Sonoma, simples na medida certa

Ela é menos requintada do que a vizinha Napa, mas isso tem suas vantagens

Kabir Chibber, NYT, O Estado de S.Paulo

07 Setembro 2010 | 01h40

 

 

 

 

 

 

 

 

Rústico não é o adjetivo mais adequado para uma região que leva tão a sério os vinhos e a gastronomia. A saída, então, passa pela inevitável comparação: Sonoma é menos requintada que a vizinha Napa. Mas isso tem lá suas vantagens, acredite. Se por um lado você não vai encontrar ali cobiçadas garrafinhas de molho de vinho e chocolate, por outro estará distante de algumas armadilhas turísticas de Napa. Caso das vinícolas que parecem existir apenas para entrar no roteiro das excursões de um dia que partem de São Francisco.

Em Sonoma, as vinícolas tendem a ser mais novas, menores e familiares. A Scribe Winery, por exemplo, é uma das caçulas: fundada em 2007, só mostrará ao mundo seus pinot noirs e chardonnays no ano que vem. Quem tiver a oportunidade de fazer uma visita provavelmente será recebido pelo dono, Andrew Mariani, de 28 anos, e poderá provar em primeira mão os rótulos.

Tratamento semelhante será dado nas mais de 300 vinícolas da região. A maioria aceita visitantes com hora marcada e dificilmente você verá um megaesquema como o montado pela Domaine Chandon, em Napa, onde levas de turistas se revezam entre vinhedos e sala de degustação. Os contatos das vinícolas estão disponíveis no site www.sonomacounty.com. Na dúvida sobre quais escolher? Lancaster Estate, A. Rafanelli e Peay Vineyards são bons pontos de partida.

Antes, depois e no intervalo entre as degustações, dedique-se a conhecer o melhor da produção de queijos da Redwood Hill Farm, especializada em produtos feitos com leite de cabra. Na rota gastronômica dos turistas devem estar, ainda, os sorvetes da La Michoacana (experimente os de caramelo e manga).

Sim, depois de tanto provar, talvez o almoço fique comprometido. Mas tente jantar em grande estilo. Pode ser no Santé, dentro do Sonoma Mission Inn and Spa, que no ano passado recebeu sua primeira estrela Michelin. Entre as melhores pedidas, uma versão adulta do tradicional macarrão com queijo (leva também lagosta e trufas negras) e o peito de pato com arroz de cogumelos e foie gras.

O Rustic, na vinícola de Coppola, e o Estate, de Sondra Bernstein, são outras opções certeiras. A primeira casa da restaurateur, o Girl and the Fig, já é uma instituição. E o Estate, sua mais nova investida, tem tudo para seguir o caminho. Pratos da culinária italiana, como carne de porco com polenta, são destaques do menu.

A vocação artística também está presente. Healdsburg, uma das maiores cidades da região de Sonoma, tem razoável coleção de arte moderna. Nas paredes do Healdsburg Center for the Arts, se revezam artistas locais. Enquanto o Hawley Tasting Room and Gallery exibe paisagens pintadas por Dana Hawley, mulher do vinicultor John Hawley.

Outro produto típico da região, a mostarda, entra com o vinho e o mel no cardápio de terapias dos spa de Sonoma. No Simple Touch, os banhos são com espumante e mostarda. Já no spa do Hotel Healdsburg, com vinho tinto e mel. Rústico de fato não é um bom adjetivo para falar da região.

Saiba mais

Passagem aérea:

O trecho SP-São Francisco- SP custa a partir de R$ 2.540,07 na American

Airlines (aa.com.br); R$ 2.660,42 na United (united.com.br); R$ 2.694,45 na Continental (continental.com) e R$ 2.717,95 na TAM (tam.com.br)

 

Aluguel de carro:

No Aeroporto de São Francisco, a diária de um carro modelo econômico custa a

partir de US$ 40,44 na Alamo (alamo.com); US$ 51,75 na Hertz (hertz.com)

e US$ 74,40 na Avis (avis.com).

 

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