Três deliciosas horas em Zurique

Mesmo com tempo contado, invista em um passeio a pé (com direito a chocolate quente) pelas ruas da Old Town

Adriana Moreira, O Estado de S.Paulo

21 Outubro 2008 | 02h50

Todos os dias, um vôo direto do Brasil chega ao Aeroporto de Zurique. Por lá, é possível conectar-se com outras cidades européias como Paris, Amsterdã, Londres e Berlim. Ou aproveitar a excelente rede de trens e explorar mais a terra do fondue e dos relógios precisos. Mas se você não tiver planejado uma estada mais longa na principal cidade da Suíça, mesmo as poucas horas de espera pelo próximo vôo serão suficientes para se encantar com suas particularidades. Do aeroporto ao centro são apenas 10 minutos de trem. Nem pense em ir de carro: o trânsito pesado aumenta facilmente a duração do trajeto para até 1 hora. Ao desembarcar, aproveite para conhecer a coleção do Museu Nacional Suíço, logo atrás da estação central. Com cara de castelo medieval, foi construído em 1898 para abrigar as antiguidades do país. A entrada é gratuita. Com pressa, a melhor opção é fazer o passeio a pé pelas ruas da Old Town. Duas horas são suficientes. Siga para o centro de informações turísticas, na própria estação central, e peça um mapa. Com ele em mãos você não terá dificuldades para fazer seu próprio tour. Outra opção é contratar um guia no local. Custa 13,05 (R$ 38) por pessoa, com reserva antecipada.Pergunte pela guia Ursula Casanova, filha de mãe brasileira e pai sueco, que fala um ótimo português. TOUR GUIADO Basta atravessar os portões da Zürich Main Railway Station para cair no centro nervoso da cidade, a Banhofstrasse. Ficam ali as sedes de grandes bancos e as lojas de grifes exclusivas - você verá Prada, Channel e Armani -, além das populares redes H&M e C&A. Entre os metrôs de superfície e as calçadas circula uma multidão apressada. Isso até as 17 horas. Nesse horário, as lojas fecham e o que antes parecia um formigueiro se transforma em um quase deserto. Escolha uma das ruas para virar à esquerda e ter a primeira vista do Rio Linmat e das belas construções em suas margens. Faça uma pausa na delegacia de polícia no fim da Uraniastrasse. O motivo? Pinturas supercoloridas nas paredes, feitas por Augusto Giacometti (1877- 1947) entre 1923 e 1925. Siga margeando as águas limpíssimas do Linmat e perca-se pelas ruas estreitas, onde carros não entram. Suba até a Praça Lindenhof, ponto mais alto da Old Town, para ter uma vista panorâmica. No caminho, bicicletas antigas, lojas de brinquedos e de relógios aparecem entre uma e outra curva. Agora desça pela Lindenhofstrasse para encontrar a Igreja de St. Peter, onde está o maior relógio da Europa, com 8,7 metros de diâmetro. Você pode até não achar nada demais. Mas eles adoram. Em caso de sede, basta procurar uma fonte. "A água é limpa, pode beber", afirma Ursula. Próxima parada: Grossmüster, a igreja matriz da reforma protestante suíça, também decorada com vitrais de Giacometti. Ainda há painéis famosos na Fraumüster, do ano 853, assinados por Marc Chagall (1887-1985). Vistas as construções históricas, pare para um chocolate quente na loja da Springli, na Paradeplatz. A marca comprou a fábrica da Lindt no país em 1889, mantendo o sabor e o nome do famoso chocolate. Uma verdadeira tentação. O pacote com quatro barras ao leite, por exemplo, sai por 24 franco-suíços (R$ 45,50). Na mesma Paradeplatz está outra atração gastronômica obrigatória: o Zeughauskeller vende salsichas por metro (por 18,20 franco-suíços ou R$ 28,20). Mas nem pense em aparecer ali sem reserva. Garçons apressados empurram carrinhos de comida. O serviço é rápido - afinal, eles querem desocupar as mesas bem rapidinho. E os pratos são deliciosos. Pare também no Oepfelchammer, um restaurante com paredes, mesas e cadeiras rabiscadas por clientes. Não se trata de vandalismo: por tradição, quem consegue passar por cima de uma viga e beber uma taça de vinho enquanto está pendurado ganha o direito de eternizar seu nome no local. Informações turísticas em Zurique: www.zuerich.com Viagem a convite da Swiss

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