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Sonhos de consumo: as opções mais impressionantes do turismo de luxo no mundo

Miniapartamento no avião, ilha privativa, quarto de hotel com quatro andares: no mundo do turismo, exclusividade significa espaço à vontade, experiência personalizada – e preços nas alturas

Mônica Nobrega, O Estado de S.Paulo

07 Junho 2016 | 03h00

Voo em cabine privada, porque uma simples poltrona, mesmo que vire cama, é coisa do passado na primeira classe das melhores companhias aéreas. Quarto de hotel com muitos cômodos, ou talvez uma ilha inteira para se hospedar. Passeios exclusivos com um pouco de ação. É mais ou menos essa a fórmula atual da viagem de luxo feliz – o mais ou menos fica por conta do ingrediente personalização, decisivo para o público que não está tão preocupado com o quanto vai gastar. 

Crise econômica à parte, é de olho nesses viajantes que podem pagar para adaptar cada mínimo detalhe das férias a seus gostos e necessidades que o mercado de turismo de luxo investe em novas ideias e tendências. 

A exclusiva rede hoteleira Four Seasons lançou na semana passada a opção de hospedagem em uma ilha privada nas Maldivas. A Voavah fica no Atol Baa, reserva da biosfera da Unesco, tem casa de praia com sete quartos, centro de mergulho, spa e um iate à disposição, por US$ 46 mil por noite. Outra rede de alto padrão, a Explora, está estreando seu sétimo hotel, no Vale Sagrado, no Peru, com tarifas que podem ser consideradas até amigáveis: na opção mais vip, US$ 4.445 por pessoa, por noite, com refeições, bebidas e passeios.

O Peru, inclusive, aparece como destino tendência em um levantamento feito pela Virtuoso, maior associação de agências de turismo de luxo do mundo. Colômbia, Portugal e o sul da África também estão na lista. Isso porque, apesar da folga no orçamento dos super-ricos, as operadoras de alto padrão estão, sim, preocupadas com a desvalorização cambial que prejudica os viajantes de países onde a moeda é fraca, caso do Brasil. Procuram, na medida do possível, unir exclusividade e uma boa relação custo-benefício. 

Experiências. O preço (elevado) é um fator importante, claro. Mas luxo também é questão de gosto. Assim, além de detectar tendências em destinos, o mercado do turismo de luxo tem se importado em entender não apenas para onde, mas também como os viajantes querem ir. 

Constataram que pessoas de várias idades da mesma família estão viajando juntas – os roteiros multigeracionais, como são chamados no levantamento da Virtuoso. Outra tendência são as viagens de celebração. Durante a edição mais recente da feira de turismo de luxo Travel Week, realizada há um mês em São Paulo, a organização aplicou uma pesquisa aos operadores e agentes de viagem que indicou que mais de 90% dos clientes por eles atendidos já haviam feito viagens ao exterior para comemorar casamentos, aniversários e outras datas. 

Roteiros com atividades ao ar livre também estão em alta, mostram tanto a Virtuoso quanto os organizadores da Travel Week. Pedalar e caminhar são, hoje, pedidos comuns dos clientes. 

“São aventuras com esforço moderado e toda a infraestrutura, que combinam dias em uma metrópole com outros em destinos de natureza”, destaca Tomas Perez, presidente da Teresa Perez Tours, uma das principais operadoras de luxo do Brasil. Ele sugere, por exemplo, o tour que combina helicóptero e bicicleta nos arredores de Queenstown, na Nova Zelândia. Depois do sobrevoo ao Lago Wanaka, os turistas são deixados no alto do Monte Burke para a descida em mountain bike (custa a partir de 4 mil dólares neozelandeses, R$ 9,7 mil). 

E quem se importa com cansaço quando eventuais dores no corpo serão tratadas em spas de sonhos, a noite, passada em um quarto digno da realeza e a volta para casa, na primeira classe, como as opções que indicamos na galeria de fotos abaixo?

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