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Sete motivos para visitar Cancún

Voo direto, mar azul-Caribe, proximidade aos sítios históricos... Confira por quê o balneário é o destino mais visitado pelos brasileiros no México

Mariana Belley, O Estado de S. Paulo

02 Fevereiro 2015 | 12h59

 

O caminho entre o aeroporto e a zona hoteleira de Cancún já dá uma amostra de como serão os próximos dias. Ao longo de 30 minutos, cruza-se uma estrada reta, decorada por coqueiros e acariciada pela brisa do mar. Por um momento, o pensamento vai longe. Pronto: você já começa a relaxar. 

Os próximos dias serão marcados por um mar turquesa, mergulho (ou snorkeling) entre corais coloridos, nado com golfinhos, gastronomia rica em frutos do mar (com o picante toque mexicano) e areias pouco lotadas em comparação aos destinos mais badalados do Brasil. 

Além dos 22 quilômetros de praias com água azul-Caribe, Cancún se destaca pela infraestrutura. A zona hoteleira tem hotéis para os mais variados públicos: all-inclusives para quem não pretende fazer muitos passeios, grandes resorts, hotéis elegantes e mais simples, para quem quer economizar na hospedagem. 

Para circular pelas praias, hotéis e centros comerciais do Boulevard Kukulcán, uma das principais vias de Cancún, há ônibus a todo momento, por isso alugar carro não é algo fundamental. Mas pode ser uma boa pedida para os passeios – Riviera Maya, por exemplo. 

Localizada ao sul de Cancún, ao longo da costa caribenha da Península de Yucatán, é ali que estão alguns dos sítios arqueológicos mais famosos do mundo, onde ruínas revelam um pouco da história e da cultura de antigas civilizações. E, claro, grandes resorts para quem quer passar mais tempo explorando esse trecho do que curtindo o agito de Cancún. 

É tudo muito próximo, muito azul, muito planejado. Para ajudá-lo a explorar esse pedacinho do Caribe mexicano, fizemos um guia básico com sete razões primordiais para visitar Cancún. Afinal, o próprio mapa do balneário tem forma de “7” (reparou na foto?), com praias mais calmas na barra superior e mais ondas ao leste.

 

1. HOTÉIS PARA TODOS OS PERFIS

Todo o “7” que forma Cancún é tomado por hotéis dos perfis mais variados. Se não encontrar nenhum com sua cara por lá, não tem problema: ainda há a Riviera Maya, mais ao sul, com resorts e hotéis de luxo, e Tulum, com opções de hospedagem mais intimistas. 

Do aeroporto à zona hoteleira de Cancún são aproximadamente 30 minutos. Se não quiser gastar com táxi ou alugar carro, um bom negócio é o serviço de shuttle, espécie de táxi compartilhado (muito comum nos Estados Unidos) que deixa cada um na porta do seu hotel. Custa apenas US$ 15. Você corre o risco de ser o último a chegar, mas nada que um dia de descanso à beira-mar não compense. Há pelo menos duas empresas que operam o serviço.

Dito isto, vamos ao que interessa: onde ficar. Nosso colunista Ricardo Freire, o Turista Profissional, já esteve em Cancún o suficiente para dar as dicas certas para você escolher o lugar com o seu perfil. “A localização mais estratégica da Zona Hoteleira é na ponta superior, em torno do km 9. Por ali a praia é calma, as principais atrações noturnas (bar Carlos n’Charlie, clube Coco Bongo) estão à porta. Você também estará perto dos pontos de embarque para Isla Mujeres”, explica. 

Nesse trecho, ele recomenda dois hotéis que não operam com com all-inclusive: o Fiesta Americana Grand Coral Beach (oesta.do/fiesta-am) e o Krystal Grand Punta Cancún (antigo Hyatt Regency; oesta.do/krystalpunta). “O novinho Aloft, por não estar à beira da praia, oferece ótimo custo-benefício – e tem convênio com o badalado clube de praia Mandala, em frente (oesta.do/aloft-cancun).”

Ricardo Freire não recomenda all-inclusive por lá: nos passeios, você sempre vai almoçar fora e, à noite, o bacana é aproveitar as possibilidades que a cidade oferece. “Se for escolher all-inclusive, escolha o de algum hotel top, que funcione como um destino em si. O charmoso LeBlanc (próximo às discotecas, leblancsparesort.com) e o animado ME by Meliá (junto ao shopping La Isla; oesta.do/melia-cancun) são boas opções”, indica. Nós ficamos no The Secrets The Vine (secretsresorts.com/vine-cancun), bem no centro da zona hoteleira, que tem sete restaurantes e serve até espumante no café da manhã. 

