Camila Anauate/AE
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St. Louis, a ilha discreta de Paris

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Camila Anauate, O Estado de S. Paulo

01 Setembro 2009 | 11h22

Logo ali. Cruzar a Ponte Saint Louis fez toda diferença naquela tarde ensolarada. Não fosse a dica de quem vive em Paris, hesitaria em esticar os passos ao sair de Notre Dame e perderia a chance de conhecer a Île Saint Louis, um bibelô tipicamente francês. Nem pense em cometer esse pecado turístico.

 

Descoberta. Depois de visitar a catedral gótica, dê a volta até os fundos da igreja e atravesse a ponte. Na outra margem do Sena, uma nova Paris se revela. Ou melhor, uma Paris em miniatura que até parece cenário, mas é bem mais original.

 

Parada no tempo. A pequenina Île Saint Louis é discreta a ponto de não ter estação de metrô, nem muito espaço para carros circularem. Suas vitrines são charmosas, mas nenhuma de grife. Os bistrôs, bastante intimistas e os hotéis, confortáveis e sem luxos. Como se o tempo não tivesse passado por ali.

 

Sem pressa. A ilhota segue tranquilamente seu ritmo em oito ruas e quatro quais. Dá para percorrer tudo em poucos minutos. Mas duvido que você não queira parar em uma das lojinhas descoladas da Rue St. Louis en L’île ou sentar num café do Quai D’Orleans enquanto observa o vaivém de turistas.

 

Sendo assim, uma tarde inteira pode ser pouco. Comece pela Rue St Louis en L’île. Além da Olivers & Co e da L’Occitane, nenhuma loja na rua tem marca conhecida - todas vendem modernos souvenirs.

 

Comprar e comprar. A Diwali Paris é a loja dos acessórios. Bijoux coloridas, bolsas, cintos, quadros, peças de decoração, tudo. Quase em frente, uma filial da brasileira Sobral vende joias de resina e objetos poéticos. Adiante, galerias de arte.

 

Comer e comer. A seção guloseimas começa na Cacao et Chocolat. O aroma adocicado atrai qualquer um para dentro da loja, que expõe chocolates artesanais como se fossem obras de arte. A charcuterie quase na esquina também é irresistível.

 

Instituição. Mas nada se compara à abocanhada no sorvete Berthillon. Criado em 1954 por Raymond Berthillon, teve sua fábrica inaugurada na ilha e virou instituição local. Dezenas de quiosques - além de restaurantes e bares - servem a delícia pela região. São 40 sabores produzidos artesanalmente (2 bolas custam 1).

 

Caramelo com gengibre, chocolate com amêndoas, marrom glacê, cappuccino, canela... É só escolher o sabor, sentar na mureta debruçada sobre o Sena e curtir a belíssima vista das costas da Notre Dame, iluminada pelo sol. Um ângulo que poucos conhecem.

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