Andres Stapff|Reuters
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Rumo ao Uruguai, nos passos de Diego Lugano

A pedido do ‘Viagem’, jogador do São Paulo listou seus lugares favoritos no país – sem deixar de fora sua cidade natal, Canelones, repleta de bodegas e fazendas

Bruna Toni, O Estado de S.Paulo

05 Abril 2016 | 17h41

Toda vez que Diego Lugano, ídolo da torcida são-paulina e ex-capitão da seleção uruguaia, volta ao seu país, o destino é certo: “voy a Canelones”, cidade interiorana ao sul do Uruguai, onde nasceu e vive sua família. Morando novamente no Brasil desde o ano passado, o jogador não entra, claro, nas estatísticas do Ministério do Turismo uruguaio que apontam o crescimento expressivo de turistas brasileiros por lá – de 170 mil em 2005 para 450 mil em 2015, sem contar cruzeiros e travessias terrestres.

Mas, a pedido do Estado, Lugano se colocou no papel de visitante e indicou, além de sua Canelones, mais três destinos no país para conhecer em pouco tempo a Costa Atlântica e o interior. Segundo ele, o melhor jeito de se descobrir “a essência do criollo uruguaio”.

Há também um incentivo econômico: a devolução do IVA (Imposto Sobre o Valor Acrescentado) ao turista brasileiro que pagar com cartão serviços como alimentação e aluguel de veículos e imóveis, estendida até 2017.

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COLÔNIA

Volta ao passado

As raízes do “lado europeu do uruguaio” a que Diego Lugano faz referência estão nas ruas estreitas de pedra, telhas de barro e decoração portuguesa das construções históricas do departamento de Colônia, a 180 quilômetros de Montevidéu – e, por isso, um bate-volta clássico de quem se hospeda na capital.

Alvo de disputas entre portugueses e espanhóis no século 17, a região às margens do Rio da Prata abriga a cidade mais antiga do país, Colônia del Sacramento, fundada em 1680 e Patrimônio Cultural da Humanidade desde 1995.

Combine o passeio pelas ruínas da Plaza de Toros e pelo Bairro Histórico de El Sacramento, repleto de museus, com a visita a balneários, estâncias ou bodegas de vilarejos como Colonia Valdense e Conchillas. 

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CANELONES

Bodegas e fazendas

“Tenho certeza de que o torcedor são-paulino conhece bem”, brinca Lugano sobre Canelones, departamento a 50 quilômetros de Montevidéu, onde o jogador nasceu. Pode até ser uma indicação bairrista, mas a parada ou o bate-volta até lá, como os próprios uruguaios costumam fazer, vale até para torcedores de outros times. 

O ponto alto da região agrícola são suas bodegas familiares e as fazendas turísticas, onde se descobre “outra idiossincrasia do mesmo povo”, segundo o jogador – veja quais visitar em oesta.do/vinhocanelones. Mas, para quem prefere balneários, são 40 praias ao longo de 65 quilômetros de faixa costeira, da Costa do Oro, com maior infraestrutura, até a Ciudad de la Costa, para gostos rústicos. “Em três horas dá para conhecer tudo”, afirma o filho da casa.

MONTEVIDÉU

Metrópole com sossego

Apesar de ser a única metrópole do Uruguai, a cidade de 1,3 milhões de habitantes mantém o clima provinciano, com ruas arborizadas, prédios antigos, pouco trânsito e pouca pressa. Num roteiro de jogador, contudo, não poderia faltar ele, o futebol. Visite então o Estádio Centenário, palco da primeira final de Copa do Mundo, em 1930 – se não der para assistir a uma partida, visite ao menos o Museu do Futebol. Simples, mas tem seu valor. 

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Para encontrar a essência da capital, no entanto, é preciso seguir para a Cidade Velha. Ali estão o Teatro Solís, erguido em 1856; a Puerta de la Ciudadela, resquício da muralha que rodeava essa parte da cidade entre os séculos 18 e 19; a Avenida 18 de Julio, cercada de lojas, cafés, cinema, cassino e bares, e o gastronômico (e fundamental) Mercado del Puerto. Dos fundos do mercado, aliás, parte o Bus Turistico, no estilo hop on-hop off, que leva a nove pontos de interesse da cidade e parte a cada 60 minutos. 

Ao seu jeito, o agito de Montevidéu também elegeu seus bairros preferidos: Pocitos e Buceo, onde estão reunidos bons restaurantes e as baladas. Mas guarde fôlego para passear pela tradicional Feira Tristán Narvaja, realizada aos domingos. Mais: montevideomn.org.

PUNTA DEL ESTE

Praia, jogatina e balada

O avesso da sossegada Canelones é Punta del Este, um dos destinos mais frequentados por brasileiros no Uruguai. No verão, alta temporada, tudo acontece na cidade. Suas duas principais praias estão sempre lotadas: a Mansa, banhada pelo Rio da Prata, ótima para famílias com crianças, e a Brava, point de surfistas. A balada começa logo cedo, nos beach clubs; à noite, ganha força em La Barra, onde cruzar com alguma celebridade em bares, como a Boate Tequila, é corriqueiro.

Faça chuva ou faça sol, seus quatro cassinos estarão lotados. O mais famoso é o Conrad, que além das suas 550 máquinas caça-níqueis, ainda tem restaurante e balada.

Fora do circuito sol-jogatina-festa, Punta del Este tem ainda vinhedos, spas, lojas de grife, campos de golfe e o indispensável museu Casapueblo, antiga residência do artista uruguaio Carlos Páez Vilaró, a serem visitados – até mesmo no inverno (leia mais em oesta.do/puntadelestenoestadao).

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