Terra natal de Picasso revitalizada

Nos últimos três anos, Málaga transformou uma combalida zona portuária em arejado espaço de lazer e convivência. Agora, na terra natal de Pablo Picasso, o Palmeral de las Sorpresas e o Paseo de la Farola ocupam a área à beira do porto para deleite de pedestres e ciclistas. A brisa mediterrânea se encarrega do resto.

MÁLAGA, O Estado de S.Paulo

13 Agosto 2013 | 02h14

Ali bares e restaurantes, como o Kaleido, servem as preferências do paladar local, caso dos famosos boquerones - peixinhos fritos - e do ajoblanco - sopa fria, irmã do gazpacho, à base de amêndoas, uvas, alho e azeite.

Se a renovação do porto de Málaga alavancou a economia, com o incremento no número de cruzeiros marítimos, fez também da área, antes perigosa, uma opção segura e agradável de passeio. Moradores contam que tinham medo de transitar à noite pela região. Não têm mais. Muito pelo contrário: agora, o porto virou cartão-postal.

Visto de cima fica ainda mais bonito. Do alto do Castelo de Gibralfaro abre-se um belo panorama da cidade. Ali mesmo funciona um Parador, nome pelo qual são conhecidas na Espanha as hospedagens em lugares históricos. Pegado a ele está a Alcazaba, grande fortificação árabe erguida durante o domínio mouro, outro símbolo local, juntamente com as ruínas de um imponente Teatro Romano.

No centro antigo impõe-se La Manquita, maneira pela qual a Catedral de inspiração renascentista é conhecida. O apelido pegou porque a torre direita do templo jamais foi concluída. Os noivos malaguenhos têm ali o cenário favorito para fotos.

Se as praias urbanas de Málaga não são as melhores, ao menos a cidade tem um agradável circuito a pé pelo centro antigo. Vale perder-se um pouco pelas ruas, mas com destino certo: o Museu Picasso, na Calle San Agustín, 8. O acervo ocupa o Palácio de Buenavista, erguido no século 16 sob inspiração renascentista. Estão expostos ali mais de 230 trabalhos, entre pinturas, esculturas e desenhos.

Nas paredes, frases memoráveis do pai do cubismo: "obras são amores e não boas intenções; pinto o que encontro e não o que estou buscando". O ingresso custa 6 por pessoa e, logo na entrada, um vídeo que mostra Picasso em ação dá as boas-vindas. É um passeio indispensável, que pode e deve ser complementado com uma visita à casa onde Picasso nasceu, na Praça de la Merced, a poucas quadras do museu.

Outro acervo que merece atenção está no Museu Carmen Thyssen Málaga ( 6), em funcionamento desde 2011 no Palácio de Villalón, no centro. Ali estão expostos 232 quadros representativos do século 19, com destaque para artistas como Joaquín Sololla y Batista (1863-1923). As obras pertencem à mulher do barão Thyssen-Bornemisza, cuja coleção está em Madri. / F.V.

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