Márcio Fernandes/Estadão
Márcio Fernandes/Estadão

Tour para cervejeiros, profissionais ou não

Viajar, visitar bares, beber cerveja e postar nas redes sociais. Parece roteiro de férias, mas é proposta de emprego: o de "profissional da cerveja", oferta que circulou no Facebook na semana passada ao ser anunciada pela filial de Portugal da Guinness.

O Estado de S.Paulo

09 Abril 2013 | 02h16

Interessados no emprego, que pagará entre 1.250 e 1.500 com contrato de seis meses, têm até o dia 28 para serem indicados - por um amigo (facebook.com/GuinnessPortugal).

O escolhido será um só. Aos demais bebedores restará seguir em busca de boas cervejas para provar. Você pode começar pela própria fábrica da marca, em Dublin, na Irlanda (guinness-storehouse.com) - cujo tour termina, claro, em degustação num bar panorâmico. Ou ficar pelo Brasil mesmo. Decida, abaixo:

Só tem em Cunha. A produção da pequeníssima WolkenburG (cervejariawb.com.br), em certos meses, não passa dos 1.200 litros, vendidos apenas em restaurantes e pousadas de Cunha (SP). Autointitulada "nanocervejaria", a fabriqueta aberta em 2003 não quer mesmo crescer. Tem princípios rígidos - não usa produtos químicos, não pasteuriza nem filtra a bebida - e faz quatro tipos de cervejas: de trigo, escura, pilsen e indian pale ale.

A visita com degustação é gratuita e só ocorre em fins de semana e feriados, das 11 às 17 horas. Cada garrafa de 600 ml custa R$ 12. Se for comprar cerveja para levar para casa, atenção: o local só aceita pagamentos em dinheiro.

 

A mãe das pilsen. Mãe das cervejas pilsen, a Pilsner Urquell é um símbolo da República Checa. O ponto alto da visita à fábrica, a 90 quilômetros de Praga, são os túneis subterrâneos usados para manter a cerveja abaixo dos 8 graus. O tour custa 190 coroas checas (R$ 19; tinyurl.com/urquell).  

Com tradição alemã. Na rota das cervejarias da região de Blumenau (SC), a Eisenbahn, mais famosa, está com a área de visitação fechada para reforma. Substituta à altura, a Schornstein (foto; schornstein.com.br), em Pomerode, mostra a produção e, no bar, harmoniza a bebida com receitas alemãs.

 

Quase milenar. A cervejaria mais antiga do mundo ainda em atividade fica em Freising, na Baviera, Alemanha. Fundada em 1040, a Weihenstephaner (weihenstephaner.de) oferece visita guiada que começa no museu (como não?) e termina em degustação. Custa 9, com um pretzel.

 

Bohemia aos 160 anos. A cervejaria mais antiga do Brasil completa 160 anos neste 2013 - a fábrica, em Petrópolis (RJ), abriu sua visita turística no segundo semestre do ano passado.

A interatividade dá o tom do passeio pelo Centro Cervejeiro, caso do mapa-múndi digital que permite conhecer os tipos da bebida produzidos ao redor do globo. Embora exista um percurso estabelecido, com monitores espalhados, a visita não é guiada - está mais para passeio em um museu.

Conhecer o processo de produção e, claro, degustar também fazem parte do programa. Que termina em um empório e um Boteco Bohemia, onde os tipos de cerveja podem ser harmonizados com comida. A visita precisa ser agendada no site bohemia.com.br e custa R$ 19,50.

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