Rumo à Europa, de filé mignon a cuscuz

Mocotó, Remanso do Bosque, Tasca da Esquina e Le Chat Botté são restaurantes premiados, respectivamente, em São Paulo, Belém, Lisboa e Genebra. Nas últimas semanas, viraram selos de qualidade de refeições em voos entre o Brasil e a Europa.

O Estado de S.Paulo

15 Julho 2014 | 02h06

Rodrigo Oliveira, chef do Mocotó, assina os cardápios dos voos da KLM (klm.com). Criou menus com o mesmo tipo de ingredientes regionais usados nos pratos de seu concorrido restaurante nordestino. Na lista, escondidinho vegetariano de mandioca, cordeiro guisado, cuscuz e beijinho de graviola. Sim, tudo na classe econômica. Na executiva, umas frescurinhas a mais: tomilho, pupunha, castanha-do-pará. O básico é o mesmo.

A Air France (airfrance.com) andou dando uma caprichada no menu da econômica com um segundo prato quente e sorvete. Chama as mudanças de "refeições gourmet", sem chef. Já na executiva e na primeira, sim, há assinatura: Regis Marcon, Joël Robuchon, Anne-Sophie Pic.

Mais classe. As classes superiores acabam favorecidas sempre. Na TAP (flytap.com), o novo voo Belém-Manaus-Lisboa trouxe para a executiva as criações de Thiago Castanho, do Remanso do Bosque, e de Vítor Sobral, da Tasca da Esquina. A Swiss (swiss.com) serve até setembro pratos de Dominique Gauthier, do Le Chat Botté, de Genebra, que tem uma estrela Michelin.

Por serem em menor número (e pagarem mais, claro), os passageiros da executiva e da primeira classe são favorecidos. Carne vai com molho na econômica para não ficar dura nem seca, mas pode ser filé mignon na executiva, segundo o diretor de Excelência Culinária da LSG Sky Chefs, Fernando Balsano. "Dá certo, fica macio."

A empresa de catering faz a comida de 41 aéreas que atuam no Brasil - 51 mil refeições por dia. E acaba de inaugurar, em Guarulhos, uma cozinha halal para atender à crescente presença de aéreas do Oriente Médio nos aeroportos do País. / M.N.

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