Simplicidade para melhorar o aprendizado

Quando foi fundada, em 1901, a escola de Rabindranath Tagore em Shantiniketan tinha apenas o ensino primário e poucos estudantes - um deles, seu filho. Havia uma pequena biblioteca, jardins exuberantes e uma sala de oração com chão de mármore.

O Estado de S.Paulo

07 Maio 2013 | 07h16

As condições de vida eram espartanas. Os alunos andavam descalços e as refeições, que consistiam em dal (lentilhas) e arroz, eram "comparáveis à dieta de prisão", lembrou Tagore, que acreditava que o luxo interferia na aprendizagem. "Aqueles que possuem muito têm muito a temer", teria dito.

Shantiniketan e sua escola representavam uma ideia tanto quanto um lugar: as pessoas têm melhor aprendizado e pensamento quando se separam das distrações da vida urbana e se reconectam com seu ambiente natural. Não é fácil fazer isso na Índia.

Ridicularizada no começo, a escola que era chamada de Patha Bhavan ("um lugar para o viajante") virou faculdade em 1921 e atraiu milhares, incluindo Indira Gandhi, o economista Amartya Sen (ganhador do Prêmio Nobel) e o cineasta indiano Satyajit Ray. Apesar de uma queda nos padrões acadêmicos, sua escola de artes ainda é tida como uma das melhores no mundo. Hoje, mais de 6 mil estudantes frequentam a faculdade, conhecida como Visva-Bharati. E a cidade acompanhou esse crescimento. /E.W.

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