Riviera Maya. “All-inclusive faz mais sentido nas praias isoladas da Riviera Maia”, explica Ricardo Freire. “Quase todas as redes estão presentes nessa área, do elegante Zoëtry Paraíso de la Bonita (zoetryresorts.com/paraiso) ao familiar Grand Palladium Colonial (oesta.do/palladiumcancun).” 

“Se você quer uma experiência de praia parecida com a que teria em Búzios ou Arraial d’Ajuda, fique em Playa del Carmen”, indica o colunista. Ali, ficamos no Grand Velas (rivieramaya.grandvelas.com), um gigante com nove restaurantes dividido em três áreas: duas familiares e outra só para adultos. O Turista Profissional indica ainda outros dois: Deseo (www.hoteldeseo.com); e, para quem busca bom preços, o flat Playa Palms (playapalms.com).

Já Tulum, explica Freire, agrada quem faz o gênero comida natural e ioga. “Ali, há pequenos hotéis pé na areia, como Sueños Tulum (suenostulum.com).”

2. CHEGAR ESTÁ MAIS FÁCIL

Desde dezembro do ano passado, Cancún está mais perto dos brasileiros. A TAM passou a operar voos diretos desde São Paulo, num trajeto de aproximadamente nove horas. Até junho deste ano, as saídas serão apenas aos sábados mas, a partir do segundo semestre, as frequências serão ampliadas para três voos semanais. 

O preço, contudo, assusta: desde R$ 4.073 em classe econômica e R$ 4.780 em executiva (mais: tam.com.br). A torcida é para que baixe quando as frequências aumentarem. 

Outra forma de chegar ao balneário mexicano sem precisar de visto americano é via Copa Airlines. A conexão é feita no hub da companhia, na Cidade do Panamá, e o voo até Cancún dura apenas 2 horas. Preço: desde R$ 2.455,03, ida e volta; www.copaair.com. Para quem planeja uns dias na Cidade do México, vale cotar a passagem pela Aeromexico (aeromexico.com) – ida e volta desde R$ 3.193, com taxas. 

As variadas opções de voos (e preços) reflete a preferência dos turistas. Segundo o Conselho de Promoção Turística do México, 90% dos brasileiros que desembarcam no país têm Cancún como destino. E, dos 3 milhões de visitantes recebidos anualmente pelo balneário, 119 mil vêm do Brasil. Pode parecer pouco, mas considere que 56% dos turistas que vão ao México são norte-americanos e outros 15%, canadenses.

3. MUSEU SUBMARINO

Um museu sem catracas, cordões de isolamento, alarmes. O Musa, Museu Subaquático de Arte (musacancun.org), expõe mais de 500 esculturas (a maioria, de humanos em tamanho natural) sob as águas cristalinas do mar de Cancún, entre Isla Mujeres e Punta Nizuc. Anualmente, recebe 750 mil visitantes.

O projeto foi criado em 2009 por Jaime Gonzáles Cano, diretor do Parque Marinho Nacional; Roberto Diaz Abraham, presidente dos Associados Náuticos de Cancún; e o escultor inglês Jason deCaires Taylor. Além de Taylor – autor da maior parte das obras –, outros quatro artistas têm obras expostas no Musa. 

Os moldes das esculturas foram feitos de concreto alcalino (material que favorece a fixação dos corais) e modelado sobre os corpos de pessoas reais, escolhidas com base na diversidade de estereótipos e características físicas de moradores de Cancún. Repare: cada uma carrega uma expressão diferente.

Há, por exemplo, um homem ajoelhado, com a cabeça enterrada na areia, chamada The Promise. Outra, Inertia, revela um homem em frente à TV, segurando um prato com hambúrguer e batata frita.

O museu tem como objetivo revelar a interação entre a arte e a ciência de conservação da biodiversidade. Suas instalações ocupam uma área de mais de 420 metros quadrados e as obras, juntas, pesam mais de 200 toneladas. A localização das esculturas promove a recuperação de recifes naturais, sendo a própria natureza responsável por sua manutenção.

Para visitar as obras, há apenas duas regras: ir com um guia (você encontra a lista com as operadores credenciadas no próprio site do museu; preços variam de US$ 50 a US$ 70) e não tocar nas esculturas. O passeio é dividido em duas galerias principais, Manchones Hall e Salão Nizuc. A primeira, em uma área de 8 metros de profundidade, concentra o maior número de esculturas e pode ser visitada por nadadores com bom fôlego e mergulhadores; a segunda, em Punta Nizuc, está a 4 metros de profundidade, sendo adequada apenas para snorkeling. 

