BRENDAN MCDERMID | REUTERS
BRENDAN MCDERMID | REUTERS

Treino garantido mesmo nas férias

Viajar não é desculpa para deixar os exercícios de lado. Academias oferecem planos para os clientes continuarem a rotina fitness em outras cidades do Brasil – e também no exterior

Luiza Pollo Mazurek, Especial para O Estado de S.Paulo

08 Outubro 2015 | 05h00

Quando Ana Paula Guimarães prepara as malas para viajar, ela não deixa de fora as roupas de ginástica nem a corda para se exercitar. Mesmo nas férias, a musicista mantém o estilo de vida que a fez perder 27 quilos. “Já pesei quase 90 quilos e emagreci por meio de atividade física e orientação nutricional. Se fico longe da academia, tenho medo de voltar ao peso antigo.”

Ana Paula treina na academia Curves, exclusiva para mulheres, com unidades em países como Estados Unidos, Canadá, França e Inglaterra, que dá acesso livre a toda rede para suas clientes. Para isso, é necessário ter um plano de seis ou 12 meses, que custa a partir de R$ 99, e solicitar, na unidade de matrícula, um documento que permite a entrada em qualquer Curves durante 20 dias. Foi o que a musicista fez quando viajou à Argentina: “Passei dez dias em Buenos Aires e fui à academia várias vezes”.

A Curves não é a única a oferecer planos do tipo. Na Bodytech, por exemplo, é possível usar todas as unidades de outras cidades, como Salvador, Recife e Brasília, até oito vezes por mês – mensalidade a partir de R$ 360 no plano anual. Já na Smart Fit, o serviço está disponível apenas para o plano Black, a partir de R$ 79,90 por mês. Os clientes têm acesso às filiais do México, Chile e República Dominicana, além de outras 180 unidades no Brasil, em cidades como Porto Alegre e Rio de Janeiro (exceto Leblon e Voluntários da Pátria).

Um ponto positivo de não precisar treinar em uma academia desconhecida é o padrão dos aparelhos de ginástica. “O circuito é o mesmo em todas as unidades. O que pode mudar são alguns equipamentos extras”, explica Iziz Bispo, coordenadora de comunicação da rede Curves.

Fique atento, contudo, às unidades internacionais, onde nem sempre os equipamentos coincidem com os encontrados no Brasil. Nesse caso, o melhor é consultar um professor antes da viagem, como recomenda Eduardo Netto, diretor técnico da Bodytech. “O Brasil é um dos únicos países que exigem que a academia tenha um professor para acompanhar o aluno. Recomendamos tirar dúvidas antes de viajar.”

Alternativas. Para garantir o treino no exterior, uma opção é se associar, no Brasil, a uma academia que faça parte do International Health, Racquet & Sportsclub Association (IHRSA) e ofereça o Passport Program.

Pelo programa, o cliente tem direito a um passe que permite acesso a qualquer espaço associado – desde que esteja a mais de 80 quilômetros da unidade na qual é matriculado. Há filiais em mais de 60 países, incluindo Estados Unidos, Espanha, Chile e Japão. Nem sempre os associados poderão se exercitar de graça – nos Estados Unidos, por exemplo, é comum haver uma taxa diária em torno de US$ 10.

Também vale dar uma espiadinha nas academias próximas. Algumas oferecem aulas avulsas, caso da Mile High Run Club, especializada em corrida. Ali, cada aula custa a partir de US$ 32 mais taxas (quanto mais aulas contratadas, maior o desconto).

A rede Hilton, por sua vez, oferece a não hóspedes os serviços de sua academia, a LivingWell, por preços a partir de R$ 85 a diária. Os clientes do hotel, logicamente, têm os aparelhos de musculação, aeróbicos e piscina livres para o uso.

Fique atento: seu hotel pode ainda ter parceria com alguma academia. O Ibis, por exemplo, começou a oferecer em abril 20% de desconto no GymPass, que permite agendar diárias em diversas academias por a partir de R$ 6,50. O serviço está disponível nas mais de 120 unidades do Ibis no Brasil e, segundo a gerente de marketing para América do Sul, Rabeea Ansari, surgiu de uma demanda dos próprios clientes, que não querem abrir mão das atividades físicas durante as viagens.

Para quem não quer perder tempo, até aeroportos oferecem academias para os viajantes. No Internacional de Toronto, a Goodlife Fitness tem passes diários de 15 dólares canadenses – e pode até alugar a roupa.

Se mesmo com as dicas acima você não encontrar algo que satisfaça seu “desejo fitness”, vale se exercitar por conta própria. Os parques são uma boa opção para correr ou caminhar, e há vários aplicativos que podem ajudá-lo a montar seu treino, como Nike Training Club (iOS e Android), Daily Workouts Free (iOS e Android) e Pocket Yoga (iOS, Android e Windows Phone).

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