Sua empresa aérea trata bem as crianças?

Enquanto resorts, cruzeiros e hotéis procuram criar atrativos às famílias, com tratamento caprichado para os viajantes mirins, voar com crianças, cada vez mais, se torna uma tarefa exaustiva. E dispendiosa. Desde que as empresas aéreas aumentaram ao máximo o número de assentos e reduziram serviços, os passageiros se veem obrigados a pagar tarifas extras para tudo, da refeição à bagagem - custo que aumenta consideravelmente no caso das famílias.

O Estado de S.Paulo

17 Janeiro 2012 | 03h10

Por vezes, quem viaja com crianças nem sequer consegue garantir assentos para que toda a família fique junta se não pagar por isso. Sentar na primeira fileira porque você tem um bebê de colo? Só se os lugares não estiverem destinados a quem pagou taxas extras por eles. E há casos em que as crianças são declaradamente indesejadas: em 2004, a Malaysia Airlines proibiu os menores de 2 anos de viajarem na primeira classe.

Os próprios comissários de bordo sentem saudades dos tempos em que podiam oferecer atendimento melhor aos passageiros. "Lembro de quando tínhamos limonada no verão, chocolate quente no inverno", disse Beth Donnelly, aeromoça da American Airlines que começou sua carreira em 1977. "Tínhamos livros para colorir, comida para bebês e fraldas. As famílias subiam a bordo antes dos outros passageiros e podiam se acomodar com calma", completou.

Alguns especialistas em viagens acreditam que as companhias aéreas estão perdendo oportunidades não proporcionando um tratamento especial às famílias. "Há muitos outros tipos de passageiros", diz Michael Boyd, presidente da Boyd Group International, consultoria para a aviação comercial, resumindo a postura das companhias aéreas: "Não precisamos batalhar por isso agora", admite. / FELIPE MORTARA, COM NYT

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