Selo Michelin

Com uma profusão de papéis de parede estampados, estátuas de mármore e cadeiras Louis XIV douradas, não dá para confundir o Onyx (onyxrestaurant.hu.) com um bistrozinho informal. Um dos dois restaurantes húngaros estrelados no Guia Michelin, esse é o tipo de lugar onde garçons vestidos com elegância parecem deslizar pelo salão e as pessoas conversam a meia voz.

O Estado de S.Paulo

11 Junho 2013 | 02h09

A culinária dos chefs Szabina Szullo e Tamas Szell tampouco economiza no luxo: ótima opção para o almoço, o ravióli preparado num delicado caldo de açafrão eclode com pedaços fartos de lagosta.

Mas a melhor maneira de experimentar toda essa suntuosidade é recorrendo ao menu-degustação Evolução Húngara (43.700 forintes ou R$ 411, para dois). Aqui, alguns dos ingredientes mais exóticos encontrados nas despensas do país são transformados por técnicas que indicam que os chefs prestam atenção em seus colegas ocidentais.

As ovas negras do caviar de esturjão local, por exemplo, são a combinação visual perfeita para o "solo" desidratado - migalhas de pão tostadas -, que é apresentado sob um adorável aluvião de legumes recém-cozidos. Um sedoso fígado de ganso marinado é acompanhado das texturas de uma torta de ameixa. E um lombo de porco mangalitsa grelhado, de sabor levemente defumado, vem com um acompanhamento da mesma carne, mas cozida em gordura até praticamente derreter, coberta com espuma de lentilha.

Até o clássico bolo de pão de ló Somloi é desconstruído numa taça de pudim embebido em rum. Mas é o diminuto e perfeito canelé, com seu interior cremoso e sua casca deliciosamente crocante, que, servido no fim

da refeição, faz você perceber de onde vem a fama da confeitaria húngara.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.