barroco até o movimento Sturm und Drang, do classicismo e do período Biedermeier. O ingresso para ambos custa 7 euros; goethehaus-frankfurt.de.

Pausa para um café

Na esquina da Casa de Goethe está o Karin Café, com mesas na calçada para um tranquilo espresso (2,10 euros) com torta de maçã (4 euros).

Pausa para um almoço rápido

Experimente os sanduíches de peixe da rede de fast-food alemã Nordsee, só de peixes e frutos do mar. Há um a 600 metros da Casa de Goethe. Peça da rua mesmo e coma no pequeno salão ou pelo caminho. As opções são variadas e uma refeição não chega a 10 euros. 

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Römerberg

A praça que abriga há seis séculos a prefeitura de Frankfurt também foi destruída no bombardeio de maio de 1944 – e restaurada tal como era nos tempos medievais. É a região mais turística da cidade, mais pitoresca, e passagem obrigatória. Não deixe de caminhar pelos arredores, que acabam de ser restaurados também, ampliando, ainda mais, a zona histórica da cidade. 

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Jantar no centro histórico

O Haus Wertheym, ao lado da Römer, é um restaurante turístico sim. Mas e daí? Não é todo dia que a gente tem a chance de comer num lugar fundado em 1479. Isso mesmo, duas décadas antes de Cabral gritar “Terra à vista!”. Escolha entre as mesinhas da calçada, nos dias quentes, ou o salão escuro, quando o tempo não ajuda, para experimentar a tradicional comida alemã. No cardápio, há pratos com cinco tipos de salsicha (16,50 euros), goulash (13,50 euros) ou schnitzel (12,50 euros). Endereço: Fahror 1. 

++ A antiga Ópera de FrankfurtAlte Oper – foi inaugurada em 1880, ao som de Don Giovanni, de Mozart. Destruída durante a Segunda Guerra, ela foi reconstruída com a fachada antiga, mas um interior moderno, em 1981. Site: alteoper.de.

++ Até 29 de julho, Munique celebra o clássico Fausto, de Goethe, no Fausto Festival. São mais de 200 eventos, entre exposições, encenações de teatro e dança e até menus inspirados na época. Veja a programação em faust.muenchen.de.

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Maria Fernanda Rodrigues, O Estado de S.Paulo

20 Março 2018 | 04h50

Em 1838, o poeta Victor Hugo descreveu em uma carta suas impressões a respeito de uma visita a Heildeberg. O antigo castelo, que até hoje encanta turistas, provocou no escritor enorme reflexão. “É absolutamente essencial falar do castelo, e eu deveria ter na verdade começado por ele”, anota. “Por quantas coisas ele passou. Há cinco séculos, tem sido vítima de todos os conflitos que sacudiram a Europa. E se hoje restam apenas suas ruínas, isso é porque este castelo sempre assumiu uma postura de oposição aos opressores e poderosos.”

O comentário de Victor Hugo é simbólico da história de Heidelberg, a 100 quilômetros de Frankfurt. No século 12, as áreas à margem do Rio Neckar se tornam um pilar do poder do Império Romano – e, mais tarde, centro de disputas políticas que ajudariam a definir a cara do império germânico

Apesar de estar no centro de antigas batalhas, a cidade não foi atingida por bombardeios na Segunda Guerra. Preserva, em sua arquitetura, uma janela aberta em direção à própria evolução da cultura ocidental. 

O castelo, que domina a paisagem da cidade no alto do Monte Königstuhl, começou a ser construído no século 16, durante a Idade Média, à qual suas arcadas de estilo gótico remontam. O que resta de seu interior, contudo, nos aproxima do Renascimento e de uma nova visão de mundo, menos pautada no medo e mais aberta ao pensamento e à razão. É o que nos mostram, por exemplo, seus amplos jardins, de onde se vê toda a cidade – e onde Goethe, um dos pais da cultura alemã, gostava de passar o tempo.

A universidade

A referência aos filósofos não é gratuita. É em Heidelberg que está a mais antiga universidade alemã, de 1386 – e a presença até hoje de estudantes dá à cidade uma atmosfera viva e dinâmica. Heildelberg também foi um dos centros de irradiação da Reforma Protestante, com a qual Martinho Lutero propunha uma atuação religiosa menos pautada pela relação com a igreja e mais voltada ao que ele considerava os verdadeiros ensinamentos divinos – espírito preservado na arquitetura da Igreja do Espírito Santo, localizada na Marktplatz.  Mais tarde, no fim do século 18, um grupo de poetas e escritores, formado por nomes como Joseph von Eichendorff e Clemens Brentano, propôs um novo caminho para a arte germânica, baseado na relação com a natureza, abrindo espaço para o Romantismo.

