Lucineia Nunes/Estadão
Cena que parece montada, de tão perfeita, em Taha'a. Lucineia Nunes/Estadão

Cena que parece montada, de tão perfeita, em Taha'a. Lucineia Nunes/Estadão

Polinésia Francesa: quando ir, como chegar e quais ilhas visitar além do Taiti

Moorea, Bora Bora, Raiatea: esses nomes mexem com o coração? Saiba como programar uma das viagens mais desejadas do planeta

Lucineia Nunes , O Estado de S.Paulo

Atualizado

Cena que parece montada, de tão perfeita, em Taha'a. Lucineia Nunes/Estadão

TAITI - Ela é mesmo tudo aquilo que você ouve falar e que vê em fotos de bangalôs sobre águas transparentes. A Polinésia Francesa, paraíso no meio do Oceano Pacífico formado por cinco arquipélagos que reúnem 118 ilhas e atóis, concentra alguns dos destinos turísticos mais desejados do mundo. Quem consegue ficar indiferente a nomes como Bora Bora e Taiti?

O turismo tem importância fundamental: 60% da economia local depende da atividade. Depois vêm a produção de pérolas negras, baunilha, pesca. Do luxo dos resorts à simplicidade do cotidiano dos polinésios, as ilhas não são destino apenas de casais. Há atrativos para todas as idades, famílias e grupos de amigos, desde esportes aquáticos e trilhas até a contemplação. E há muito o que contemplar. 

O povo é simpático, informal, acolhedor e por vezes tímido. Sim, os polinésios usam muitas tatuagens (uma tradição ancestral), pareôs coloridos e flores nos cabelos. Os visitantes são recebidos com colares feitos com a perfumada flor de tiaré (Gardenia tahitensis), símbolo do Taiti. 

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Nas ilhas, turistas devem respeitar o meio ambiente. Nem pense em tirar do mar um “souvenir”. A sensação é de que o tempo passa mais devagar. Acorda-se, literalmente, com as galinhas. Elas estão por toda parte, inclusive nos grandes e melhores hotéis. 

Nos cardápios reinam peixes fresquíssimos como o mahi-mahi. Não faltam boas frutas. O abacaxi, menor e mais amarelinho, é bem doce. Assim como a baunilha, que surge em doces, iogurtes e até em molhos salgados. De sabor suave, o sorvete de baunilha é a sobremesa certa em qualquer lugar. Eles também acertam no sorvete de caramelo. Outro ingrediente bem presente na culinária é o leite de coco, mais encorpado e adocicado.

A viagem entre as ilhas geralmente é feita de avião, em voos de até 45 minutos que podem ter escalas. O trajeto só é feito de barco quando a distância é de poucos quilômetros.

Além do taitiano e do francês, muitos falam inglês, frequente nos cardápios e folhetos. E os moradores se esforçam tanto para ajudar que você logo aprende a dizer mauru’uru, obrigada. Uma viagem espetacular. Mauru’uru, Polinésia Francesa.

SAIBA MAIS

Aéreo: voamos São Paulo a Los Angeles pela American Airlines e para o Taiti pela Air Tahiti Nui, que tem site em português.  

Melhor época: entre julho e setembro. Chove mais entre novembro e março. 

Site: tahititourisme.com

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Raiatea, o coração da Polinésia Francesa

Rio navegável e o 'Mana' dos templos sagrados

Lucineia Nunes, O Estado de S.Paulo

12 de março de 2019 | 04h55

Minha aventura começou pelo coração da Polinésia Francesa: Raiatea (a 195 km do Taiti), uma ilha mística, considerada o berço daquela civilização e onde muitos vão em busca de descobrir (e sentir) o “Mana”, algo como força espiritual. O lugar foi o ponto de partida para os polinésios explorarem o Pacífico rumo ao norte, até o Havaí, e ao oeste, para a Nova Zelândia. Também serviu de porta de entrada para navegadores como o capitão inglês James Cook. Seu primeiro nome, Havai’i Nui, quer dizer “grande fonte de água”, enquanto Raiatea tem significados como “paraíso distante” e “céu de luz suave”.

