Adriana Moreira/Estadão
Adriana Moreira/Estadão

Sobre as montanhas de Loen

Às margens do Nordfjord, porção isolada e tranquila da Noruega oferece panorâmica completa dos glaciares do Parque Nacional Jostedalsbreen

Adriana Moreira, Alesund

03 Abril 2018 | 04h40

A impressão que se tinha é que, à exceção de nosso hotel, não havia mais nada ali por perto. Carros raramente passavam pela estrada às margens do Nordfjord, em Loen, aumentando ainda mais a sensação de isolamento e tranquilidade

A poucos metros do Hotel Alexandra, onde nos hospedamos, o Loen Skylift (390 coroas ou R$ 164) era a prova de que não estávamos tão isolados assim. Inaugurado há quase um ano, o teleférico que leva ao alto do Monte Hoven, a 1.011 metros de altitude, revela que estamos em uma área turística. Bastam cinco minutos para chegar ao mirante e, de lá, partir para atividades ao ar livre. No inverno, os noruegueses aproveitam as montanhas para esquiar; no verão, para trekking

O céu estava limpo e nos proporcionou uma panorâmica completa, avistando os glaciares do Parque Nacional Jostedalsbreen. A trilha mais curta, de 2 quilômetros, revela pequenos lagos formados pelo degelo e uma vegetação rasteira e delicada. 

Além do contato com a natureza, o restaurante no alto do mirante é uma atração à parte. Ali, demos uma pausa no bacalhau para se deliciar com a especialidade da casa: suculentos hambúrgueres em pão caseiro, acompanhado de batatas fritas. Só o preço não é tão gostoso assim: 230 coroas (R$ 97).

De volta ao Alexandra, o spa foi fundamental para nos recuperarmos do vento gelado do alto da montanha. As diárias custam a partir de 3.100 coroas (R$ 1.300) o casal, com meia pensão e acesso às piscinas do spa.

No dia seguinte, pela manhã, quando saímos rumo a Geiranger, a paisagem havia se transformado. As nuvens estavam bem baixas, e emolduravam a montanha criando um espetáculo memorável. 

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