Andrew Testa/NYT
Andrew Testa/NYT

Tesouros e história num arquipélago

Através da névoa, eu podia avistar praias desertas e águas cristalinas em torno de St. Mary's, a maior das Ilhas Scilly, no litoral inglês. A vista do avião instigava os visitantes que vão praticar windsurfe e vela, assistir a regatas de remo e contemplar papagaios-do-mar e focas cinzentas.

VALERIE GLADSTONE , ILHAS SCILLY , THE NEW YORK TIMES, O Estado de S.Paulo

25 Junho 2013 | 02h19

Abaixo, estavam 150 ilhas ao largo da ponta da Cornualha. O arquipélago tem uma das maiores concentrações de sítios arqueológicos da Grã-Bretanha - são 239 monumentos que vão da idade do bronze até fortificações dos últimos 500 anos, além de mais de 700 naufrágios.

Eles fornecem um passeio pela história das ilhas, dos caçadores e coletores que foram para lá em 4000 a.C., vindos talvez da Cornualha, até os atuais 1.700 moradores. O povoado de Halangy Down, por exemplo, que tem o maior número de vestígios romanos e da idade do ferro, é uma viagem no tempo.

Andei por restos de casas ovais feitas de pedra entre 1200 a.C e 300 d.C., espalhadas nas íngremes encostas que descem ao mar. E por sepulturas de cerca de 4 mil anos - a mais famosa é a de Bant's Carn. Quando o arqueólogo George Bonsor escavou o sítio em 1900, encontrou restos de quatro cremações em cerâmicas da idade do bronze, que estão no Scilly Museum, em Hugh Town, e no Royal Cornwall Museum, em Truro.

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