Adriana Moreira/Estadão
Adriana Moreira/Estadão

Serra Catarinense

Termômetros marcando temperaturas baixas e neve, duas características de São Joaquim (SC)

Adriana Moreira, O Estado de S.Paulo

13 Junho 2017 | 04h00

Um grupo de turistas amontoados, um termômetro marcando temperaturas negativas, a neve que cai. Você provavelmente conhece São Joaquim, na Serra Catarinense, graças a essa combinação invernal. Ser um dos poucos lugares do Brasil a ter neve (mesmo que raramente) levou para lá os turistas antes mesmo que São Joaquim – uma pacata cidade produtora de maçãs – pedisse por eles.

De alguns anos pra cá, no entanto, não é só a neve que leva visitantes à cidade. Agricultores perceberam que o clima ali seria ideal para produzir vinhos de altitude, e começaram a surgir rótulos de qualidade. Atualmente, 32 empreendimentos estão ligados à Associação Catarinense dos Vinhos de Altitude (Acavitis).

Muitos deles são produzidos em pequenas propriedades, com restaurantes de menu compacto, mas que prezam pelo sabor e pelos produtos frescos. Caso da Monte Agudo, da família Rojas Ferraz, cujo cardápio está em constante transformação, de acordo com a sazonalidade dos produtos.

Carolina, uma das filhas do patriarca da propriedade, serve as poucas mesas numa sala envidraçada com vista para as vinhas, enquanto conversa com a clientela. Os vinhos são harmonizados com as duas únicas opções de menu da casa. O ambiente é sofisticado e ao mesmo tempo informal, no qual você se sente mais convidado do que freguês.

Se estiver em busca de vinhos premiados, o Villa Francioni 2004, da Villa Francioni, ficou entre os melhores tintos do Brasil. Para visitar a propriedade, de quase 5 mil metros quadrados, são oferecidos cinco tours por dia, ao custo de R$ 30 por pessoa, com degustação (e desconto na compra de garrafas, que custam em média R$ 50). A propriedade, de tijolinhos aparentes no alto de uma colina, chama a atenção logo de cara.

Dá para acompanhar cada etapa da produção e descobrir que a principal característica dos vinhos da propriedade é a mistura de uvas – caso do Michelli, considerado o mais nobre, feito com Sauvignon, Sangiovese e Merlot. Outras casas recomendadas por seus bons vinhos foram a Villagio Bassetti e a Leone Di Venezia. (Adriana Moreira)

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