Trem para quem tem pressa ou quer curtir a paisagem

Sim, todos os clichês suíços se aplicam aos seus trens: eles são pontualíssimos, bem conservados e ecologicamente corretos. São também o meio de transporte mais eficiente para quem quer conhecer várias cidades - e ainda permitem que você interaja com os locais que, mesmo em dias de pressa, costumam ser atenciosos e prestativos.

Camila Hessel / Fribourg, O Estado de S.Paulo

11 Junho 2013 | 02h09

De Zurique a Fribourg, leva-se 1h30 em um trem direto. Outra opção interessante é fazer um itinerário via Berna e aproveitar para dar uma voltinha pela capital (a apenas 25 minutos de Fribourg). Uma vantagem da rota mais longa é a paisagem, que alterna lagos azul-turquesa, plantações douradas e casarios que justificam uma infame piadinha local de que, na Suíça, as casas são sempre mais bonitas do que as moças.

Para um turista, a maneira mais econômica de viajar é comprar um Swiss Pass, que garante um número ilimitado de viagens (não só nos trens, mas também em ônibus, bondes e barcos de todo o país) para períodos de quatro, oito, 15 ou 22 dias. O passe custa a partir de 435 francos suíços (R$ 995).

Passeio vintage. A pouco mais de 40 minutos de trem de Fribourg, a cidade de Bulle oferece uma opção bacana (não contemplada pelo Swiss Pass) para quem é apaixonado por trens antigos - e não se importa muito em fazer "programa de turista". É o Retro Train (www.tpf.ch): uma composição antiga, de apenas cinco vagões, que percorre um lindo trecho da região de Gruyère até a minúscula Montvobon. No inverno, a viagem inclui uma aula de preparo de fondue. No verão, o menu é sui generis: o "trem do fondue" se transforma no "trem do sushi". Custa 45 francos suíços (R$ 102) no inverno e 69 (R$ 158) no verão.

A região também reserva um trem para chocólatras. O Train Choco, composto por lindos vagões estilo belle époque, vai de Montreux (a 1h30 de Fribourg) a Broc, onde fica a fábrica da Caillers-Nestlé (visita incluída no bilhete, que custa 99 francos suíços, ou R$ 226,50).

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