Bárbara Ferreira Santos
Bárbara Ferreira Santos

Templo Meji Jingu

De maneira independente ou com agências de turismo, ir da capital do Japão até o simbólico vulcão é uma boa opção para pouco tempo

Bárbara Ferreira Santos, O Estado de S. Paulo

10 Março 2015 | 03h00

Basta colocar os pés para fora da estação Harajuku da linha Yamanote da JR (empresa de metrôs e trens que opera na capital) para ver o templo xintoísta Meiji Jingu. Sucessivas cerimônias tradicionais de casamento atraem para o local muitos turistas aos domingos. Filas de convidados vestidos com quimonos acompanham a entrada dos noivos, que seguem na frente do cortejo rumo ao interior do templo, protegidos por um grande guarda-sol vermelho e sob uma chuva de flashes disparados por visitantes estrangeiros. 

O santuário foi construído em homenagem às almas do Imperador Meiji (1850-1914) e de sua mulher, a Imperatriz Shoken. No caminho de cascalhos que começa na entrada, devidamente marcada por um portão Torii (um tipo tradicional de portal xintoísta), os visitantes encontram diversos barris de saquês em exposição (foto), que são oferecidos pela Associação Nacional dos Produtores de Saquê Meiji Jingu, dispostos lado a lado em um painel, em respeito ao imperador e à imperatriz. A entrada é grátis.

No templo, o turista aprende ainda o ritual de purificação chamado de temizuya, que consiste em limpar-se física e metaforicamente antes de ingressar no local. O costume foi criado em santuários xintoístas e adotado também em templos budistas e de outras religiões. Consiste em lavar mãos e boca com ajuda de uma cumbuca, que serve para pegar a água da fonte. Deve-se lavar primeiro a mão esquerda, depois a direita e, por último, a boca. 

Tesouro escondido. A multidão de turistas que fica do lado de fora assistindo aos casamentos não se repete no jardim interno do templo, um oásis na cidade. Por 500 ienes (R$ 11) é possível ter acesso ao local. 

O jardim era um espaço reservado, frequentado pelo casal imperial. Foi dado de presente à imperatriz por seu marido para que ela tivesse onde recuperar energias. Preserva ainda a vegetação nativa do período Meiji e é a única parte do santuário que foi construída antes do templo. Com uma área de 83 mil metros quadrados, é belíssimo durante o ano todo. No outono, as folhas vermelhas dão um charme especial ao local. É um refúgio tão acolhedor que os observadores e fotógrafos de pássaros vão para lá nos fins de semana em busca de espécies raras. 

De acordo com a estação do ano, o templo abre entre 5h e 6h40 e fecha entre 16h e 18h30. Consulte: meijijingu.or.jp/english

Mais conteúdo sobre:
Japão Ásia

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.