Fora d’água. Se quiser ter uma ideia das obras sem necessariamente ter de mergulhar, siga para o Shopping Plaza Kukulcán. No segundo andar, há réplicas das estátuas e um breve resumo, em texto e vídeo, do que o visitante encontrará no fundo do mar. O espaço simula o universo subaquático e permite ao visitante ver as estátuas de perto, encostar e fotografar. A visita é gratuita. 

4. ISLA MUJERES

Pouco mais de 30 minutos, em barco ou balsa, separam Cancún de Isla Mujeres. A ilha tem área diminuta (8 quilômetros de extensão por apenas 1 de largura), mas é ampla em atrações. Logo de cara, ela te recebe com a Playa Norte, onde a areia de corais não esquenta nunca, não importa quão quente esteja. Para chegar ali, o principal porto de saída é o Embarcadero, perto da Zona Hoteleira – outras opções são Playa Tortuga e Puerto Juárez. 

Se você for do tipo ativo, ótimo: não faltarão atrações para entretê-lo. A ilha tem centro comercial, hotéis, carrinhos de golfe para alugar (e explorar toda a área) e lojinhas de artesanato. Os moradores ficam na parte norte e, na Ponta Sul, há três passeios principais.

O mais tradicional é para o acantilado, as belas falésias sobre o oceano – abuse das fotos, mas guarde um tempo apenas para observar o panorama e sentir o vento no rosto. Para quem deseja um pouco de história, é possível dar uma olhadinha nas ruínas do templo dedicado a Ixchel, a deusa da fertilidade maia.

Outra atração é o Parque Garrafon (garrafon.com.mx), onde se pratica canoagem e ciclismo. Ali também é possível nadar com golfinhos no Dolphin Discovery (dolphindiscovery.com). O programa é com hora marcada e, enquanto não chega sua vez, dá para curtir uma piscina ou observar leões-marinhos, tartarugas e tubarões. 

Mas se seu objetivo for apenas curtir a preguiça com vista espetacular, bem-vindo. Espreguiçadeiras, cadeiras de praia, guarda-sol, coqueiros e barcos pesqueiros enriquecem o cenário. Não faltam restaurantes com peixes e frutos do mar e a água de chia, um dos refrescos da região, é uma alternativa a sucos de frutas comuns, como laranja e abacaxi. Ah, e emagrece.

Você pode estender sua canga na barraca do Zama Beach Club (zamaislamujeres.com), restaurante em forma de cabana, rodeado de coqueiros. Cadeiras e mesas de madeiras dão um ar rústico ao ambiente, cuja trilha sonora é o barulho das ondas e o aroma, o da brisa. Há uma consumação mínima, em torno de R$ 53 por pessoa.

Outra opção é o Zazil-Ha, no hotel Na Balam (nabalam.com), no canto direito da praia. Trata-se de um trecho mais calmo, para relaxar e, talvez, tirar uma merecida soneca. Paga-se paga pelas espreguiçadeiras (US$ 12, a dupla) e pelo que consumir.

5. PARQUES E CULTURA

Pegada ecológica, cultura mexicana, bichinhos e cenotes (rios subterrâneos). Próximos à Riviera Maya, os parques Xcaret (perto de Playa del Carmen) e Xel-Há (coladinho em Tulum) são passeios para a família toda – e um dia inteiro. Visitar os dois em um só dia, nem pensar. 

Como os parques são grandes, o melhor é chegar com uma ideia prévia das atividades desejadas. A fundamental é flutuar nos cenotes, que fazem parte de uma rede de canais que circulam sob a Península de Yucatán. No Xcaret, o canal, de 600 metros de comprimento e apenas 1,60 de profundidade, passa por um labirinto de cavernas e túneis, iluminados pelos raios do sol. Programa para todas as idades: há coletes salva-vidas e pés de pato disponíveis. 

Missão cumprida, é só escolher para onde ir agora. No aquário, algas, corais e recifes se misturam com as mais variadas espécies de vida no mar. Alguns tanques oferecem a possibilidade de tocar em animais como estrelas-do-mar. Em uma área externa, há ainda tubarões, tartarugas-marinhas, arraias e peixes-boi. Um outro espaço é reservado para os animais terrestres: pumas, araras, borboletas, flamingos e jacarés, que fazem a alegria dos visitantes. 