Raiatea também é reverenciada por ter o único rio navegável da Polinésia e por seus sítios arqueológicos, que preservam antigos templos sagrados. Conheci dois deles durante um passeio cultural guiado por Tahiarii Pariente, da Polynesian Escapes (cerca de US$ 500 para até oito pessoas). O Tainuu Marae é formado por um mural de pedras gigantes, onde eram realizadas cerimônias religiosas há cerca de 500 anos. Ao lado, na mesma área, foi construída uma igreja.

O majestoso Taputapuatea Marae, que em 2017 foi declarado Patrimônio da Humanidade pela Unesco, fica na beira do mar e é composto por pavimentos com pedras que foram organizadas pelos antigos polinésios há cerca de mil anos, onde ocorriam celebrações religiosas, sociais e políticas. Para os ancestrais, aqueles agrupamentos de pedras eram altares, fontes do “Mana” (se diz maná). Ainda hoje, o lugar é considerado sagrado e visitado por seu significado e importância histórica. Para preservar a área, um cartaz na entrada avisa que é proibido beber ou comer, falar alto, brincar, pegar qualquer coisa da natureza e muito menos pisar sobre as pedras.

Antes de sentir a energia de Taputapuatea Marae, percorremos a única estrada que corta toda a ilha, com circunferência de 98 km e que conserva sua vegetação abundante e selvagem no centro, com diversas plantas endêmicas. Um exemplo é a flor branca e perfumada que virou símbolo de Raiatea, a Tiare Apetahi, que só cresce por lá, especificamente no Monte Temehani. Sua origem é associada a uma lenda de amor e ela só floresce à noite.

A maioria das casas circunda as encostas. A parada para o almoço foi em um agradável restaurante pé na areia, o Fish & Blue, lugar simples e bonito, com decoração nos mesmos tons de azul do mar em frente, visível até das janelas do banheiro. O ambiente acolhedor é reforçado pela família que comanda o lugar: o pai cuida da cozinha, a filha faz drinques, a mãe recebe os clientes no salão e os acompanha até a butique dentro da casa. Tudo ao embalo de música local.

O menu de peixes e frutos do mar tem certa influência asiática, com chutney apimentado e arroz mais aglutinado, como o japonês. Provei o atum com chutney e ervas frescas, uma delícia, fresquíssimo. Sem falar na melhor porção de batata-doce frita em palitos que já comi. Para acompanhar, há drinques e sucos naturais de frutas como graviola, abacaxi e goiaba. Os pratos custam, em média, de 2.500 a 4.200 francos polinésios, algo como US$ 25 a US$ 42.

-> Raiatea fica a 195 km do Taiti; o voo até a ilha tem escala em Huaheni e é operado por Air Tahiti.

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​Taiti: o fim e o começo

Mais vida urbana, resorts e vida intensa à noite: conheça a maior ilha e cartão-postal

Lucineia Nunes, O Estado de S.Paulo

12 de março de 2019 | 04h00

Para se ter uma ideia, das 280 mil pessoas que moram na Polinésia Francesa, 190 mil estão no Taiti – a maior ilha é também o principal cartão-postal do país para o mundo. 

A capital Papeete (se diz papête) é mais urbana, com trânsito e grandes supermercados. A ilha também tem resorts, restaurantes gastronômicos, museus, butiques sofisticadas e uma vida bem mais intensa durante o dia e à noite. O interior montanhoso e quase intocado reserva vales, riachos e belas cachoeiras.

Minha viagem começou e terminou no Taiti. A despedida foi em outro lugar deslumbrante que é Teahupoo, na margem selvagem da ilha e onde ocorre a sétima etapa do campeonato mundial de surfe. Além do mar belíssimo e com ondas perfeitas, há uma área mais preservada e com acesso apenas pelo mar.

