Felipe Mortara/Estadão
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Todos os ângulos das Cataratas do Iguaçu

Um dia do lado brasileiro, outro do argentino. Essa é a fórmula básica para desbravar uma das atrações mais famosas do País - só em 2012, 1,5 milhão de visitantes

Felipe Mortara/ Foz do Iguaçu, O Estado de S.Paulo

29 Janeiro 2013 | 02h14

Paris sem Torre Eiffel. Londres sem Big Ben. Nova York sem Estátua da Liberdade. Buchecha sem Claudinho. Enfim, impossível falar da paranaense Foz do Iguaçu sem pensar imediatamente nas über famosas cataratas. De fato, é impossível não se encantar com os milhões de metros cúbicos de água que deram fama à região e atraíram 1,5 milhão de visitantes em 2012, seu novo recorde.

Aparentemente, pouca coisa mudou na cidade desde que estive aqui pela primeira vez, há 11 anos. Continua agradável, com muitas árvores amenizando o intenso calor (e bota calor nisso), e repleta de turistas - em geral, perto dos hotéis, já que a "jovem" cidade de 99 anos não conta com um centro histórico popular. Consolidou-se, é verdade, como grande polo de convenções, muito por culpa da oferta hoteleira instalada em razão do seu mais famoso atrativo. Afinal, quem não adoraria trabalhar uns dias por aqui?

Não me lembrava de ter gostado tanto de Foz como agora - especialmente do Parque Nacional do Iguaçu, ainda mais bem cuidado do que há uma década, mesmo que o volume de água desta vez fosse menor. O mar de cachoeiras é irresistível e merece o título de uma das 7 Maravilhas Naturais do Mundo.

As curtas distâncias até Puerto Iguazú, na Argentina (a dez quilômetros) ou até Ciudad del Leste, no Paraguai (a sete) ajudam aqueles que querem visitar o parque do lado argentino (não deixe de ir) ou fazer umas comprinhas do lado paraguaio (nem sempre assim tão vantajosas). É ou não uma loucura pensar que se pode visitar três países numa manhã?

Tantos atributos justificam o fato de a cidade ser a segunda mais visitada por estrangeiros no País. Mas o que mais surpreendeu foi saber que 46% dos turistas que entraram no Parque Nacional do Iguaçu em 2012 não são brasileiros. Ainda que a maior parte seja de argentinos e paraguaios, é notável por toda parte a quantidade de cabelos loiros e peles vermelhas de sol.

Extras. Distante pouco mais de uma hora de avião de São Paulo, Foz do Iguaçu é uma opção a ser considerada num feriado prolongado. Depois das cataratas, o Parque das Aves (parquedasaves.com.br) é o que há de mais imperdível, especialmente para crianças. Em enormes viveiros onde é possível entrar, aproxime-se de araras e tucanos para as melhores fotos - sem grade na frente. O espaço dos beija-flores rende imagens magníficas e os pequeninos pássaros posam (e pousam) para as câmeras.

Mesmo em tempos de ameaça de apagão elétrico, a usina de Itaipu (www.itaipu.gov.br) merece uma visita nos ônibus de dois andares (R$ 22). Não só por sua grandeza - é uma impressionante obra de engenharia - mas para escutar os causos de José Carlos da Silva, o Jacaré, que trabalhou em sua construção e acompanha o tour junto com o guia.

Se tiver tempo extra, aproveite e dê uma esticadinha até o Templo Budista Chinês (45-3524- 5566), que convida tanto à meditação quanto a belos cliques de suas estátuas de Buda. Mas não tenha dúvidas: onde você vai lotar o cartão de memória é mesmo no Parque Nacional.

SAIBA MAIS

- Passagem aérea: o trecho São Paulo-Foz do Iguaçu-São Paulo custa a partir de R$ 366 na Gol (voegol.com.br), em voo direto; R$ 389 na Azul (voeazul.com.br) e R$ 450 na TAM (tam.com.br), com uma escala - Parque Nacional do Iguaçu: é o do lado brasileiro (cataratasdoiguacu.com.br) - Parque Nacional do Iguazu: no lado argentino das cataratas (iguazuargentina.com)

- Documentos: não é necessário levar passaporte para atravessar o lado argentino. Mas lembre-se de que a carteira de motorista não serve; é preciso levar RG - melhor ainda se tiver sido emitido há menos de cinco anos. Cédulas antigas ou com foto irreconhecível não são aceitas

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