Charles Platiau/Reuters
Charles Platiau/Reuters
Imagem Adriana Moreira
Colunista
Adriana Moreira
Conteúdo Exclusivo para Assinante

Seis erros clássicos para não cometer na primeira viagem a Paris

Não precisa pegar uma fila quilométrica para subir na Torre Eiffel nem dá para ver o Louvre inteiro em um só dia

Adriana Moreira, O Estado de S.Paulo

13 de agosto de 2019 | 04h00

Não há como resistir ao fascínio de Paris. A cidade dos poetas, dos artistas e dos filmes é uma das mais visitadas do mundo – e não é à toa. Mas fique atento para não cometer alguns erros clássicos em sua primeira vez por lá. 

Deixar para comprar ingresso para a Torre Eiffel na hora

As filas para subir à Torre Eiffel são imensas – são 7 milhões de visitantes por ano. Poupe seu tempo comprando pela internet, com horário marcado (16,30 euros ou R$ 72). Chegue com pelo menos 15 minutos de antecedência – será preciso passar por procedimentos de segurança. Fique atento a alguns detalhes. O ingresso pode ser escaneado no celular, mas cada tíquete precisa estar com o nome correto do visitante (leve os documentos de todos do grupo, inclusive das crianças). Dá para comprar as entradas com até dois meses de antecedência, mas não é permitido efetuar trocas de data ou horário. Se preferir não arriscar, as vendas online estão abertas com até três horas de antecedência da visita – desde que haja entradas, é claro.

Querer ver o Louvre inteiro em um só dia

O Louvre é gigantesco, com um acervo permanente de 380 mil peças e pelo menos 35 mil em exibição. São mais de 72 mil metros quadrados (o Masp tem cerca de 10 mil metros quadrados). Querer ver todo o acervo em um só dia significa não se aprofundar sobre qualquer tema. O cansaço será certo: quando chegar nas peças que realmente te interessam, você só vai pensar em ir embora. Há várias opções de tours autoguiados no site do museu (o Viagem fez o do clipe da Beyoncé). E, como na Torre Eiffel, dá para comprar os tíquetes online, com dia e horário marcado, para evitar filas. 

Descuidar da bolsa

No Brasil, a gente não descuida da bolsa nem por um minuto, mas basta viajar para dar aquela relaxada. Como ocorre em toda grande cidade, os batedores de carteira são ativos em áreas turísticas e com aglomeração de pessoas. Não deixe a mochila sozinha para aquela foto ficar mais descolada; há chances de ela não estar mais ali depois do clique. Um golpe comum é alguém se aproximar dizendo que você deixou cair alguma coisa; enquanto você se distrai o cúmplice tenta pegar sua carteira. O transporte público merece atenção – no metrô, há avisos constantes para cuidar de seus pertences.

Levar muita bagagem no metrô

Se você não quer gastar com táxi, maneire na bagagem – ou escolha outra forma para ir do aeroporto ao hotel. Há muitas estações antigas e cheias de escadarias, e você não vai querer levar malas pesadérrimas por elas. Prefira pegar os ônibus diretos que saem do aeroporto com pontos de paradas predeterminados na cidade (de 12 a 18 euros, R$ 50 a R$ 79). Se estiver em grupo, considere o táxi: os valores são fixos a partir do Charles de Gaulle (de 50 a 55 euros, R$ 220 a R$ 240). 

Não deixar tempo para flanar

Não faça uma programação extremamente restrita em Paris. Muito do charme da cidade está em caminhadas sem rumo, olhando vitrines, sentando em cafés. No verão, os parisienses adoram fazer piqueniques despreocupados nos parques, praças ou às margens do Sena. Faça como eles: compre uma baguete, queijos e vinho e veja a vida passar.

Programar poucos dias na cidade

Até por esse motivo, programar menos de quatro dias inteiros em Paris vai ser sinônimo de frustração. Paris não comporta correrias; é uma cidade para ser sentida. Com pressa, é provável que você traga como lembrança apenas filas e trânsito intenso. Não caia na armadilha de querer ver a Europa toda em uma única viagem. Você sempre vai achar que merecia mais tempo em Paris.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.