Status social estampado na fachada

Tour pelo centro histórico de São Luís revela hábitos peculiares como o de classificar pessoas pelo tamanho da casa

Leandro Costa- SÃO LUÍS - O Estado de S.Paulo,

31 Maio 2011 | 06h00

Para ser considerado rico e digno de respeito na São Luís dos séculos 18 e 19, você precisava morar em uma casa com seis janelas na fachada. Tal característica arquitetônica era mais importante até que o dinheiro. Tanto que quem perdia tudo, se conseguisse manter o casarão (chamado de morada e meia), preservava seu status de nobre.

Curiosidades como essa tornam saborosa uma visita ao centro histórico da capital maranhense. Entre os mais de 5 mil imóveis coloniais, nem todos preservados, há ainda exemplares com quatro janelas na fachada (morada inteira), três janelas (terço de morada), duas (meia morada) e as mais simplesinhas, chamadas de porta e janela.

Até ditados populares surgiram dessa classificação. "Viver de fachada", por exemplo. Ou dizer que alguém está "sem eira nem beira": as melhores casas da São Luís colonial tinham três linhas de telhas de barro sobrepostas, chamadas de eira, beira e tribeira. Quanto mais pobre a casa, menor o número de telhas.

Fundada em 1612 por franceses e colonizada principalmente por portugueses, a cidade exibe uma belíssima coleção de azulejos nas fachadas. Outro detalhe interessante: os de origem francesa medem 11 por 11 centímetros. Os portugueses, 14 por 14.

O patrimônio de São Luís inclui também igrejas, como a capela de Santo Antônio, de 1889. E a Catedral da Sé, ao lado de outro prédio famoso, o Palácio do Leões, sede do Governo do Estado, aberto a visitas de quarta-feira a domingo.

Passagem aérea: São Paulo - São Luís - São Paulo: a partir de R$ 625 na Gol (voegol.com.br); R$ 650 na TAM (tam.com.br) e R$ 817 na Azul (voeazul.com.br).

De São Luís a Barreirinhas: de ônibus, custa desde R$ 25 na Cisne Branco (cisnebrancoturismo.com.br). A BRTur (98) 3236-6056 faz transfers em vans a R$ 35.

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