Salta um 2017 para viagem

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Ricardo Freire, O Estado de S. Paulo

13 Dezembro 2016 | 03h00

O que 2017 reserva para o viajante brasileiro? A única garantia é que teremos um ano generoso em feriados. O horizonte, porém, está tomado por incertezas.

O dólar nervoso. Vamos entrar em 2017 com o dólar irrequieto, pressionado tanto pela instabilidade política no Brasil quanto pelo que Donald Trump pode aprontar nos Estados Unidos. Viajar para países de moeda forte vai requerer sangue frio e, possivelmente, algum downgrade. Os países de moeda fraca, porém, vão estar todos no mesmo barco, e podem se oferecer como ótimos destinos alternativos.

Continuaremos bem-vindos? A desvalorização do real e os problemas da economia já tinham tirado o nosso status de turistas mais desejados do planeta. Agora, a nova onda protecionista-xenófoba traz novos desafios. Será que obter visto americano vai voltar a ser tão difícil quanto era nos anos 1980? Seremos escrutinados com mais rigor ao entrar nos Estados Unidos? Continuaremos dispensados de visto para entrar no Reino Unido depois que o Brexit se concretizar? Era uma vez um Bric...

Bye, bye, bagagem. A se confirmarem as novas regras propostas pela Anac, 2017 vai ser o último ano para viajar com malas despachadas sem custo. Mas acredite, existe um lado bom nesta notícia: mais brasileiros descobrirão a beleza de viajar leve, só com malinha de mão. Comece a treinar agora, e quando a regra entrar em vigor você já será expert.

Tá caro? Vá de carro. Em 2016, as companhias aéreas enfrentaram a crise eliminando rotas e diminuindo frequências – o que resultou em passagens domésticas bem mais caras nos momentos de alta procura, em que todo mundo pode e quer viajar. Não há sinal de que isso mude em 2017. Enquanto a economia não aquecer e a aviação não voltar a se expandir, pense nos lugares que você gostaria de visitar que estejam a uma viagem de carro de distância.

Considere o pré e o pós-feriado. A semana anterior e a semana posterior a cada feriado são de baixo movimento nos destinos turísticos. Num ano recheado de feriadões, vamos ter muito mais semanas pré e pós-feriado para garimpar pechinchas – na hospedagem, com certeza; talvez até na passagem aérea.

Soy loco por tí, (Latino)América. No plano internacional, as circunstâncias levam o brasileiro a continuar suas incursões pelos países vizinhos. Todo mundo tem um novo destino na Argentina ou no Chile na mira. O Peru começa a se consolidar como destino obrigatório. E a Colômbia, que já estava na moda, ganhou uma aura extra de simpatia depois da linda reação ao ocorrido com a Chapecoense. A próxima fronteira – sobretudo se o peso continuar se desvalorizando – será o México, para itinerários muito além de Cancún.

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