Ricardo Freire/Estadão
Ricardo Freire/Estadão

Três dicas para sobreviver à overdose de dicas

Somos a primeira geração de viajantes que pode ir da ignorância total ao conhecimento absoluto de um destino em poucos dias.

RICARDO , FREIRE, O Estado de S.Paulo

09 Julho 2013 | 02h09

Os folhetos deram lugar aos sites de destinos. Boa parte do conteúdo de guias, jornais e revistas está publicado também online. Blogs mostram como são as viagens na prática. Sites de resenhas ranqueiam e classificam todos os hotéis, restaurantes e passeios da face da Terra. E, como se não bastassem todos esses pitacos de gente que você não conhece, ainda tem todos os seus amigos no Facebook e Instagram dando dicas de viagem, solicitadas ou não.

Essa overdose de informação pode pesar mais que qualquer excesso de bagagem. Juntando o "imperdível", "esse lugarzinho que eu descobri" e "é como ir a Roma e não ver o papa", acabamos com um roteiro que só é factível com dias de 30 horas. Ao lidar com essa massa de pitacos, tenha em mente três coisas:

Informações-chave. Época e localização. Indo numa época favorável e se hospedando num lugar conveniente, você estará na pista certa para aproveitar as melhores dicas e fazer suas descobertas.

"Lugarzinho". Você só vai querer depois de ter visto as atrações convencionais. Pela minha experiência, ninguém desiste de um cartão-postal para conferir uma atração alternativa. O melhor passeio de Capri é a volta à ilha, mas quem abrirá mão de visitar a Gruta Azul, por mais que digam que é programa de índio? Ao aumentar o número de programas, aumente também a duração da escala. Retalhar ainda mais o escasso tempo que você tem só vai gerar cansaço e frustração.

Inesperado. Nada é mais inesquecível do que algo que você não esperava encontrar. Pode notar: os elogios mais derramados e os comentários com mais pontos de exclamação são sempre sobre lugares e atrações que apareceram sem querer no caminho de quem fez a resenha. Crie espaço na sua viagem para a surpresa. Pesquise, mas não engesse demais. O melhor de estar bem informado é perceber in loco quando vale a pena mudar a programação.

* Na próxima semana, Ricardo Freire responde às perguntas dos leitores

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