Como Chegar

Heidelberg pode ser visitada num bate-volta a partir de Frankfurt, embora o castelo ocupe um dia inteiro. Há várias opções de trens. Descendo na Estação Central, pegue o ônibus 33 e depois o funicular para chegar ao castelo. Entrada 7 euros; schloss-heidelberg.de.

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Arquitetura

O encontro em primeira mão com a história continua quando se desce em direção à antiga cidade. Caminhe com calma pela rua principal, onde estão os mais importantes marcos da cidade: as grandes praças; a Casa do Cavaleiro São Jorge, construída no final do Renascimento; a Igreja do Espírito Santo (exemplar refinado da arquitetura gótica); e a fascinante mistura, na antiga ponte de pedra, de ruínas medievais e torres de orientação barroca.

 

Caminho dos filósofos

Goethe e Victor Hugo não foram os únicos a se encantar com a força da paisagem urbana de Heidelberg e os encantos de seus arredores. Do outro lado do Rio Neckar, por onde passa o visitante que chega de carro à cidade, está o Caminho dos Filósofos, espaço que, pelo contato com a natureza (e a vista privilegiada da cidade), sugere reflexão e contemplação. O local conta ainda com um anfiteatro construído pelos nazistas nos anos 1940, onde, na Noite das Bruxas (na passagem de 30 de abril para 1º de maio), ocorre uma grande celebração em homenagem à chegada da primavera. 

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Maria Fernanda Rodrigues, O Estado de S. Paulo

20 Março 2018 | 04h45

Cais de partida para cruzeiros de um dia pelo Rio Reno, Mainz fica a cerca de 45 quilômetros de Frankfurt. Fácil de chegar de trem ou de carro – boa opção para quem quer ver com mais calma um pouco da paisagem da região, com seus vinhedos, ou apenas experimentar dirigir nas rápidas rodovias alemãs.

E não estamos falando só da grande história do lugar habitado séculos atrás por celtas e romanos e que ainda exibe suas heranças medievais. Mas de uma história que repercute na vida de cada um de nós – e que, se não fosse por ela, você não estaria lendo este (ou nenhum) jornal.

Foi em Mainz que nasceu Johannes Gutenberg, um século antes de o Brasil ser descoberto – no dia 3 de fevereiro, completou-se 550 anos de sua morte. Ferreiro e ourives, foi ele quem inventou uma nova maneira de fazer livros: ele criou a imprensa. Se antes os livros eram escritos manualmente, a partir dos anos 1450, com a invenção dos tipos móveis e seu sistema de impressão em massa, com a utilização de tinta a base de óleo, foi possível imprimi-los em grandes quantidades. E, assim, propagar o conhecimento.

Um simpático museu na cidade antiga de Mainz conta toda essa história e exibe exemplares raros da famosa Bíblia de Gutenberg, impressa ao longo de vários anos e com rubricas à mão. Menos de 200 exemplares foram impressos na época – e dois deles estão guardados ali, em vitrines com vidro à prova de balas. Depois que os visitantes vão embora, a sala é fechada com uma pesada porta de aço. Nem ladrão nem fogo chegam perto das raridades.

O visitante pode conhecer uma réplica da oficina de Gutenberg e experimentar imprimir como se fazia no século 15. A visita, aliás, acaba sendo também uma viagem pela história do livro, dos jornais e revistas. Acompanhamos sua trajetória ao longo de vários séculos, com originais que mostram a evolução tecnológica e de design. Um ótimo passeio para os amantes dos livros.

Criado em 1900, o museu também exibe sua coleção de arte gráfica e pôsteres, folhas de rosto de livros e edições raras de pequenos editores e de livros artísticos. Um grande painel mostra os países que respeitam ou não respeitam a liberdade de imprensa. O Brasil está em uma situação intermediária, com problemas reportados, ao lado de alguns de seus vizinhos, como Argentina, Paraguai, Bolívia e Peru.  A entrada custa 5 euros; fecha às segundas-feiras. Site: gutenberg-museum.de.

Pausa para um café ou vinho

Ao lado do Museu Gutenberg, fica o Cuvée 2016, um moderno wine bar para refeições rápidas, café da manhã, um espresso ou apenas uma taça de vinho – a carta é extensa e uma boa amostra do que é produzido na região vinícola ali próxima. 

Mais Gutenberg

Caminhando pela Mainz medieval, repare em eventuais placas nos edifícios: elas assinalam lugares que fazem parte da história de Gutenberg. O centro de turismo local criou um roteiro para o visitante fazer a pé, por conta própria, que passa por esses pontos – imprima o mapa em bit.ly/gutemainz

O tour passa pela Universidade Antiga, onde o inventor foi enterrado, e pelo Monumento dos Tipos, com grandes cubos que representam os tipos móveis de Gutenberg, logo ao lado do museu. Na Catedral de São Martin, destaque para o claustro da época de Gutenberg, construído entre 1400 e 1410 como um lugar de reflexão. E é possível ver o local onde Gutenberg nasceu e instalou sua primeira oficina, onde funciona, hoje... uma farmácia.