Para explorar Teahupoo, saímos de barco do cais de Vairao, no sudoeste da ilha, onde encontramos com o guia Matahi Wassna, da Tahiti Boat Excursions & Surf. No cenário de mar aberto de um lado e as montanhas de Vehiatua do outro, o guia explicou que sobrevoo de pássaros brancos indica que por ali tem mahi-mahi. Se forem pássaros pretos, a pesca será de atum. Um pouco mais adiante, o guia chama a atenção para um pico pontudo entre montanhas, que dizem parecer com o nariz do ex-presidente francês Jacques Chirac. Entre histórias e contemplação da natureza, chegamos ao lado mais selvagem da ilha, uma berçário natural de vida marinha e terrestre interditado para a pesca, com corais coloridos e “piscinas” de água doce.

 

O passeio de 7 horas, com direito a café, bolo caseiro e depois um caprichado almoço com muito peixe servidos dentro do barco, custa US$ 120.

Um programa bem turístico e divertido é o jantar com dança típica no resort Sofitel Tahiti Ia Ora (US$ 110, com comida à vontade, um coquetel e bebidas sem álcool). Nos bufês, há desde comida japonesa até ostras, lagostas, massas, saladas, carnes e uma variada mesa de doces. Para animar, música ao vivo e dança folclórica, o Ori Tahiti. Bem sincronizados, eles se apresentam com diferentes trajes, dançam com agilidade e as mulheres, especificamente, requebram como se tivessem molas no quadril.

-> Para voltar ao Tahiti no fim da viagem, fui de Moorea para Papeete em uma balsa com lanchonete, ar-condicionado, banheiros e vista panorâmica no andar de cima, por US$ 15.

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Taha'a e o ouro local

Favas de baunilha e pérolas negras

Lucineia Nunes, O Estado de S.Paulo

12 de março de 2019 | 04h00

O encanto de Taha’a começa na viagem de barco até a ilha. Em meio às águas verdes e azuis cristalinas, tubarões cinzas cruzam o caminho. Pequenina, com apenas 5,3 mil habitantes, está situada na mesma lagoa que Raiatea, duas vezes maior. Dividida em oito aldeias, Taha’a tem o formato de uma flor e está cercada de motus, ilhotas com areias claras que servem a passeios e piqueniques. Outras atrações são plantações de baunilha e fazendas marinhas de pérola negra.

Taha’a pede um passeio de barco com mergulho nos jardins de corais que, ao redor da ilha, formam grandes lagoas. O tour do meu grupo foi organizado pela nossa pousada, com saída logo cedo. Em poucos minutos, o barco chega ao primeiro destino para o mergulho com snorkel em um lindo jardim de corais. A sensação é indescritível, um misto de euforia e paz entre peixes coloridos naquela imensidão, inclusive o peixe-palhaço, eternizado em Procurando Nemo. É como voltar a ser criança dentro de um aquário gigante.

O almoço foi em um motu, com comida preparada pela chef da pousada e servida pelo nosso “capitão” e guia: arroz, atum levemente cozido, salada e bebidas. O guia ensinou um truque de sobrevivência: como abrir um coco seco para beber a água, descascar, ralar e fazer leite de coco usando o material encontrado ali mesmo na natureza. O passeio pode custar de US$ 50 a US$ 350 por pessoa. Sempre confira a opção da sua hospedagem. 

Taha’a também é famosa pelo cultivo da baunilha. Em uma das fazendas com entrada gratuita, a La Vallée de la Vanille, fomos recebidos com suco de abacaxi, banana e fatias de coco. Em seguida, Moetha, a dona do lugar, conduziu uma breve explicação sobre a plantação da baunilha.

Especiaria cara, a baunilha é cultivada em pouquíssimos lugares do mundo, sendo uma das mais populares a de Madagascar. A do Taiti (Vanilla tahitensis) tem aroma mais suave e sabor delicado, com alta concentração de óleo e água. “Por ser uma flor hermafrodita e sem cheiro, elas não atraem as abelhas e têm de ser polinizadas manualmente, uma a uma”, conta Moetha.

O trabalho é feito por ela e outros funcionários diariamente às 5 horas da manhã. Com o tempo, cada flor vira uma fava, que será seca ao sol.

As favas são então separadas por características e tamanho – as maiores são embaladas a vácuo e vendidas a preço de ouro. A fazenda de Moetha produz cerca de 550 quilos. Além de vender favas inteiras, ela as processa e usa em produtos como açúcar, essência, café e chá, vendidos no local.

