Transite da aura medieval ao lado cosmopolita

Qualquer tour por Tallin começa na Raekoja Plats, a Praça da Prefeitura, no coração do centro antigo. Caminhar por esse Patrimônio da Unesco significa se sentir, a todo momento, em uma cidade cenográfica. Além das construções preservadas dos séculos 15 a 17, diversos estabelecimentos fazem questão de manter a aura medieval.

TALLIN, O Estado de S.Paulo

12 Agosto 2014 | 02h06

O mais popular é o Olde Hansa (oldehansa.org), restaurante onde os garçons se vestem com trajes de época. Sim, é ultraturístico. Mas, a despeito de todos os meus preconceitos com a proposta, confesso que me diverti.

A comida é saborosa - pedimos o banquete (a partir de 39 por pessoa), com carnes, queijos, geleias, picles, vegetais, peixes, pães e sobremesa, tudo à vontade. O atendimento é simpático. E, veja bem, você de fato está em um prédio histórico - as mesas de madeira e a iluminação por velas completam o clima. Ou seja: se não estiver disposto ao jogo de cena, entre ao menos para dar uma olhadinha.

Ali mesmo na Raekoja Plats está a Raeapteek, farmácia em funcionamento desde 1422 (a fachada é do século 17). Pode entrar - eles estão acostumados com o vai e vem de turistas curiosos. Logo ao lado, o Maiasmokk é o café mais antigo da Estônia, funcionando no mesmo lugar desde 1864. A marca local são os doces de marzipã, feitos ali mesmo, que podem ter formato de urso, boneca, Papai Noel, carrinho... Um ótimo souvenir para levar para casa.

A prefeitura que nomeia a praça também é, ela própria, uma atração. O prédio gótico, construído entre os séculos 14 e 15, chama a atenção (entrada a 4). E os turistas podem subir na torre para ter uma vista panorâmica da cidade ( 3). Mas há outro ponto que oferece uma boa vista do centro velho: o mirante de Patkuli. É possível alcançá-lo em uma caminhada de 10 a 15 minutos, desde a Raekoja Plats.

Na volta, perca-se pelas ruazinhas e aproveite para umas comprinhas. Meias, gorros, casacos e luvas de lã são tradicionais - especialmente os estampados. Próximo aos Portões de Viru, a principal entrada da muralha que ainda cerca parte do centro antigo, há uma tradicional feirinha, mas falta variedade nos artigos de lã. Nas lojas, há mais criatividade.

Tempos modernos. Fora das muralhas, Tallin se transforma. Embora existam boas opções noturnas no centro histórico, moradores e visitantes descolados costumam seguir a Kalamaja - distrito industrial nos tempos da dominação soviética - para jantar num ambiente mais cosmopolita. O bairro vem ganhando cafés, restaurantes e lojas moderninhas de alguns anos para cá.

Visitamos o F-hoone (Telliskivi 60A), de janelas amplas, pé-direito alto e vasta carta de cervejas. No menu, combinações simples e bem feitas, com grelhados, hambúrgueres, saladas, sopas e petiscos para acompanhar sua gelada. E preços convidativos: os pratos principais ficam em torno de 7 e as cervejas começam em 2. Vale a pena dar uma conferida no site telliskivi.eu/en, que traz outras opções de lojas e cafés na região e está sempre antenado aos próximos eventos. / A.M.

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