Adriana Moreira/Estadão
Adriana Moreira/Estadão

São Miguel do Gostoso e Galinhos

Bonitas, econômicas e pouco conhecidas

Adriana Moreira, O Estado de S. Paulo

16 Dezembro 2014 | 03h00

Pode se munir de trocadilhos: São Miguel do Gostoso não tem gostoso apenas no nome. Vejamos: é gostoso chegar a um lugar tranquilo e seguro, a apenas 1h30 de carro de Natal, com boa infraestrutura para o turismo. Há pousadas para todos os bolsos (a Porto do Trapiá, na tranquila Praia do Maceió, tem bom custo-benefício). Os restaurantes, de cardápio e decoração caprichados, têm preços justos (ou seja, baratos em comparação a São Paulo, Rio, capitais nordestinas e outras cidades turísticas). Para se ter uma ideia, comi um maravilhoso (e bem servido) atum selado no restaurante Tuc Tuc por R$ 36. Uma caipirinha bem servida no Madame Chita (que também serve ótimos crepes) custa R$ 12.

Os bares de praia, como o Jack Sparrow, na Ponta do Santo Cristo, têm menu cuidadoso (pena é não trabalhar com água de coco) e espreguiçadeiras que fazem jus ao nome. E o vento que não dá trégua proporciona o cenário ideal para os praticantes de kite e windsurfe passarem horas a fio no mar. Quem não tem familiaridade com o esporte pode aproveitar as férias para aprender, mas reserve ao menos uma semana.

A água é rasinha na maré baixa, o mar não puxa. O vento deixa a água turva, mas, ainda assim, limpa. As pessoas ainda entram n’água e deixam as coisas na areia, despreocupadamente, algo raro nas praias brasileiras hoje em dia.

E os passeios? A 15 minutos de distância, Tourinhos é a mais bonita das praias de São Miguel. Ali, não deixe de passar no restaurante A Tartaruga, cujo prato mais pedido é o risoto de caju (inesquecível; peça a versão com camarões, por R$ 44).

Outra opção é ir bem cedo para Galinhos, onde se chega em um passeio de buggy de dia inteiro, pela orla, com parada nas praias do caminho. Não é a única opção para chegar lá. É possível ir direto, desde Natal, até Pratagil e, de lá, pegar um barco – o povoado fica isolado em uma península cercada de dunas. São aproximadamente 2 horas de viagem.

Galinhos é ainda mais rústica que Gostoso. “A água salobra (nas pousadas melhores o banho usa galões de água mineral) estagnou o crescimento turístico de Galinhos, o que é muito bom para a preservação do sossego”, diz o colunista do Viagem e Turista Profissional Ricardo Freire. Ali, a pedida é curtir o pôr do sol, relaxar à beira-mar, comer peixe fresco preparado de forma caseira. Não espere luxos ou restaurantes refinados. Desacelere. 

Como ambas são relativamente próximas a Natal, é provável que, muito em breve, os turistas passem a ocupar em massa Galinhos e São Miguel. Se quiser curtir os preços baixos e todo esse sossego, a visita não pode passar de 2015.

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