Na entrada da fazenda havia um pé de limão taiti, tão popular no Brasil. Aqui, as folhas aromáticas da árvore, que lembram manjericão, também são usadas para temperar pratos, molhos e saladas.

 

Outra cultura interessante da ilha é a produção de pérolas negras em fazendas marinhas. Algumas são abertas à visitação, como a Love Here Pearl Farm, que chega a tirar do mar até 10 mil pérolas por mês. No local, além de conhecer o processo de cultivo, há uma loja de joias.

Para a formação induzida das pérolas, as ostras de lábio negro são retiradas do mar e um cordão, na verdade um fragmento de tecido com a genética de uma pérola de qualidade, é introduzido em seu interior para ser encapsulado. Em seguida, as ostras voltam para o fundo do mar em cestos. Somente depois de semanas ou meses elas são retiradas e passam por um controle rigoroso de qualidade que avalia tamanho, formato e cor, que pode variar do tom de berinjela a rosado e champanhe. Uma única bolinha pode custar até 200 euros. A maior pérola em exibição na loja, com 2 centímetros, não sai de lá por menos de US$ 25 mil.

-> Há várias empresas que operam barcos de Raiatea a Taha’a, como a Terainui Tours.

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Moorea, rústica e bucólica

Veja o pôr do sol, relaxe no spa, plante um coral

Lucineia Nunes, O Estado de S.Paulo

12 de março de 2019 | 04h00

Moorea se revela tranquila, com um conjunto de montanhas que parecem esculpidas e pintadas em diferentes tons de verde. Passado o centrinho comercial perto do aeroporto, o restante da ilha é rústico e bucólico. De um lado da estrada, casas com jardins de hibiscos têm as lindas lagoas como quintal. Do outro, prevalece a vegetação fechada. Há também plantações de abacaxi.

Passeios incluem safári de quadriciclo pelas montanhas, stand up paddle, jet ski, bote e lancha. Pode-se mergulhar com tubarões, baleias e tartarugas – o mergulho com cilindro exige certificado internacional e custa em média US$ 220.

Outra coisa bacana a se fazer na ilha é visitar a ONG Coral Gardeners. Para conscientizar sobre a importância dos corais para a vida marinha, um grupo de jovens toca o projeto, que consiste em conferências em escolas e ao público, e na restauração dos jardins de corais de Moorea, plantando fragmentos saudáveis nos recifes. Qualquer um pode ajudar. A ONG permite que você adote um coral e o plante no mar, com direito a batizá-lo e a ganhar um certificado, por 27 euros.

Plantei meu coral e a emoção foi a mesma de plantar uma árvore. O processo consiste em escolher o coral em uma bacia com água marinha. Colado a um pedacinho de bambu com cola quente, o fragmento é levado ao mar e colocado em um aramado onde passa 40 dias para se adaptar ao ambiente. Só então vai para o jardim. Já no mar, escolhi outro coral adaptado e fiz o plantio definitivo.

 

Se a ideia for relaxar ainda mais, que tal uma massagem ou ritual de beleza? O Hélène Spa Moorea, instalado no complexo do InterContinental Resort & Spa, sugere uma série de tratamentos abertos também a não hóspedes. Um deles começa com um banho frio na banheira de pedras para se refrescar e segue com uma massagem relaxante de 20 minutos (por 78 euros). Por fim, visite o bar da piscina para tomar um drinque ou suco geladinho.

Para quem quiser desfrutar de um jantar exclusivo com comida típica, a chef Laurence Anzai, do Lilikoi Garden Café, prepara e serve a refeição no local da hospedagem, se houver estrutura. Era o caso da minha pousada, com cozinha comunitária. Deu para acompanhar o trabalho da chef enquanto ela contava que já cozinhou para o ex-presidente dos Estados Unidos Barack Obama e para o surfista brasileiro Gabriel Medina. O menu em três etapas custa por volta de US$ 60 – foi servido um saboroso camarão com molho curry, arroz, batata-doce roxa e banana-figo.

