Sem estereótipos

Aos 25 anos, com físico franzino e rabo de cavalo louro, Kata Talas sabe que não faz muito a figura de chef - menos ainda em Budapeste. "Não gostam de mim", diz, sem rodeios. "Vivem dizendo: 'Você é muito nova, você é muito pequena, você é uma menina'." Mas basta dar uma mordida num de seus escalopes grelhados com purê de alcachofra de Jerusalém para ver que a moça sabe cozinhar.

O Estado de S.Paulo

11 Junho 2013 | 02h08

Talas incendeia o repertório húngaro com sabores novos e vibrantes. O tradicional velouté, presente na maioria dos menus da cidade, torna-se mais picante quando feito com rabanete preto. A soja e o gengibre impregnam seu pombo. E, opção para o almoço, o camarão empanado com farinha de rosca japonesa em molho de tomate espesso estimula todos os receptores: a característica crocante e doce dos crustáceos; a acidez cremosa do molho.

Situado na mesma rua que a Central European University, o Mak (makbisztro.hu) está sempre cheio - ressoa com as vozes poliglotas dos professores visitantes e dos intelectuais locais. O jantar para dois custa 16.390 forintes (R$ 154).

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