Sete (ótimas) formas de cair n'água

Novo brinquedo do Beach Park tem tobogãs bem radicais - ou nem tanto

Livia Deodato, O Estado de S.Paulo

10 Março 2009 | 01h48

Não se deixe assustar pela altura, nem pelo ventinho gelado que, provavelmente, fará você sentir ainda mais frio na barriga. Para iniciar a aventura no Ramubrinká, o novo brinquedo do Beach Park, em Aquiraz, a 30 quilômetros de Fortaleza, escolha um dos quatro toboáguas que requerem boias. E se por acaso a adrenalina (hormônio que você costuma chamar de medo) ainda estiver te rondando, prefira a dupla, que vai obrigar seu companheiro de viagem a entrar no mesmo barco, digo, boia.

 

Ramubrinká: batizado em legítimo 'cearês', brinquedo tem opções com ou sem boias

Se tiver medo, dá até pra ir junto com um amigo

Conquistada a coragem necessária, parta para desafios maiores. Afinal, nada menos que sete tubos abertos, semiabertos e totalmente fechados (entenda por bem escuros) estão à sua espera no Ramubrinká. A atração foi batizada com um divertido sotaque cearense, sugestão de um dos sócios do Beach Park, João Gentil. No tal "dialeto" de fala rápida e palavras que se juntam, a letra "v" virou "r".

O brinquedo é de origem canadense, da empresa WhiteWater West, e custou R$ 7 milhões. Os sete toboáguas, cuja extensão em linha reta chega a quase 1 quilômetro, viajaram desmontados dentro de 20 contêineres. A construção da estrutura que suporta o brinquedo teve início em julho do ano passado e a montagem dos toboáguas durou um mês e meio.

"É a maior atração em 23 anos de Beach Park, tanto em relação ao investimento quanto na quantidade de toboáguas em uma única torre de 24 metros de altura", explica o diretor-geral do empreendimento, Murilo Pascoal. Tal e qual o Ramubrinká só existe um outro, obviamente com outro apelido e cores diferentes, em Ohio, nos Estados Unidos.

A segunda-feira de carnaval, que teve dia nublado e de fina garoa, espantou boa parte do público. Mas os que resistiram se concentraram na nova atração. "O Ramubrinká já é o preferido de todo o Beach Park", diz Pascoal, que teve a "obrigação" de descer cada um dos toboáguas diversas vezes a fim de testá-los.

É claro que, uma vez lá, você vai aproveitar para encarar outros clássicos do parque cearense, como o Insano - toboágua que proporciona uma sensação de queda livre de três segundos - ou o temido Esfinges, com túneis totalmente fechados (claustráfobos, fujam!).

Com ou sem emoção?

Bem, vamos supor que você, como sugerido no começo deste texto, optou por descer o Ramubrinká de boia dupla para estrear no brinquedo no melhor estilo "sem emoção". Não se engane: a boia pode parecer uma pluma vista ao longe, mas é um tantinho pesada e requer a ajuda do companheiro de "embarcação". Carregue-a pelas alças laterais e tome cuidado para não se machucar nas curvas de cada novo lance de escada.

Você alcançará, então, a entrada dos quatro primeiros toboáguas, aqueles considerados mais suaves e também apelidados em "cearês": Ramujunto, Ramunessa, Ramunóis e o mais disputado, o Ramumaiseu, toboágua vermelho que tem 15 metros de altura - a maior descida de todo o Ramubrinká.

A sensação será tão gostosa - e passará tão rápido - que você não pensará duas vezes em enfrentar a escadaria novamente para experimentar cada um deles. Três exigem coragem extra: altos, fechados e considerados mais radicais, foram batizados de Ronão, Ronada e Raitu (entendeu?). Cruze as pernas, os braços, encoste o queixo no peito e respire fundo. Você só irá se arrepender se não for.

Beach Park: Rua Porto das Dunas, 2.734; tel.: (0--85) 4012-3000; http://www.beachpark.com.br/. Ingresso: R$ 95 (adultos) e R$ 85 (crianças).

O passaporte para três dias custa R$ 139

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