+ Não perca

Vitrais de Chagall

A praça da igreja de St. Stephan guarda nove vitrais azuis feitos pelo artista russo Marc Chagall (1887- 1985), de origem judaica, com imagens bíblicas. O primeiro deles foi instalado em 1978 na igreja gótica. Engraçado que Chagall se tornou cidadão honorário da cidade, mas nunca pisou em Mainz. Ele terminou o último vitral pouco antes de morrer, aos 97 anos. 

LEIA MAIS: Chagall e outros legados russos em Nice, na França

Resquícios romanos

Descoberto em 1999 durante a construção de um shopping, o Heiligtum der Isis und Mater Magna é um sítio arqueológico com resquícios da vida romana: moedas, frutas secas, utensílios e estátuas. Site: tabernaroemisches-mainzde.

 

Catedral de Mainz 

A catedral sofreu um incêncio no dia em que foi inaugurada, em 1009. O prédio foi reconstruído várias vezes ao longo dos anos, o que se nota pela mistura dos estilos romântico, gótico e barroco

Em que estação?

No verão, o Festival do Vinho é realizado entre o fim de agosto e o começo de setembro, com produtores locais. Se for no inverno, não perca o tradicional mercado de Natal em frente à Catedral, com comidas, bebidas e artesanato típicos.

Pausa para o almoço

No centro, o Bratwurst Glöckle oferece os tradicionais schnitzel (empanados de carne de porco; 8,90 euros) e o schweinebraten, carne de porco assada, com molho e acompanhada de kartoffelknödel, uma bolota de batata, e de sauerkraut, o famoso chucrute (10,90 euros). Endereço: Schusterstrasse 18-20.

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Maria Fernanda Rodrigues, Frankfurt

20 Março 2018 | 04h40

É aqui que tem início uma das mais tradicionais e simpáticas rotas turísticas da Alemanha – e da nossa imaginação: a Rota dos Contos de Fadas. Hanau, a pequena cidade localizada a cerca de 20 quilômetros de Frankfurt, foi onde nasceram os irmãos Wilhelm (1786-1859) e Jacob Grimm (1785-1863), autores de alguns dos mais conhecidos contos de fadas, como Rapunzel e A Bela Adormecida. O ponto final, 600 quilômetros ao norte, é a animada Bremen.

Os Irmãos Grimm não ficaram muito tempo em Hanau. Viveram ali só o início da infância, até 1791, mas a cidade não perde a chance de homenagear seus filhos ilustres. Na Praça do Mercado, no coração da cidade, há desde 1896 uma estátua de bronze dedicada aos autores de histórias que encantaram gerações e gerações de leitores ao redor do mundo.

Entre maio e julho, anualmente, as ruas de Hanau são tomadas por personagens saídos de histórias como João e Maria, O Flautista de Hamelin, Os Músicos de Bremen e tantas outras. O Festival dos Contos de Fadas é um dos principais eventos a céu aberto da Alemanha. Há ainda outros festivais e exposições temáticos ao longo do ano.

LEIA MAIS: Tudo sobre a Rota dos Contos de Fada

Não há muito mais para ver por lá. A casa onde os irmãos viveram foi completamente destruída durante a Segunda Guerra – no centro de informações turísticas, na Praça do Mercado, há uma foto do antigo imóvel. 

+ Não perca

Museu Histórico Schloss Philippsruhe 

Um belo palácio em estilo romântico às margens do Rio Meno guarda um minimuseu de teatro de papel. Ali, passeamos por histórias criadas pelos Irmãos Grimm além de outras fábulas e lendas. O Schloss Philippsruhe é dedicado à história da cidade e à arte dos séculos 17 a 20, e abre espaço para homenagear os irmãos escritores e o compositor Paul Hindemith, outro célebre filho de Hanau. Não deixe de tomar um café em seu imponente salão. 

Nos dias 25 de março e 23 de setembro, o café da manhã ali pode ser na companhia de Chapeuzinho Vermelho (10 euros para crianças e 21,90 euros para adultos). As crianças poderão visitar o palácio fantasiadas e testar seus conhecimentos sobre contos de fada (mas em alemão). No dia 6 de maio, haverá visita guiada também pela personagem (2,50 euros crianças e 7 euros adultos). O ingresso no palácio custa 4 euros. Site: schlossphilippsruhe-hanau.de.

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