Felipe Mortara/Estadão
Felipe Mortara/Estadão

Trâmites findos: o que há no grupo H

O que ver nos países dos grupo H da Copa do Mundo na Rússia

Mr. Miles, O Estado de S.Paulo

03 Julho 2018 | 03h00

Well, my friends. Vocês sabem o quanto gosto de futebol, mas, unfortunately, ainda não desenvolvi a capacidade de mencionar resultados futuros. Pouco importa, don’t you agree? Classificados ou eliminados, todos os países dessa Copa merecem a oportunidade de receber a menção desse velho escriba. Therefore, dando os trâmites por findos (como diria meu saudoso amigo Vinicius de Moraes), falo hoje dos países do grupo H: Polônia, Colômbia, Senegal e Japão. 

Polônia. Esse resultado (futebolístico, I’m afraid) já está claro. O favorito do grupo voltou para suas planícies antes do esperado. Preciso dizer que a Polônia é um país de muitas atrações desconhecidas. Só os mais fanáticos pescadores do antigo Ocidente capitalista sabem que o país é repleto de lagos e rios fartamente piscosos. Aos leitores interessados, sugiro uma pesquisa simples. Não vou repetir, aqui, os nomes das melhores regiões, por absoluto excess de consoantes. Não se pode esquecer, as well, que a Polônia é um país extremamente católico, de igrejas e santuários sempre cheios e um orgulho sem fim de seu falecido papa João Paulo II, de Wadowice e antigo arcebispo de Cracóvia. Recomendo, hardly, o horror de visitar o complexo de extermínio de Auschwitz-Birkenau. Um impacto que reposiciona qualquer ideologia - exceto a dos loucos, my God!

Nas imediações, os intermináveis corredores, salões e capelas da antiga mina de sal de Wieliczka são um patrimônio da Unesco que merece sua visita. Sem esquecer de ouvir Chopin (o mais célebre dos poloneses), que repousa (apenas parte dele, I’m afraid) em um mausoléu de Varsóvia.

Japão. Preciso dizer que um país no qual os velhos são tratados como as pessoas mais importantes e sábias da sociedade, em que tudo está sempre imaculadamente limpo, com um povo silente e que adora música só pode ser realmente especial. Há muito a ver, da antiga capital (Kyoto) e seus templos incomparáveis a outro horror incompreensível - Hiroshima, que, como Auschwitz, merece ser contemplada, mais por seus fantasmas do que pelo pouco que sobrou. O cone perfeito do Monte Fuji, o milionário mercado do atum e os trens que inventaram a velocidade. Ponha isso como ponto de partida de sua pauta de viagem. And go!

Ah, esteja preparado. Mesmo para um inglês como eu, os preços de Tóquio assustam mais do que as dificuldades do idioma.

Colômbia. O precioso país andino onde costumo comprar as mais belas rosas do planeta na ocasião do aniversário de minha querida Queen Elisabeth II andou muitos anos sob a poeira de suas drogas e o sangue de suas guerras internas. Nevertheless, trata-se de um país majestoso, com mercados repletos de ingredientes desconhecidos e maravilhosos. Com o encanto de Cartagena, onde Gabriel (N. da R.: Garcia Marquez, escritor falecido) me perguntou um dia: “Miles, como seria sua vida sem viajar?” Ao que respondi: “Well, Gabo, sem conhecer o mundo eu teria passado cem anos de solidão”. As you see, ele gostou da frase. Há belas praias em suas ilhas caribenhas e Bogotá tirou o atraso em que vivia em pouco tempo de paz - hoje é uma cidade completa e linda de conhecer. 

A Catedral de Sal de Zipaquirá é uma curiosidade muito procurada e, well, na antiga cidade de Pablo Escobar, o povo é amável como poucos. Se você for a Medellín, viverá um pouco da história do criminoso que mais juntou dinheiro em todos os tempos. Mas seus olhos vão brilhar, for sure, na bela Plaza Botero, com seus divertidos e brilhantes gorduchos.

Senegal. Last, but not least, que conheci quando ainda chamava-se Senegâmbia. Um curioso país-canguru que, hoje, leva a Gâmbia dentro de seu território as a dear cub. Como apreciador de pássaros, sempre que vou ao Senegal visito o Djoudj National Bird Sanctuary. Mas há muito mais para ver: lagos, praias, reservas selvagens e a triste memorabilia do período em que o Senegal foi um grande e infeliz fornecedor de escravos para um Ocidente ruim, racista e cruel. Não deixe de ver, please, mais esse exemplo de brutalidade humana na Maison des Esclaves, que fica nos arredores de Dacar.

MR. MILES É O HOMEM MAIS VIAJADO DO MUNDO. ELE ESTEVE EM 183 PAÍSES E 16 TERRITÓRIOS ULTRAMARINOS. SIGA-O NO INSTAGRAM @MRMILESOFICIAL

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