Tranquilidade de um vilarejo acima do Círculo Polar

A chegada em Kirkenes revela um mundo inteiramente branco. A pista do aeroporto, toda coberta de neve, indica que estamos no extremo norte da península da Escandinávia. O vilarejo tem apenas mil habitantes e está na faixa litorânea do Mar de Barents, que banha o Polo Norte, e a apenas 15 quilômetros da fronteira com a Rússia.

KIRKENES, O Estado de S.Paulo

26 Março 2013 | 02h14

Exatamente por tais características geográficas a região foi escolhida para receber o hotel de gelo. As condições são ideais: o inverno longo faz com que a construção dure mais; as temperaturas negativas garantem que o prédio gelado não precise de resfriamento artificial para não derreter.

Aliado a isso tudo estão as atrações turísticas típicas, como tours em trenós e esqui - sem falar da excelente localização para assistir à aurora boreal.

Não é de estranhar, portanto, que os passeios noturnos sejam os preferidos dos turistas - todos ali estão em busca de ver, de alguma forma, as luzes do norte. Embora o sol nunca apareça entre o início de dezembro e o final de janeiro, é depois das 20 horas que o céu começa a se iluminar.

A maneira mais eficiente de presenciar o espetáculo natural é nos tours conhecidos como "Caça às Luzes do Norte". Os turistas saem em ônibus que, via rádio, recebem as indicações dos melhores pontos para ver a aurora a cada noite. Quase como um safári africano (com muito mais gelo e muito menos bichos).

Se o céu estiver limpo, a chance de ver os raios coloridos é alta. Fora isso, Kirkenes parece uma espécie de Penedo (RJ) coberta de neve: pequena, simpática, com muitas lojinhas e hotéis. E nada mais para fazer. /L.S.

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