A pousada Moorea Beach Lodge fica de frente para a lagoa, rodeada pela floresta tropical. Tem uma casa central onde é servido o café da manhã e poucos chalés confortáveis, com ar-condicionado. Oferece caiaques e bicicletas aos hóspedes e tem vista encantadora para o pôr do sol.

-> Voamos a Moorea a partir de Bora Bora – a duração é de cerca de 45 minutos.

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Bora Bora, dona dos bangalôs sobre águas

Vida subaquática em meio à água cristalina

Lucineia Nunes, O Estado de S.Paulo

12 de março de 2019 | 04h00

É em Bora Bora que você está pensando quando lembra da imagem turisticamente mais clássica da Polinésia Francesa: a de hotéis cujas acomodações são bangalôs de sonhos sobre águas transparentes.

Bora Bora é uma ilha vulcânica de 34 quilômetros quadrados e 10 mil moradores no meio de uma exuberante lagoa formada por um extenso recife. Suas paisagens são incansáveis: tons de azul do mar e do céu mudam ao longo do dia, enquanto o verde se destaca em dois picos, o icônico Monte Otemanu e o Pahia.

O aeroporto fica em um motu, de forma que todos os visitantes seguem de barco à ilha principal. Em uma ilhota, em meio ao mar esverdeado, somos recepcionados por uma escultura de mulher do artista Garrick Yrondi, que mora em Vaitape, capital de Boa Bora e nosso destino. Yrondi mora no quarto andar de uma casa que é também a recém-inaugurada pousada Villa Rea Hanaa, com cinco quartos bem amplos e uma bela vista do mar e do Monte Otemanu.

No centro de Vaitape, o que se vê é a combinação perfeita de mar de um lado e vegetação do outro. Como em outras ilhas, apenas uma estrada percorre toda sua extensão. E engana-se quem pensa que Bora Bora é um privilégio somente de casais. É, sim, um lugar romântico com diversos passeios e hotéis para curtir a dois. Mas também recebe muito bem amigos e famílias inteiras, que se divertem em aventuras aquáticas e trilhas aos pés do Monte Otemanu.

Dá para passar o dia em uma das praias de Bora Bora, sair pedalando pela cidade, andar de caiaque transparente e até pescar. Porém, se tiver de escolher apenas um passeio, garanto que mergulhar com arraias e tubarões será uma experiência e tanto.

O meu passeio foi organizado pela Moana Adventure Tours e conduzido pelo guia Toiki. O tour completo dura 6 horas e custa cerca de US$ 120 por pessoa, com quatro paradas e piquenique em um motu. O roteiro incluiu snorkeling para apreciar os multicoloridos jardins de corais; mergulho em águas mais profundas para encontrar a arraia manta, que mede até 9 metros; parada para observar tubarões mais agressivos; e, a melhor parte, nadar em águas rasas ao lado de arraias e tubarões galha-preta.

Confesso que senti bastante medo de encarar os bichos dentro d’água; fiquei alguns minutos apenas observando a “brincadeira”, fotografando e fui a última a deixar o barco. Os tubarões chegam muito perto e ficam rodeando. Já as arraias parecem mais pets marinhos querendo carinho – os guias chegam a beijá-las. Foi sensacional enfrentar o desafio, assim como alimentar os peixes. É preciso tomar cuidado com a cauda do animal; o guia alerta que há lugar certo para os mergulhos e ninguém deve se arriscar por conta própria.

O almoço teve pratos típicos preparados pela cozinheira Vairea Teihotu, uma mulher cativante que mora na ilhota com o marido e dois cachorros. À mesa, atum cru com leite de coco, peixe grelhado, frango com folha de taioba, mandioca, fruta pão, abóbora com doce de tapioca e leite de coco, melancia e manga. Além de provar a comida, pude comer conforme a tradição: com as mãos e, sim, lambendo os dedos. Tudo muito divertido, simples e especial, em um lugar acolhedor, rodeado de coqueiros.

-> Fui de barco de Taha’a ao aeroporto de Raiatea; de lá, voo até Bora Bora e, depois, barco a Vaitape.

 

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