Entre uma atração e outra, que tal uma tortilla? Dá para ver de pertinho como se faz um dos alimentos mais típicos do México. Coma à vontade e recheie com molhos variados. 

Em termos de cultura local, o Xcaret oferece shows variados e até um cemitério mexicano. Não se assuste: trata-se apenas de uma réplica, com 365 tumbas que representam os dias do ano. O espaço tem o objetivo de explicar a relação que os mexicanos têm com a morte – no dia 2 de novembro, o Dia dos Mortos é celebrado com uma grande festa e oferendas aos parentes falecidos. Quando cansar de tantas atividades, aproveite para usufruir das tendas, redes e espreguiçadeiras. 

A entrada custa US$ 99 e inclui todas as atrações – comida e bebida são pagos à parte. Há também a opção de incluir transporte. Mais: xcaret.com. 

Do mesmo grupo, o Xel-Há está mais próximo a Tulum e tem uma proposta ainda mais ecológica que o Xcaret. Ali, as atrações se concentram em torno de El Río, curso d’água que se mistura ao Mar do Caribe. 

Na entrada, o visitante recebe saquinhos de protetor solar biodegradável. É possível ver (e até nadar) com golfinhos, fazer trilhas na mata, praticar snorkeling ou flutuar sobre uma boia. A entrada custa US$ 109,65 e inclui bebidas, refeições e transporte desde Cancún ou Riviera Maya. Mais: xelha.com.

Se a canoa... Xochimilco é o nome de um povoado indígena localizado a 20 quilômetros ao sul da Cidade do México. A original, patrimônio da Unesco, é conhecida por sua extensa rede de canais, pelas chinampas (tipo de canteiro flutuante) e pelas embarcações cheia de cores, chamadas trajineras. Dá para ter uma breve experiência do que se trata na Xoximilco próxima a Cancún. Ou não. 

Por se tratar de uma reprodução turística, alguns elementos podem parecer exagerados. Questão de gosto – há quem ame e quem odeie. 

Logo na chegada, uma estrada de terra leva à recepção, onde os visitantes são recebidos com milho, base da alimentação mexicana, distribuído em potes por uma garçonete que dá ainda limão, maionese e queijo para quem quiser misturar. Uma dupla de cantores a caráter cantam músicas folclóricas, num ambiente colorido e repleto de flores – no idioma nahuátl, falado pelos astecas, Xoximilco pode ser traduzido como “campos de flores”. 

Em uma espécie de deque, as trajineras nos esperam. E é aí que a aventura começa. Passe muito repelente (há potes no banheiro), já que os pernilongos não dão trégua. As barcas, pequenas, com uma mesa no centro para 20 pessoas e bancos de madeira, não têm banheiro (há uma pausa depois de 1h30 do passeio em uma vila fictícia). 

Por outro lado, o passeio revela muito da cultura mexicana e os funcionários distraem os turistas com histórias sobre a região e piadas. A cada 10 minutos, o barco cruza com uma atração diferente. Mariachis surgem animando a festa, além de cantores de bolero, trova yucuteca e marimbas. Por fim, as trajineras encostam em uma embarcação maior, com músicos animados. É hora de levantar e dançar. 

6. BARES E RESTAURANTES

Com tamanha oferta de hotéis e atrações, Cancún também não decepciona na hora de forrar o estômago ou molhar a garganta. No vasto cardápio de opções, há os tradicionalíssimos, como Señor Frogs ou Hard Rock, e sempre algo novo a descobrir. 

O La Habichuela Sunset (lahabichuela.com), com decoração maia e bela vista para a Laguna Bojórquez, é a cara de Cancún. Prove o ceviche misto de frutos do mar (145 pesos ou R$ 25), com uma margarita de tequila ouro 1.800 e Grand Marnier (160 pesos ou R$ 28). 

Bem no espírito praieiro, o Fenix Lounge (fenixisla.com) é perfeito para ver o sol descer no horizonte. Alugue um stand-up paddle ou apenas assista ao espetáculo, enquanto beberica uma margarita de gengibre (80 pesos ou R$ 14), acompanhada de batatas bravas (40 pesos ou R$ 7). 

Quer algo com mais sustância? Um clássico é o El Rincón de los Antojos (Calle Luciernaga 356), que serve gorditas (tortillas recheadas com queijo) e quesadillas grelhadas por preços que variam de 13 a 30 pesos (R$ 2 a R$ 5). O Tacos Rigo (Palenque, SM 30) faz os moradores atravessarem a cidade. Prove um e descubra o porquê. 

