Sobre a linha imaginária, três marcos

Apesar de a linha imaginária que divide o planeta atravessar 14 países, é no Equador que ela ganha ares míticos. A ideia de o país estar cravado na metade do mundo está tão enraizada no imaginário equatoriano que chega a ser cômico. Nos arredores de Quito, pelo menos três monumentos garantem estar precisamente em cima da linha. No fundo, não importa muito qual tem razão, já que cada um tem sua graça.

O Estado de S.Paulo

23 Outubro 2012 | 03h12

O marco mais famoso fica na Ciudad Mitad del Mundo (www.mitaddelmundo.com), parque temático a 14 quilômetros da capital. Entre apresentações de bandas, playgrounds, lojas de souvenir e comidas típicas, visitantes pagam US$ 2 e se divertem tirando fotos com um pé em cada lado da linha.

Cerca de 200 metros ao norte está o Museo Intiñan (museointinan.com.ec), que garante estar de fato sobre a linha (localização atestada por medição de um tal GPS militar). Independentemente de onde esteja a verdadeira linha, o Intiñan traz uma abordagem mais científica para explicar a divisão do mundo. Com experimentos interativos, um guia mostra que a água gira em sentido horário no Hemisfério Sul, anti-horário no Norte e cai verticalmente sobre a linha - há cientistas, contudo, que dizem se tratar de um mito. Além disso, quem equilibra um ovo sobre um prego leva um diploma. Dos cinco do nosso grupo, só um conseguiu. Com papo sério e bem didático de um astrônomo, o marco de Cayambe tem um quê esotérico. Um círculo de pedras de 20 metros de diâmetro e, ao centro, um totem oco de fibra de vidro de 8 metros de altura, que faz as vezes de um relógio de sol. Nos solstícios (março e setembro), ao meio-dia, o sol incide de maneira precisamente perpendicular ao chão. Se não conseguir visitar nessas datas, o especialista ajuda a entender temas complexos. /F.M.

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