Felipe Mortara|Estadão
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Salve, simpatia: os botos dão as caras

"Acho um privilégio poder andar num lugar como esse, tão perto de uma cidade, com um conforto considerável. E espero poder voltar de um jeito mais cru", Amyr Klink, navegador e escritor

Felipe Mortara, O Estado de S.Paulo

06 Outubro 2015 | 05h00

NOVO AIRÃO - De repente, as risonhas e barulhentas criaturas de bico fino e comprido e olhos esquisitos estão ali. Ficar cara a cara com o boto-cor-de-rosa, espécie ameaçada de extinção, é surpreendente. Durante parada em Novo Airão (a 180 quilômetros de Manaus pela estrada), a voadeira alcança o Flutuante dos Botos. Não tem caminhada na mata, observação de aves ou macaquinhos que supere essa doce experiência.

Por muitos anos, a família de Marilza Medeiros viveu ali e se acostumou a jogar peixes para os botos que passavam. Ao longo do tempo, os animais foram se tornando habitués e quase membros da família, tanto que alguns até ganharam apelidos. Não é permitido nadar com as criaturas, mas é possível ficar sobre uma plataforma com água até a cintura e tocá-las com cuidado. Com um apetite infinito, mas ainda assim dóceis e simpáticos, os botos saltam e colocam o corpo fora d’água para pegar peixes das mãos da alimentadora.

Apenas uma corda delimita a área restrita aos bichos. Pode até parecer que estão cercados por redes, mas os botos circulam livremente pelo rio. Também não há garantia de vê-los – mas desencontros são raros. Independentemente do número de visitantes, os botos são alimentados oito vezes ao dia, de hora em hora, das 9 horas ao meio-dia e das 14 às 17 horas. O programa está incluído no pacote, mas caso decida ir por sua conta, o preço costuma ser de R$ 15 por pessoa. 

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