Para provar uma cozinha autoral mexicana, inove ao escolher o restaurante de um chef argentino. Cristian Morales (chefcristianmorales.com) recebe os visitantes em sua casa e propõe pratos como carpaccio de lagosta com tomates negros e melancia com brotos e queijo de cabra. Entradas a partir de 220 pesos (R$ 38); menu degustação desde 800 pesos (R$ 140), com sete etapas. 

7. ATRAÇÕES PRÓXIMAS

Aproveite que foi até Cancún e dê uma esticadinha: há muitas atrações próximas que merecem sua visita.

Chichén Itzá

Consideradas uma das 7 Maravilhas do Mundo Moderno, as mais impressionantes ruínas do Estado de Yucatán, a pouco mais de 3 horas de Cancún, merecem ser visitadas com calma. Chegue o quanto antes para aproveitar ao máximo, com a menor quantidade de turistas possível – porque enche mesmo (entradas a 166 pesos ou R$ 30, em chichenitza.inah.gob.mx). Faça uma visita guiada (há guias na porta por cerca de 500 pesos ou R$ 88, por 2 horas) para compreender a grandeza do Templo de Chac Mool, da Praça das Mil Colunas e do Campo de Jogos. Principal atração, a Pirâmide de Kukulcán é o cartão-postal da cidade maia, que teve seu auge por volta do século 9 d.C..Considere dormir em Mérida se for de carro ou, se preferir fazer um bate-volta a partir de Cancún, basta contratar um tour na própria cidade.

Mérida
A vibrante capital do Estado de Yucatán sintetiza o passado do país em construções do século 16, nas cores de suas casas coloniais e nos pratos bem temperados. No lado sul da Plaza Grande, a principal, contemple a decoração da Casa de Montejo (grátis), edifício de 1549 que pertenceu à família homônima até 1970. Uma das primeiras da América, a Catedral de San Ildefonso foi erguida em 1561 sobre um templo maia e teve a decoração saqueada por camponeses na Revolução Mexicana (1910). O antigo Palácio dos Correios foi transformado no Museo de la Ciudad (merida.gob.mx/cultura) e abriga acervo de livros sobre a história local e uma exposição com objetos históricos, desde o período pré-hispânico. 
Passe ainda pelo Paseo de Montejo, bulevar desenhado para a aristocracia do século 19 desfilar, numa tentativa de criar uma versão local da Champs-Elysées parisiense. Os sabores de Yucatán são marcantes e o restaurante Chaya Maya (lachayamaya.com) é perfeito para prová-los. Peça o típico pollo pibil, frango marinado com urucum, pimenta doce e cebola, assado na folha de bananeira. 

Tulum
A pacata vizinha de Cancún e Playa del Carmen tem charme e um quê de romantismo. Polvilhada por pousadas e pequenos hotéis ao longo de sua orla de mar verde clarinho e calmo, a vila tem poucas e descoladas lojas e um punhado de bons (e caros) bares e restaurantes. Entre eles, o Hartwood Tulum (hartwoodtulum.com), que muda o menu diariamente, tem luz de velas, chão de areia e fila na porta. As ruínas que batizaram a cidade são alvo de hordas de visitantes diários e o mantra de Chichén Itzá prevalece: chegue cedo. Única das cidades maias à beira-mar, a zona arqueológica permite que se nade em sua praia de águas claras (entradas a 51 pesos ou R$ 10; inah.gob.mx). 

Cobá
Dentre as ruínas de Yucatán, apenas a enigmática Cobá (51 pesos ou R$ 9; oesta.do/viagemcoba) não passou por restauro ao longo dos anos. Talvez por isso pareça mais verdadeira para uns e mais detonada para outros. A 173 quilômetros de Cancún, este tesouro maia é composto de várias construções espalhadas. O Grupo das Pinturas é um templo com afrescos sobre a porta e restos de estuque colorido no interior. Já o Grupo Macanxoc exibe figuras em alto relevo de mulheres da realeza e faz arqueólogos acreditarem que este era um ambiente cerimonial. Por fim, a Pirâmide de Nohoch Mul, a mais alta estrutura maia na Península de Yucatán, com 42 metros.
Cozumel. Com 65 pontos de mergulho ao longo de 28 quilômetros de costa, esta ilha de frente para Playa del Carmen surpreende com seu azul único e diversidade de fauna e flora marinhas (sim, é mais do que você imagina). Se não tiver intenção de mergulhar, há pouco a fazer por lá. Balsas saem de Playa de hora em hora e levam 40 minutos; 163 pesos (R$ 29).

 

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