Juliana MEzzaroba / Estadão
Juliana MEzzaroba / Estadão

Salar de Surire

Menor e mais familiar que o salar de Uyuní, a referência no quesito

Juliana Mezzaroba, O Estado de S. Paulo

19 Dezembro 2016 | 04h30

Saindo do Parque Nacional de Lauca, pegamos a estrada sentido ao povoado de Guallatiri. No caminho está a última atração da nossa viagem: o Salar de Surire, a aproximadamente 160 quilômetros de distância do Lago Chungará. Com apenas 175 quilômetros quadrados, tem uma área muito menor do que os impressionantes 10 mil quilômetros quadrados do famoso Salar de Uyuni, na Bolívia. Ainda assim, é branquinho, extenso e fascinante.

Foram muitos cliques e inúmeras paradas para garantir a recordação da paisagem. Parecia ser impossível pensar em algo ainda melhor no trajeto – e o que era bom ficou ainda mais interessante. Depois de 30 minutos de carro, encontramos um lugar para descansar e recarregar as energias, as Termas de Polloquere. 

É um privilégio ter aquela água azul-turquesa, quentinha, rodeada por um cenário paradisíaco e sem ninguém por perto. Mesmo com o vento forte e temperatura de 16 graus do lado de fora das piscinas naturais, o mergulho é inevitável – vale a pena passar um pouco de frio ao sair da água. 

Para fazer um passeio completo por essa região do altiplano, reserve ao menos dois dias inteiros. É possível acampar nas proximidades do salar, mas saiba que as temperaturas ficam abaixo de zero durante a noite. Outra opção é se hospedar por 15 mil pesos (R$ 76) no albergue Familia Sanchez, uma hospedaria simples em Guallatiri.

Mesmo com o cartão de memória da câmara cheio, as fotos pareciam não traduzir o que os olhos puderam ver ali. Experiência para ser guardada na mente – e no coração.

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