Santiago de vários ângulos

Escolha, inclusive, um bom lugar no avião - a vista é boa até antes de chegar

Mônica Nóbrega, O Estado de S.Paulo

31 Março 2009 | 02h42

Do alto. Escolha um lugar na janelinha. A última meia hora de voo até Santiago, no Chile, é preenchida pelo desfile dos picos eternamente cobertos de neve da Cordilheira dos Andes. Um espetáculo branco e azul - se o tempo estiver bom - que serve como degustação inicial do que vem depois.

Este comecinho de outono é a época em que um frio discreto começa a se anunciar na capital chilena, mas a cidade ainda não foi dominada pela grossa camada de poluição do inverno. Do alto dos Cerros San Cristóbal e Santa Lucia, colinas localizadas bem no centro da cidade, pode-se obter os melhores cliques das montanhas andinas e dos prédios modernos da capital no mesmo enquadramento.

 

Dois momentos: Cordilheira dos Andes vista durante o voo e do Cerro San Cristóbal, no centro

De baixo. De volta ao chão, a Alameda, apelido simplificado da comprida Avenida Bernardo O. Higgins, a principal, serve como referência para o city tour a pé por Santiago. A Plaza de Armas é rodeada por edifícios históricos como a Catedral Metropolitana, o Correio que já foi residência dos presidentes e o Museu Histórico Nacional. A duas quadras dali, no Palacio de La Moneda, de onde Michelle Bachelet governa o Chile, é permitido entrar e cruzar dois pátios rodeados de janelas e escadas do século 19.

Por dentro. O subsolo é ocupado pelo Centro Cultural Palacio de La Moneda (http://www.ccplm.cl), sem dúvida o melhor espaço artístico da cidade atualmente. A recém-inaugurada mostra Chile Mestiço: Tesouros Coloniais fica em cartaz até 21 de junho.

O interior da Biblioteca Nacional (http://www.bibliotecanacional.cl), menos procurada por turistas que outros monumentos, tem programação sempre renovada de artistas contemporâneos em uma bela galeria de vidro e 6 milhões de publicações guardadas desde o século 16.

Por fora. Comer, beber e papear ao ar livre na Rua Orrego Luco é passar algumas horas em meio a um público de todas as idades com visual mais moderninho. Os restaurantes de cozinhas japonesa, mexicana e chilena do pequeno boulevard colocam suas mesas do lado de fora, sob toldos brancos.

No mesmo bairro de Providencia, endereço da noite mais descolada de Santiago, o Liguria (http://www.liguria.cl) tem algo de bar paulistano da Vila Madalena: balcão comprido e salão amplo, mas acolhedor, com mesas de madeira. Além de banheiro fofo com azulejos azuis e cor-de-rosas e, no cardápio, vinhos chilenos a preços bem convidativos.

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