Sol e calimochos na Costa Basca

A segunda semana do nosso giro espanhol começou em Santander, abençoada por dias lindíssimos.

Por Juliana Araújo, Especial para O Estado

25 Agosto 2009 | 02h15

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8. De Gijón até Santander, foram 5h30 de ônibus (15 euros), com várias paradas e belas paisagens. Mas a verdade é que cheguei cansada da viagem: queria apenas aproveitar o bom tempo para relaxar na areia. Descobri a Playa de los Peligros e fiquei estirada. Só saí de lá para alugar o carro que me levaria até Bilbao. Dirigi pela beira do Rio Nervión, desde o Museu Guggenheim (http://www.guggenheim-bilbao.es/; entrada a 13 euros), e passei debaixo da colorida Ponte La Salve. Continuei até a vizinha Getxo (http://www.getxo.net/), com uma parada na Praia de Ereaga. Bem perto de onde teria sido criado, dizem, o calimocho, famosa mistura espanhola de vinho e coca-cola. Uma pausa para ver a Ponte de Biscaia. Construída em 1893, ela só ficou bloqueada durante a Guerra Civil Espanhola.

9. Bem cedo, peguei a BI-3101 para conhecer as praias da Costa Basca. Logo na primeira parada, Bermeo, a surpresa: San Juan de Gaztelugatxe, bela ilhota com apenas uma casinha e uma capela dedicada a São João Batista. Passei depois por Mundaka, famosa por suas ondas gigantes, e pela na vizinha Laga, a mais bonita desse trecho. Como praia dá fome, parti para os pinchos (1,75 euro), sanduichinhos com recheios variados, no Aker (Calle part. Arlamendi, 1, Las Arenas).

10. Em vez de acordar e ir direto para Bilbao, resolvi passar a manhã ensolarada na Praia de Gorrondatxe Aizkorri. E só mais tarde segui para Bilbao, a 20 minutos dali. Conferi os antigos palacetes da Gran Vía Don Diego Lopez Daro e atravessei o Rio Nervión em direção ao centro antigo, com ruazinhas do século 15 e a bela Basílica de Begoña. Por fim, o moderno metrô (http://www.metrobilbao.net/). Cheguei a San Sebastián a tempo de ver uma queima de fogos, parte das festas da Semana Grande.

11. Resolvi deixar o tour por San Sebastián para depois e ganhei a estrada para ver os arredores. Após 16 km pela N-634, lá estava a Praia de Orio, para refrescar o calor de 28 graus. Lá fiquei sabendo da existência da Praia de Itzurun, em Zumaia. A visão das altíssimas pedras enfileiradas - uma formação rochosa chamada de flysch - foi incrível. Descobri que há visitas guiadas para explorar melhor a região (http://www.flysch.com/). E deixei com pesar uma das praias mais bonitas do País Basco.

12. Montei um roteiro para conhecer San Sebastián. Mas o plano não resistiu à primeira visão da Praia de Zurriola. Para recuperar o tempo, aluguei uma bicicleta (Bici Rent Donosti, Av. da Zurriola, 22) a 4 por hora. Vi a prefeitura, o Parque de Miramar e a escultura Peine del Viento, no Monte Igueldo. Deixei a bike para admirar os Gigantes e Cabeçudos, bonecões que desfilam na Semana Grande. Quando notei estava escuro. A estátua de Cristo, no Monte Urgull, terá de ficar para outra viagem.

13. Como Madri era apenas uma escala rumo a Granada, no sul, deixei as malas no Aeroporto de Barajas e fui dar uma volta. Resolvi visitar a minha sala preferida do Museu Reina Sofia (http://www.museoreinasofia.es/), a 206, onde fica Guernica, de Pablo Picasso. Na sequência, passei no Mercado San Miguel. Mas parei mesmo na Chocolateria San Ginés (Pasadizo de San Ginés, 5), para comer churros com chocolate (3,70 euros).

14. Granada foi uma maratona. Comecei pela Catedral (3,50 euros) e pela Capela Real (3,50 euros), onde estão enterrados Isabel de Castela e Fernando de Aragão. E já era hora de ver a concorrida Alhambra (compre ingressos antes e marque horário no http://www.alhambra.org/). Acompanhei a série de palácios: Nazaríes, Alcazaba, Carlos V. Ainda deu tempo para ver o pôr do sol do outro lado do Rio Darro, de cima do mirante.

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