Lais Katassini/AE
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Safári em elefante e outras peculiaridades

Não só de leões vive o Antelope Park de Gweru, no Zimbábue. O local conta também com três elefantes treinados - é possível acompanhar o treinamento deles pela manhã e realizar um safári montado nos animais à tarde. Há passeios de 30 minutos ou uma hora e, durante o tour, sempre acompanhado por um instrutor, não são raros os encontros com zebras, impalas e gnus.

GWERU, O Estado de S.Paulo

28 Agosto 2012 | 03h08

O mesmo passeio pode ser feito a cavalo. Acostumados a pastar em meio aos animais selvagens, os cavalos conseguem levar os turistas mais perto dos bichos do que em um safári de carro.

Mesmo assim, os visitantes podem optar pelo safári tradicional, em um caminhão, usado para observar os leões da fase 2 do programa de habilitação dos felinos realizado pelo parque.

Milo, um leão adulto, vive com quatro fêmeas. Não é difícil observá-los durante a atividade que o parque chama de "pesquisa". Acostumados com o veículo, os animais não fogem quando o caminhão se aproxima. Como a visita é realizada para que Rae Koes, a técnica em pesquisa, acompanhe o desenvolvimento dos felinos, o safári sai da rua principal para ir ao encontro dos bichos - diferentemente do que ocorre nos tours tradicionais.

Os turistas podem se hospedar no próprio parque - há acomodações em quarto individual, duplo ou até para grupos com mais de 10 pessoas, com preços entre US$ 8 e US$ 160 e níveis de conforto variados. Um restaurante e um bar colaboram ainda mais para criar a atmosfera de acampamento. Como em todo o Zimbábue, as atrações do parque são cotadas em dólares - e pagas à parte. Mais informações, acesse: antelopepark.co.zw.

Mundo selvagem. As experiências no Antelope Park são únicas e bem diferentes das oferecidas em outros parques do sul da África. Porém, o espaço não é a única opção para quem quer ver animais no país.

O Hwange National Park (zimparks.org) é o maior parque do Zimbábue, ocupando uma impressionante área de 1,5 milhão de hectares. Diferentemente do Antelope Park, no Hwange tudo é mais selvagem. Os visitantes podem reservar acomodações em chalés ou acampar.

Acampar é uma aventura. Animais de grande porte atravessam a cerca que separa a área selvagem dos campings com facilidade. Não é raro, portanto, ser surpreendido por um elefante que resolveu se alimentar em árvores mais próximas das áreas comuns.

Durante o dia, os visitantes contam com uma facilidade extra para ter contato com a vida selvagem. O parque montou vários pontos de observação próximos a lagos artificiais. Com a ajuda de bombas, enche-se cada reserva d'água durante o período de seca, que vai de novembro a agosto - e o local acaba servindo de ponto de encontro para espécies como girafas, zebras, elefantes... Bastam alguns minutos nas plataformas para ter acesso a verdadeiros espetáculos naturais.

O Hwange conta ainda com um centro de preservação de cães selvagens, uma espécie que está em extinção em razão de caçadores informais. O programa realizado pelo centro conscientiza crianças e adultos da região a retirar armadilhas e a buscar outras fontes de renda.

A sociedade de preservação mantém em cativeiro três cães que foram capturados bastante machucados. Com a população desses animais se tornando menor a cada dia, há poucas chances de observá-los na natureza.

/ LAIS KATASSINI

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