Sonhos e desilusões à beira-rio

PAYOROTE - Nas imediações da Reserva Nacional Pacaya Samiria, área protegida desde 1986 onde o turismo se desenvolve, vivem cerca de 120 mil pessoas. Divididas em 213 povoados, compõem mais ou menos 20 etnias - os kukamas são os mais numerosos. No último dia do cruzeiro, os turistas são convidados a conhecer Payorote, onde vivem cerca de 250 pessoas.

Fábio Vendrame, O Estado de S.Paulo

08 Outubro 2013 | 02h13

As residências se distribuem ao redor de um campo de futebol. Ao fundo, a maior construção funciona como centro comunitário, onde crianças recebem os forasteiros com canto e dança. As mães exibem artesanato no canto do salão. "É a nossa fonte de renda com o turismo. Fora isso, não temos nenhum recurso a mais", diz a professora Helda Pineda.

Ali, como noutros povoados, um xamã cuida da saúde pública. "Se dependêssemos do governo, estaríamos mortos", diz Carmen Mozambite, de 78 anos, que divide com Santos Aricari, 77, e a neta Reyna, 4, uma casa de palafita. Na frente da residência, postes com fiação indicam que a eletricidade vai chegar. "Já faz mais de dois anos, e nada." No mundo das águas, os moradores não têm acesso a água potável. Para beber, só depois de fervida.

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